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  • dioneia-planta-carnivora
    A menos que viva em alguma área em que ela cresça naturalmente, você provavelmente não poderá plantar uma dionéia em seu jardim e vê-la crescer. Entretanto, se você está pensando em dedicar um pouco de tempo e esforço, certamente pode cultivar dionéias em casa.
    A regra básica para o cultivo da dionéia é mimetizar as condições em que elas normalmente se desenvolvem.

    Isso significa que devem ficar em um ambiente que:
    Seja úmido -
    deve-se levar em consideração o clima em que você vive. Se viver em uma região úmida, como os trópicos ou o Norte e Sudeste do Brasil, provavelmente pode cultivar essas plantas em um simples vaso. Entretanto, em áreas com pouca umidade, você precisará construir um pequeno terrário. Em um terrário, você cultiva plantas dentro de um pequeno recipiente que retém a umidade do ar e fornece muita luz solar.

    Tenha o solo úmido – você terá que examinar o solo do vaso ou do terrário frequentemente para assegurar que nunca fique seco. Mas também não pode exagerar – as dionéias precisam de solo úmido para manter as raízes úmidas, mas não querem ficar afogadas.

    Seja ácido - você precisará ir a uma loja de jardinagem e comprar uma mistura de musgos e areia com um conteúdo de nutrientes similar ao encontrado no pântano. Esqueça os anúncios que você vê na TV sobre fertilizantes para cultivar plantas grandes e saudáveis. A dionéia cresce somente até cerca de 7,5 cm de altura, com cerca de 4 a 8 armadilhas por planta. Se você der mais nutrientes para sua dionéia, na esperança de que ela fique maior, pode acabar atrapalhando em vez de ajudar no crescimento, porque a planta evoluiu para sobreviver em ambientes pobres em nutrientes.

    Tenha muitos insetos - se a sua planta for cultivada em um terrário ou dentro de casa, onde não haja um farto suprimento de aranhas, moscas e outras delícias para a dionéia, você mesmo terá que fornecer. O apetite delas não é voraz; dois ou três pequenos insetos (como uma mosca doméstica) por mês darão conta do recado. Se sua planta não estiver do lado de fora de casa, você também terá que limpar manualmente os restos das refeições; sem chuva e vento para ajudar na dispersão, o exoesqueleto – restos da refeição – pode não ser totalmente removido da armadilha.

    casa

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    Para algumas pessoas é essencial ter plantas em casa, quer seja no interior ou no jardim, para dar vida ao ambiente. No entanto nem sempre é fácil mantê-las bonitas e viçosas.
    Ao adquirir uma planta em vaso, preste atenção ao seu tamanho. As plantas de maior porte precisam ser trocadas após dois anos para um vaso maior.

    Mesmo que não haja necessidade de mudança de vaso, caso o deseje, a dica é a seguinte: arranje terra vegetal ou terra adubada, misture-a com a do vaso original e coloque-a no vaso novo. Só a orquídea é que precisa de pedra no vaso, antes de colocar a terra, para drenar e não acumular água na raiz.

    Atenção com as plantas de ambiente externo devido à incidência direta do sol. No início a planta pode murchar e algumas folhas caírem, mas é normal. Deverá regar-se três vezes por dia, até que a planta se adapte, depois é só regar duas vezes por semana.
    E por falar em água, a irrigação é um ponto importante. A maioria das plantas de interior deve ser umedecida de três em três dias – sem encharcar. A orquídea está entre as exceções e deve receber água de sete em sete dias.

    A adubação deverá ser feita de três em três meses usando qualquer adubo. No caso de certas flores existem adubos específicos.
    Quanto a pragas, as lojas de plantas sabem indicar qual o inseticida específico para exterminá-las. Na medida do possível, o melhor é usar remédios caseiros para não danificar a planta.
    A recomendação da poda é que esta seja feita depois de Agosto e até Outubro. Uma poda que requer mais cuidados é a do bonsai. Esta planta tem que ser adubada com farinha de osso, o adubo mais completo, e podada de 15 em 15 dias. Define-se o formato que se pretende e corta-se bem próximo da folha.

