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  • Zamioculcas Zamiifolia

    Se a natureza não fosse tão generosa, o que seria de um “amante das plantas” que mora num apartamento sem sacada, onde não pega nem um pingo de sol direto dentro da sala. Para o caso da falta de sol, a solução pode ser uma planta exótica de nome bem estranho: a Zamioculcas (Zamioculcas zamiifolia).

    A Zamioculcas é originária da Tanzânia, na África. Planta da família da Aráceas, ela se adapta bem a ambientes internos, pois não necessita de muita luz, nem de locais abertos. Sucesso na Europa, esta planta além de não exigir muita luminosidade, é bem resistente, durável e pouco exigente com relação às regas também.

    O crescimento da Zamioculcas é um tanto lento. Ela leva cerca de uns dois anos para atingir 1 metro, sua altura máxima média. Porém, o visual compensa a demora. Não são as flores que chamam a atenção na planta, mas sim suas folhas verdes e brilhantes, que nascem bem claras e vão escurecendo com o tempo. O contraste produzido pelas folhas em tons diferentes torna a planta muito interessante. A inflorescência da planta, embora não seja considerada de grande valor ornamental, contribui para o visual exótico.

    Vale lembrar, no entanto, que mesmo sendo bem resistente e pouco exigente, a Zamioculcas necessita de alguns cuidados básicos e simples para se manter bonita e sadia:

    Local: A Zamioculcas deve ser cultivada em ambientes internos, em temperaturas nunca abaixo de 18 graus. A temperatura ideal situa-se acima de 25 graus.

    Regas: Não necessita de regas freqüentes. Cultivada num vaso compatível com o seu porte, pode ser irrigada duas vezes por semana.

    Solo ideal: Deve apresentar boa drenagem. A mistura de solo indicada pode conter 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal adubada e 1 parte de areia.

    Luminosidade: Não exige muita luminosidade e não deve receber luz solar direta.

    Adubação: A Zamioculcas não é muito exigente quanto à adubação. Para garantir folhas bonitas e sadias, recomenda-se aplicar fertilizante NPK 10-10-10, seguindo as orientações do fabricante.

    Podas: Por se tratar de uma planta de crescimento lento, não exige podas. Periodicamente, deve-se retirar folhas murchas ou secas, para manter a harmonia do visual.

    Cuidados especiais: A Zamioculcas não exige muitos tratos, mas ao notar que a planta começa a se apresentar deformada no vaso, recomenda-se replantá-la em um vaso maior, para comportar seu desenvolvmento.

    Propagação: É feita por sementes ou estaquia de galho.

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    flores

    O segredo para ter plantas bonitas e saudáveis em casa é dar a elas condições próximas as de seu habitat de origem. Ou seja, pensar na composição da terra, na incidência de luz, na água e na nutrição. No caso do cultivo em vasos, prefira recipientes de barro ou cerâmica por imitarem o solo, possibilitando que as raízes respirem mais facilmente. À noite, evite deixar as espécies sob a iluminação artificial: assim como as pessoas, elas precisam passar horas no escuro. Quando chove, sempre que possível, coloque os vasos debaixo d’água – as plantas ganham viço depois de um bom banho de chuva. Essas regras simples nasceram da observação e da sensibilidade dos apaixonados por jardinagem. Convivendo de perto com seus exemplares preferidos, você também pode descobrir como tratá-los da melhor maneira possível. Quem gosta de plantas já entende o assunto, Mesmo que a pessoa erre um pouco no começo, basta ter paciência e atenção à natureza para aprender. As espécies vão nos guiando.

    Água na dose certa
    Como saber qual é a quantidade de água de que cada espécie precisa? Um caminho é observar o desenvolvimento das plantas para descobrir suas necessidades. Grande parte dos exemplares morre por excesso de água e não por falta dela. É preferível regar freqüentemente e sem exageros. Terra encharcada propicia o aparecimento de fungos e pragas e provoca o apodrecimento das raízes,

    Para não errar na dose, veja algumas dicas:
    • Sinta a umidade da terra pressionando o dedo no vaso até 2,5 cm de profundidade. Regue apenas se perceber que o solo está seco.
    • Procure molhar as plantas pela manhã. Assim haverá tempo para a absorção e a evaporação de um eventual excesso. A umidade que persiste por toda a noite aumenta a chance de um ataque de fungos.
    • Use um regador que passe entre as folhagens sem machucá-las e libere um pequeno volume de água por vez. Os de bico longo funcionam bem.
    • Durante os meses de inverno, as regas devem ser mais espaçadas, pois as plantas entram em repouso.
    • Vasos de barro absorvem mais água que os de plástico e pedem um intervalo menor entre as regas. Mas é justamente a porosidade do material que permite que as raízes respirem melhor.