    Atenção, não se pode cortar no meio do talo.

    Outra particularidade: o bonsai deve ser exposto a um bom período de luminosidade, mesmo que o dia esteja nublado ou com chuva. Regue todos os dias, mas sem exageros.

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    rosa-canina
    Às vezes, mesmo quem trata as planta com carinho pode se surpreender com algum vaso completamente seco, cheio de flores e folhas murchas. Geralmente isso acontece porque o solo ficou compacto e endurecido, impedindo a entrada da água. Nesse caso, é necessário tomar providências urgentes para evitar que a planta morra.

    Com um garfo, tente quebrar o torrão sem danificar as raízes. Em seguida, mergulhe inteiramente o vaso num balde de água, deixando apenas as folhas para fora.

    Borrife a folhagem com água e mantenha o recipiente submerso até pararem de subir bolhas de ar.

    Então, retire a planta do vaso e deixe o excesso de água escorrer pelo furo de drenagem.

    Aproveite a terra úmida e revolva mais profundamente o solo. Se der, substitua a camada superficial por um substrato novo.

    Se após algumas semanas a planta tornar a ficar murcha e ressentida, o único jeito é substituir inteiramente o substrato por uma terra nova, bem solta e rica em nutrientes.

    livro

    Gloxinias

    Originária das matas tropicais do Brasil, esta herbácea tuberosa foi cultivada primeiramente na Europa, onde recebeu o nome de Sinningia em homenagem a W. Sinning, horticultor alemão e passou por diversos cruzamentos.
    A gloxínia é uma planta bulbosa, com folhas carnosas e aveludadas.
    As flores, eretas, simples ou dobradas em forma de campânula, variam de cores que vão do branco ao roxo, do vermelho ao rosa.

    Cuidados básicos:
    Luz - Iluminação indireta, junto a uma janela onde possa receber luz e calor pela manhã e à tarde. Os raios solares não devem incidir sobre a planta. Água – A gloxínia gosta muito de água, mas não suporta solo encharcado, por isso o vaso deve ser de barro, pois permite a transpiração. Regue com frequência, 2 a 3 vezes por semana no verão e 1 a 2 vezes no inverno.
    Solo - O solo deve ser preparado com: Uma parte de terra comum de jardim, uma parte de areia, duas partes de composto orgânico (folhas secas, gravetos, palha…) e uma parte de farinha de ossos.

    Dicas:
    * Não molhe as folhas e hastes para evitar o apodrecimento.
    * Remova folhas e flores mortas.
    * Adube mensalmente durante o período de crescimento.
    * Logo após a florada, deixe a planta em repouso por 2, 3 ou 4 meses.
    * Diminua as regras de adubação. Após esse período, replante novamente a muda.

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    cuscuta-racemosa
    No mundo vegetal há plantas que se auxiliam mutuamente (simbiose), oferecendo e recebendo recursos para subsistir em circunstâncias difíceis. Cada uma dá à associada os nutrientes de que dispõe e recebe desta o que necessita.

    Há diversas formas de parasitismo, onde no encontro de dois organismos somente um deles tirará o alimento do outro, sem nada lhe dar em troca.
    Como exemplo de planta parasita, podemos citar o cipó-chumbo ou fios-deovos (Cuscuta racemosa), que com um manto de filamentos dourados cobre mais freqüentemente plantas úteis, principalmente as arbustivas ornamentais de jardins.