    Algumas espécies, como a avenca, necessitam ainda de umidade no ar.
    Para criar essa condição, um recurso é pulverizar água ao redor da planta todos os dias, mesmo sem molhar a terra. Isso cria um microclima apropriado. Outra sugestão é tentar reproduzir uma mata, agrupando vários vasos num mesmo local. Juntas, as plantas transpiram e liberam maior volume de vapor d’água. Longos períodos sem regas deixam as plantas ressecadas e debilitadas, algumas não se recuperam e chegam a morrer.

    O preparo da terra
    A chamada mistura básica, usada para a maioria das plantas, tem a seguinte proporção de tipos de solo e outros ingredientes:
    1/3 de areia de rio (a areia de mar não deve ser empregada devido à grande quantidade de sal);
    1/3 de terra comum;
    1/3 de material orgânico (húmus, esterco), do qual as plantas vão retirar os nutrientes fundamentais.
    Para dar leveza à receita, pode-se substituir a areia por algum substrato pronto que contenha vermiculita (rochas trituradas), palha de arroz ou outro item que deixe a composição mais areada e mantenha a água e os nutrientes disponíveis por mais tempo.
    Espécies tropicais, como as samambaias, que apreciam a umidade, podem ser plantadas em outra proporção de ingredientes: 2/4 de húmus; 1/4 de terra e 1/4 de areia.

    Dicas
    • As regas vão achatando a terra. Sempre que notar que ela está endurecida, revolva para afofar, com o cuidado de não ferir caules e raízes.
    • Se não conseguir deixar a terra soltinha, verifique se as raízes da espécie cresceram demais. Em caso positivo, é hora de transplantá-la para um vaso maior.

    Luz garante o verde
    Sem luminosidade, as plantas não realizam a fotossíntese, uma de suas funções essenciais. O pigmento verde clorofila, sob a ação da luz, retém gás carbônico, libera oxigênio e vapor d’água, que refresca os ambientes. A fotossíntese também é o processo pelo qual as espécies produzem os açúcares que as alimentam.
    É por isso que, em local escuro, as plantas enfraquecem a ponto de fenecer, Há claro, exceções. As variedades de interior, de verde mais intenso, suportam melhor os ambientes com baixa luminosidade. Já as folhagens coloridas, como o cróton, e as espécies floridas não abrem mão de luz solar para realçar seus matizes.

    Se você cultiva exemplares dentro de casa, não se esqueça destes detalhes:
    • A claridade das janelas chega lateralmente às plantas, que tendem a crescer em direção à luz. Resultado: um lado fica mais farto e viçoso que o outro. Para evitar o problema, gire o vaso com regularidade.
    • Quem tem quintal ou varanda aberta pode fazer um rodízio: deixe os vasos que ficam em ambientes fechados tomando sol por alguns dias e traga os da área externa para o interior.

    Cuidados ao podar
    A remoção de partes da planta só deveria ser efetuada com um objetivo: dar saúde e vigor à espécie. Isso quer dizer retirar galhos secos, doentes e mal-formados, que danifiquem o equilíbrio do formato original da planta. A operação é conhecida como poda de limpeza. Excetuando esses casos, não se deveria podar, pois cada corte desnecessário faz a planta sofrer um estresse. No caso de plantas lenhosas, que tenham galhos duros e secos, recomenda-se, após o corte, passar algum cicatrizante no local, como o gel das folhas de babosa (Aloe vera) ou própolis em gotas. Espécies que dão flores merecem uma atenção a mais: sempre remova as flores secas e murchas. Flores mortas podem apodrecer e levar ao aparecimento de fungos.

    Adubo que revigora
    Os três elementos básicos para um solo sadio estão contidos na sigla NPK, que significa nitrogênio, fósforo e potássio. Eles podem ser comprados juntos, em um adubo à venda em lojas de jardinagem, ou separados, em fontes naturais. O nitrogênio é encontrado em húmus de minhoca, esterco e torta de mamona, o fósforo, na farinha de ossos, e o potássio, em cinzas de madeira obtidas da queima de lenha. Você pode pedir o material em uma pizzaria ou padaria. Já as cinzas de churrascarias contêm muito sal e prejudicam as plantas.