    Em apenas 12 horas após ter saído de sua semente, o cipó chumbo lança seu caule em forma de gavinha à procura de um hospedeiro. Após um dia, esse caule já terá se enrodilhado firmemente em sua vítima. Ao cabo de uma semana invade o hospedeiro, momento em que rompe sua ligação com o solo para se tornar exclusivamente parasita. Como é totalmente desprovido de clorofila para fazer a fotossíntese, penetra no sistema vascular da hospedeira, sugando-lhe a seiva até levá-la à morte.

    Existem também neste vasto mundo vegetal, as semiparasitas, que são as que dependem parcialmente das hospedeiras, pois geralmente possuem folhas e são clorofiladas, o que lhes permite realizar a fotossíntese, ainda que em pequeno grau. Lançando seus órgãos sugadores – os haustórios – (do verbo latino haurire, que significa beber), para dentro dos tecidos da planta que as hospeda, obtêm a água e os sais minerais de que necessitam para crescerem fortes e sadias, como é o caso da erva-de-passarinho ou do visco.

    Além dessas, encontramos ainda as estranguladoras, como o mata-pau (ficus), que germina nas forquilhas de outras árvores.

    Trazidas pelo vento, pássaros ou morcegos frugívoros, a pequena planta quando germina, desenvolve dois tipos de raízes. Um deles cresce envolvendo o ramo ou tronco, enquanto o outro tipo desce até o chão aereamente, ou rastejando pelo tronco. Com os resíduos de poeira e matéria orgânica, a plantinha obtém água e sais minerais de que necessita para crescer. As raízes que descem até o chão, agarram-se ao solo da floresta, enrijecem, tornam-se espessas e transformam-se em raízes adventícias.

    Elas garantirão a sustentação da nova figueira (fícus) que se forma com novos ramos e folhas, fortalecendo-se a tal ponto que passa a espremer a árvore hospedeira, sufocando-a até a morte. A estranguladora, depois de matar a planta suporte, já é uma árvore independente, forte e com ramagem própria, chegando a atingir portes colossais. Além do Brasil, as estranguladoras são muito comuns nas florestas úmidas da Nova Zelândia, Austrália e outras regiões.

    Até a conhecida Scheflera, uma árvore que cresce a partir do solo, dependendo das condições de vida da floresta tropical em que vive, passou a se desenvolver também como estranguladora. Ela costuma vitimar o tipo feto, que possui troncos recobertos por uma massa esponjosa e fibrosa, o que por si só favorece sobremaneira a germinação das sementes.

    Além das plantas parasitas, outros elementos da natureza também prejudicam as plantas, como é o caso dos fungos parasitas que são responsáveis por diversas doenças que atacam as plantas.

    As moléstias causadas pelos fungos podem ser facilmente visíveis e reconhecidas. É o caso do míldio das roseiras, que tem o aspecto de uma trama esbranquiçada que lhe recobre as folhas, como também as ferrugens, o mosaico do fumo, o apodrecimento das raízes dos cogumelos, a galha-preta que cresce num ramo de cerejeira em forma de nódulo, etc.

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    Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

    O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.
    No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.
    Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo.

    Eis alguns:

    * raízes saindo pelos furos de drenagem;

    * partes das raízes aparecendo na superfície da terra;

    * o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;

    * florescimento escasso ou inexistente;

    * aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;

    * raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

    Passo-a-passo, para não errar
    Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:
    1- No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada.

    2 – Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc).

    3 – Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água.

    4 – Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve.

    5 – Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão.

    6 – Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso.

    7 – Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado.

    8 – Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda.

    9 – Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

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    Bambus

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    Existem cerca de 1200 espécies diferentes de bambus com aproximadamente 50 gêneros ao redor do mundo. O bambu pertence à família das gramíneas que atingem de 10 cm até 35 metros de altura com diversas cores: amarelo, vermelho, preto, listrado, dourado, verde entre outras. Existem bambus quadrados e alguns em que os entrenós são arredondados. Os bambus basicamente têm dois tipos de comportamento: alastrante e o entouceirante. Os alastrantes crescem de forma mais espalhada onde cada galho tem uma distância maior um do outro e é útil para controle de erosão porque fazem uma verdadeira rede subterrânea. Os bambus entouceirantes crescem de forma unida formando moitas localizadas. Os entouceirantes são bons para paisagismo trazendo diversas soluções como barreira de vento, barulho, fechamento de muro ou apenas para contemplação. Os nossos bambus são em sua maioria entouceirantes por facilitar o manejo.