    Outras dicas para uma adubação correta:
    • Use de preferência adubos orgânicos. Eles contêm os mesmos microorganismos do solo e tornam a terra nutritiva e fofa para que as plantas respirem melhor.
    • Retire cerca de um terço da terra do vaso, acrescente o adubo a ela, na proporção indicada, e depois recoloque a mistura no recipiente.
    • Após a adubação, molhe a terra. A água serve de condutor para os sais minerais e dissolve eventuais excessos, que podem prejudicar as raízes.

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    As plantas

    folhascaidas
    As plantas nascem, alimentam-se, respiram, crescem e reproduzem-se. A maioria das plantas possui um atributo especial: produz o seu próprio alimento. As plantas podem ter características muito diferentes considerando o local onde vivem. As que vamos explorar são formadas por raiz, caule, folha, flor, fruto e semente e correspondem à maioria das plantas – cerca de 80%.

    A raiz cresce normalmente debaixo da terra. Serve para a planta se fixar ao solo e para absorver água e nutrientes.

    O caule, na maioria dos casos, cresce acima da terra. Nele estão inseridas as folhas e as flores. O caule ajuda no suporte da planta, no transporte da água e dos nutrientes, na reserva de alimentos e no crescimento.

    As folhas são as fábricas onde a planta produz o seu alimento. Para que estas fábricas funcionem é preciso da luz do sol. Enquanto as plantas produzem o seu alimento libertam um gás, o oxigênio.

    As flores são muito importantes para as plantas se reproduzirem e formarem outras plantas iguais a elas.

    Os frutos formam-se após a polinização das flores. No seu interior vão crescer as sementes. A polinização pode ser ajudada pela água, pelo vento ou por animais (abelhas, moscas, pássaros…).

    As sementes quando caem na terra “acordam” e originam um pequeno rebento que irá dar origem a uma nova planta. As sementes, tal como as raízes, os caules, as folhas, as flores e os frutos, podem ter forma, cor, textura e tamanhos muito diferentes. Algumas plantas não formam flores nem sementes, por exemplo, os fetos e os musgos. Nestes, as plantas reproduzem-se através de esporos, que são ainda mais pequeninos do que as sementes.
    Dependendo da estação do ano, as folhas também podem mudar de cor. Isso ocorre por causa de alguns fatores como a intensidade de luz, a umidade, a temperatura. Alguns tipos de plantas deixam cair as folhas em determinadas épocas do ano.
    As folhas possuem uma substância chamada clorofila, que dá a cor verde aos vegetais.
    A maioria das folhas são verdes, embora existam as que são vermelhas, amarelas, marrons. Essas folhas apresentam outras substâncias além da clorofila, que lhes oferece outra cor.
    Essas folhas que caem não são perdidas. Você se lembra sobre o que acontece com as folhas mortas que caem no chão?

    Elas são atacadas pelos microorganismos do solo fazendo com que se decomponham, passando a constituir uma camada da terra chamada húmus – folhas mortas e matéria animal em decomposição – é fundamental para a qualidade do solo.
    É no húmus que as plantas encontram as substâncias necessárias à sua vida.

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    Orquídeas em 03 vasos
    O modo mais fácil de matar uma orquídea é molhando-a demais. Suas raízes ficam sem oxigênio e morrem, e os fungos se proliferam de forma descontrolada. As regas devem ser feitas de 2 a 3 vezes por semana, dependendo do clima na época.
    Não siga à risca regras do tipo “um copo de água a cada 2 dias”, pois isso não funciona bem..

    O melhor jeito é testarmos enfiando o dedo no substrato. Cave levemente e sinta a umidade a cada 2 dias. Se ainda estiver úmido, não regue, espere até secar. Regue até que a água comece a escorrer por baixo do vaso. Para elas, é melhor a falta ao excesso de água.
    Devemos regá-las de preferência no início da manhã ou final da tarde, evite regar à noite para não deixar as folhas molhadas durante toda à noite.

    Se for colocar adubos no vaso, prefira os orgânicos ou as misturas. Podemos adubar colocando um pouco de adubo em um canto do vaso, na quantidade recomendada. Esse adubo irá dissolver-se aos poucos, liberando nutrientes a cada irrigação. Os melhores para isso são os orgânicos, como a farinha de osso, mas podemos também usar misturas, como o “Bokashi”, que pode ser encontrado em casas especializadas. Essas adubações podem ter intervalos de 3 meses ou mais.

    A adubação foliar pode ser feita a cada 15 dias ou mais, com misturas próprias de adubo mineral, dissolvidos em água e aplicados com borrifadores comuns. Procure em casas especializadas, há diversas formulações, busque mais informações na embalagem dos produtos.

    Cada adubo exige quantidades diferentes, portanto informe-se sobre a dose e forma de aplicação do adubo que você comprar. Isso geralmente está escrito na embalagem.
    Quando a planta estiver excessivamente ramificada, ou com as raízes muito grandes para o vaso, devemos efetuar a divisão da planta, ou passá-las a um vaso maior, pois suas raízes já não possuirão mais espaço para seu bom desenvolvimento.

    verão

    Suculenta é qualquer planta capaz de armazenar água, seja nos troncos, raízes ou folhas – característica que as protege das altas temperaturas e do clima árido de regiões da África e da América, onde surgiram. Portanto, cactos e agaves também são suculentas, mas geralmente chamamos assim apenas essas plantinhas de folhas gordinhas, que, de tão charmosas, são capazes de transformar qualquer canteiro num universo de formas e texturas, e também dão um charme extra a qualquer lugar mesmo sozinhas num vasinho.

    Existem cerca de 22 mil espécies de suculentas, sendo 2 mil só de cactos. No Brasil, há mais de 100 espécies, e na Jardinaria temos aproximadamente 20 tipos de suculentas diferentes.

    Abaixo algumas das espécies brasileiras.
    jade-crassula-argentea
    Jade (Crassula argentea) – suculenta de até 3 m / floresce no outono e inverno

    echeveria-derenbergiiEchevéria-baby (Echeveria derenbergii) – suculenta de até 10 cm / flores na primavera e verão

    echeveria-glaucaEchevéria (Echeveria glauca) – suculenta de até 20 cm / flores na primavera e verão

    gasteria-verrucosaGastéria (Gasteria verrucosa) – suculenta de até 10 cm / flores na primavera

    graptopetalum-paraguayensePlanta-fantasma, Crássula (Graptopetalum paraguayense) – suculenta pendente de até 50 cm / flores no verão

    haworthia-cuspidataAortia (Haworthia cuspidata) – suculenta de até 6 cm / flores quase o ano inteiro

    huernia-keniensisHuernia (Huernia Keniensis) – suculenta de até 10 cm / flores quase o ano inteiro

    haworthia-margaritiferaPlanta-pérola (Haworthia margaritifera) – suculenta de até 15 cm / flores na primavera

    kalanchoeFlor-da-fortuna (Kalanchoe blossfeldiana) – suculenta de até 30 cm / flores quase o ano inteiro

    kalanchoe-tomentosaOrelha-de-gato (Kalanchoe tomentosa ) – suculenta de até 60 cm / flores no verão

    flor-de-maioFlor-de-maio (Schlumbergera truncata) – suculenta de até 60 cm / flores no outono e inverno

    sedum-acreCarpete-dourado (Sedum acre) – suculenta de até 30 cm / flores no verão

    sedum-burritoDedinho-de-moça (Sedum burrito) – suculenta pendente de até 40 cm / flores na primavera

    Dicas:
    - Você pode reunir em um único vaso mais de uma espécie. Para isso, agrupe plantas que tenham os mesmos gostos de água e sol e preste atenção para não deixar que as suculentas maiores façam sombra nas menores. Se for preciso, vire o vaso de tempos em tempos, para proporcionar o crescimento por igual.
    - Chamam-se echeverias (imagens 02 e 03) as suculentas cujas folhas fazem uma grande flor, semelhante a uma mandala. De coloração esverdeada ou azulada, suculentas dessa espécie se dão muito bem em vasos, mas, quando for regá-las, evite derramar água nas folhas.
    - Uma planta que faz muito sucesso no Brasil, a Graptopetalum paraguayensis (imagem 05) é originária do México e vai bem à meia sombra, mas a aparência compacta que tem na foto só aparece se a planta for cultivada a pleno sol.
    - Uma das Huernias mais comuns em cultivo, a Keniensis (imagem 07) também é uma das mais fáceis de manter. Aceita sol pleno ou meia sombra e dá flores (que parecem sinos) praticamente o ano todo, mas principalmente no verão.
    - A Kalanchoe (imagem 09) é considerada a flor da fortuna e da felicidade, por isso é muito presenteada entre amigos e parentes. Suas flores possuem uma enorme variedade de cores e podem ser simples ou dobradas, porém, as espécies com flores dobradas são chamadas de Calandivas. Esta planta deve ser cultivada a pleno sol, mas é bem tolerante ao frio.
    - Algumas espécies, como a popular flor-de-maio (imagem 11), fica linda em vasos presos no teto. Suas flores grandes e brilhantes, podem ser rosas, brancas, laranjas ou vermelhas e atraem beija-flores.

    flocor

    arbustos
    Cultivo

    O Cultivo ou Plantio é a arte ou processo de usar o solo para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia e matéria prima para diversos produtos como roupas, construções, medicamentos, ferramentas e contemplação estética.
    Está diretamente ligado a ação de semear, lançar na terra a semente para que a planta germine cresça e dê frutos.
    No entanto, não se planta apenas por semente. Existem plantas que são propagadas vegetativamente, ou seja, uma parte da plantam que não é a semente é plantada e ela pode se desenvolver e completar o seu ciclo.

    PodaJá a Poda é o processo de cortar uma planta, erva, árvore ou arbusto para conseguir formas artificiais aumentando o valor ornamental dos mesmos.
    Feita com cuidado e corretamente, a poda pode incrementar o crescimento da planta favorecendo o rendimento dos frutos; ajuda as árvores a obter caules mais retos e com menos ramificações; previne o caimento precoce das folhas; e ainda controla o tamanho e desenvolvimento das árvores.

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    Impatiens walleriana

    Essa graciosa planta, de muito vigor, apresenta uma característica às vezes problemática, que consiste na facilidade com que se propaga; ela pode tornar-se até invasora, caso você se descuide.
    De cultivo muito fácil, o gênero tornou-se tão difundido que acabou “desvalorizado”; daí seu nome popular tão depreciativo. Existem, porém, espécies e variedades muito bonitas que, a exemplo das mais comuns, florescem quase o ano todo, prestando-se a forrações e mesmo para vasos de interior.

    A espécie Impatiens walleriana, pai de vários híbridos, quase nunca é encontrada em cultivo. Originária do leste tropical africano, revela-se mais alta do que os híbridos e apresenta flores coloridas de vermelho vivo.

    A forma variegada natural da I. walleriana também acabou substituída pelos híbridos variegados. Tem flores grandes e escarlates, em meio a folhas verdes com bordas brancas.

    Os híbridos fornecem uma enorme gama de flores e folhagem. A florada pode variar desde o branco até diferentes tonalidades de rosa e alaranjado, passando por escarlate e púrpuro-escuro, enquanto algumas possuem desenhos listrados. As flores vão das mais simples, com pétalas singelas, até as dobradas, com várias camadas. A folhagem também assume diversas formas e coloridos, com desenhos ovalados ou cordiformes, matizados de verde liso ou de padrões verdeclaros, verde-escuros ou bronzeados.

    Primavera e verão
    A maria-sem-vergonha produz melhor floração quando suas raízes ficam amontoadas; por isso somente reenvase quando a planta preencher o recipiente.
    Na primavera, retire o exemplar do antigo vaso e troque-o, utilizando um bom composto de terra para obter mais viço.

    A temperatura ideal oscila em torno de 18°C, mas a planta suporta calor mais intenso.
    Regue com freqüência, para manter o composto úmido, mas nunca encharcado.
    Pulverize água no verão, evitando deixar as folhas molhadas por muito tempo, o que facilita o ataque de fungos.

    Quando plantada em vaso, apóie o recipiente num prato contendo seixos molhados. Adube com fertilizante líquido semanalmente, de novembro a março.
    Deixe o exemplar em local arejado e iluminado, mas longe do sol direto, em especial ao meio-dia. Pode seu exemplar durante o verão, para que ele fique compacto.

    Outono e inverno
    Mantenha a temperatura em torno de 18°C; com isso a planta permanece viçosa e florindo. Nessa temperatura, diminua um pouco as regas, a umidade do ar e a adubação.
    No entanto, se o frio for mais intenso, lembre-se de deixar o composto ficar quase seco entre uma rega e outra, e pare de adubar.
    Cuide para que a temperatura não caia a menos de l3°C, pois o gênero não aprecia invernos rigorosos.

    Propagação
    De outubro a abril, retire 10 cm de ramos laterais da planta. Remova as folhas inferiores e mergulhe as estacas num copo com água; em poucos dias surgem as raízes.
    Plante as mudas colocando-as em local fresco e sombreado, por cerca de duas semanas, até que as raízes se estabeleçam. Quando aparecerem novas brotações, trate-as como plantas adultas. A medida que crescem, “belisque” as pontas para que fiquem mais densas e vigorosas.

    Se quiser obter várias mudas, faça uma sementeira numa caixa com mistura de partes iguais de turfa e areia. No começo da primavera, coloque as sementes e cubra-as com esse composto, peneirado. Umedeça o solo e deixe o conjunto em ambiente quente e escuro. Logo no início da germinação, aumente um pouco a luminosidade, mas evite o sol direto. Quando puderem ser manuseadas, plante em vasos separados.

    casa

    heleboro

    Os heléboros são plantas de jardim pertencentes à família das Liliaceae e subfamília Melant hiaceae. Possui flores muito bonitas com formato de chávena. A sua folhagem é verde. Dão flor no Inverno e estendendo a sua floração até à Primavera.

    Estas plantas para se desenvolverem necessitam de estar num local com muita sombra, alternando também com um pouco de sol. A sua floração acontece, sobretudo em meados do inverno estendendo-se até à primavera. Conseguem atingir um tamanho de 50 cm de altura e 60 cm de largura.

    As suas flores podem ser brancas, cor de rosa, roxas e verdes. Estas plantas de exterior exigem alguns cuidados de crescimento para se manterem bonitas. Na Primavera deve cobrir estas flores com matéria orgânica e adubá-las de forma a manter a umidade da terra.

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    Algumas folhas e folhagens testemunham o nascer do dia e o cair da noite com movimentos espontâneos: abrem, fecham, giram ou se enrolam de acordo com o relógio. Observá-las faz bem.

    Girassol (Helianthus laetiflorus)
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    A trajetória do sol guia os movimentos dessa flor. Uma de suas características é, por exemplo, o crescimento de até 3m de altura e as enormes flores, que chegam a 35 cm de diâmetro – tudo para alcançar a luz.

    Particularidades:
    - Embora seja mais apropriado cultivá-la a pleno sol, suporta climas temperados e subtropicais, o que explica sua origem americana.
    - Floresce na primavera e no verão, mas quando cultivado em regiões com temperatura entre 18 e 30 graus Celsius, dá flores o ano inteiro.
    - Suas sementes podem ser semeadas durante todo o ano e, quando tostadas, viram ingredientes de pães e biscoitos. Comê-las com mel, antes das refeições, abre o apetite.
    - O óleo do girassol previne e combate problemas cardíacos.
    - Sua raiz tem cerca de 1,5m de profundidade.
    - insetos polinizadores, como abelhas, são vitais para girassóis de flores hermafroditas, que têm um intervalo de cinco a dez dias entre a abertura dos órgãos masculino e feminino.

    Onze-horas (Portulaca oleraceae)Portulaca
    Quando o sol fica mais forte, por volta das 11h da manhã, os pequenos botões da onze-horas se abrem. Possuidora de uma exuberância simples, essa herbácea suculenta de origem européia tem na sua família uma versão brasileira com flores vistosas. Da mesma maneira que desabrocham com os fortes raios de sol, as flores – de cor amarela, branca ou vermelha – se fecham quando a luz cai. Um ritual que se repete diariamente.

    Particularidades:
    - Os botões dessa flor iniciam sua jornada de abertura a partir das 10h. Com o sol das 11h, a flor chega ao ápice de sua abertura.
    - É uma planta ideal para jardineiras e canteiros porque tem porte de forração – não ultrapassa 20cm de altura.

    Cacto (Rebutia muscula)Rebutia_muscula
    Não são apenas a aspereza e a rusticidade do cultivo que tornam os cactos atraentes. Em meio a espinhos que intimidam, surgem flores que se abrem com o primeiro despontar de raio solar e só se fecham com o anoitecer o ao cair a temperatura.

    Curiosidades:
    - Nem todas as duas mil espécies existentes de cactos têm o mesmo comportamento. A Rainha-da-noite, por exemplo, abre sua flor branca, de 30cm de diâmetro, durante a noite.
    - Os cactos são nativos de regiões secas das Américas do Sul e do Norte, com raras exceções na Amazônia e na Mata Atlântica.

    Flores do Mammilaria hahnianaMammilaria hahniana
    - As flores do cacto mexicano Mammilaria hahniana surgem somente no topo de seu globo, como uma coroa.
    - Mesmo com 1,5cm de diâmetro, as flores do cacto Mammilaria un pico – uma seleção desenvolvida na Espanha – exibem uma perfeição improvável para o seu tamanho.
    - Se o seu cacto nunca floresceu, acalme-se. Algumas espécies levam 30 anos para mostrar o primeiro botão. Mas há exemplares que florescem a partir do primeiro ano de vida.

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    plantas
    As plantas que possui no interior da sua casa precisam de tantos cuidados como as plantas que embelezam qualquer jardim. Ainda que não estejam sujeitas ao sol ou ao frio e chuva intensa, convém dar-lhes todas as condições necessárias ao seu desenvolvimento. Assim, a temperatura durante o dia deve andar à volta dos 20 graus, enquanto que a da noite nunca deve ser inferior a 12 graus.

    Todavia, estes cuidados são ainda muito precários se quer ter a sua casa preenchida de bonitas flores. Cada planta tem necessidades próprias e muito particulares, que deve conhecer minuciosamente para lhe dar o melhor ambiente possível. Informe-se ao fazer a compra de qualquer planta, questionando a pessoa que a atendeu sobre o tipo de temperaturas adequadas à planta e as suas condições de sobrevivência.

    Quando as pontas e as folhas das plantas começarem a ficar com tons amarelados é um sinal evidente que estão a apanhar excesso de sol. O inverso acontece, quando o fato de haver uma ausência de luz demonstra uma queda excessiva dos botões, das folhas e das raízes. Em ambos os casos estamos falando do efeito do sol nas plantas, quer seja em demasia ou em inexistência, sendo este o principal elemento da saúde e desenvolvimento das plantas.

    A irrigação segue a mesma regra das plantas que estão ao ar livre. As regas não deverão ser mais espaçadas do que requer cada espécie, nem mais abundantes do que ela necessita, porque isso pode ocasionar o apodrecimento das raízes. É aí que tem que tomar um cuidado muito importante com relação à drenagem dos vasos e jardineiras, utilizando no fundo dos mesmos, argila expandida ou cacos de cerâmica, antes da colocação da terra, evitando assim a acumulação de água nas raízes.

    No Inverno opte por regar a planta apenas quando a terra estiver seca, enquanto que no Verão a rega deverá ser executada com mais regularidade. Para limpar a planta, quer seja de Verão ou de Inverno, limpe-a com um pano seco e pode lavar as folhas com um pano úmido, que não tem qualquer problema. Ponha de parte todas as folhas secas que encontrar na planta ou ao seu redor, para evitar o aparecimento de bichos indesejáveis.

    Deve-se lembrar que elas terão de suportar um nível de luminosidade inferior ao que recebem no ambiente natural, contar com menos umidade e ter espaço reduzido para suas raízes (visto que serão cultivadas geralmente em vasos e jardineiras).

    Classificação simplificada das espécies, de acordo com o nível de luminosidade:
    Se o vaso ou jardineira estiver próximo à janela poderá ser classificado como ensolarado (se estiver na face norte), meia-sombra (nas faces leste ou oeste) ou sombreado (na face sul).

    Substitua a terra dos vasos com frequência, para que os nutrientes possam de novo atuar numa terra nova. O excesso de adubo não favorece muito a terra, a não ser que o mesmo seja introduzido normalmente. Optar por dar uma nova terra seca à planta é bem melhor que estar a encharcá-la de adubo. Se a fertilizar com húmus, em Março e em Julho, bastará e será o ideal.
    No Inverno nunca ouse adubar a terra, pois o resultado não será o melhor. Os fertilizantes solúveis são muito bons, e é outra das opções que lhe deixamos, mas só devem ser aplicados sobre a terra úmida. Saiba que um vaso de 15 cm necessita de meio litro de água, enquanto que um vaso de 25 cm precisa do triplo.

    As plantas, sejam elas de casa ou jardim, precisam sempre de muitos cuidados para os quais deve estar bem preparada . Na altura dos jardins estarem floridos, nada melhor do que dar você também um pouco de cheiro a natureza e cor ao seu lar.

    Frajola