    Espécies de Bambu

    Bambu nigris: bambu com caule preto que atinge até 2 metros de altura. Ele é entouceirante (não alastrante) muito bom para paisagismo por ser mais delicado.

    Bambusa vulgaris: bambu de grande porte, entouceirante, com folhas e hastes verdes. Atinge 30 metros de altura e colmos com até 30 cm de diâmetro. Bom para fechar muros, barragem de vento e barulho.

    Dendrocalamus giganteus: um dos maiores bambus existentes. Ele é a entouceirante, os caules crescem unidos não sendo um bambu alastrante. Atinge trinta metros de altura e até 50 cm de diâmetro quando adulto. A haste é verde, suas folhas largas e os colmos vão engrossando no broto à medida que amadurece. Ele atinge a maturidade com cinco anos sendo que com três anos ele já esta com 10 metros de altura.

    Dendrocalamus minor, Taquarinha ou vara de pescar: alastrante moderado, verde, suas hastes são finas e alongadas. Atinge até 30 metros de altura. Muito usado perto de lagos ou rios para conter erosão.

    Guadua angustifolia Kunth:Entouceirante porém com colmos distantes 0,5 m. Colmos medem 15 a 20cm de diâmetro e podem atingir 30 metros de altura. Caracterizam-se pela cor verde intensa e faixa branca nos entrenós. Colmos largamente utilizados em arquitetura e estruturas rurais.

    Metake ou Chinensis: bambu fino com folhas verdes escuras. Hastes bem retas que atingem até três metros de altura. Alastrante moderado. Ótimo para paisagismo por ser um bambu delicado e fácil para poda.

    Bambusa vulgaris vittata ou bambu amarelo: Bambu de grande porte amarelo com listras verdes. Entouceirante (não alastra) atinge até 30 metros de altura, suas folhas são finas e verdes claras. As hastes tem de 10 a 15 cm de diâmetro e é um ótimo bambu para fechar muros, isolar barulho e fazer barreira de vento.

    Pleiobastus variegatus: bambu de pequeno porte com folhas variegatas verde e branco. Atinge até 3 metros de altura e pode ser facilmente podado. Muito bom para cercas perto de muros.

    * O bambu enraíza-se bem fundo antes de crescer fora da terra
    O bambu, quando plantado por semente, tem uma maneira tão peculiar de brotar e crescer que chamou a atenção dos chineses, e que se tornou uma grande lição de sabedoria. A semente, depois de colocada no solo, demora muito tempo para apresentar sinais externos de que vai vingar. No início, a semente se transforma num bulbo e depois de algum tempo surge um pequeno broto. Este broto permanece inalterado sob o solo por um longo período. Somente depois que as raízes já atingiram dezenas de metros, ao longo de cinco anos de incessante trabalho, é que o broto começa a se projetar para fora da superfície. Aí, em pouco tempo, o bambu cresce vertiginosamente e atinge a altura de 25 metros!

    * O bambu cresce reto e satisfeito com seu espaço
    Um detalhe que chama atenção é que cada pé do bambu chinês se desenvolve isoladamente e não em touceiras como se vê no Brasil. Existe um espaço de cerca de um metro entre um bambu e outro. O bambu chinês é humilde, precisa de pouco espaço, não é “espaçoso”,não toma espaço de ninguém. O bambu cresce reto, “na dele”. Para os taoístas, o espaço do outro é sagrado porque considera sagrado o seu próprio espaço. O sábio quer crescer com retidão, sem desvios,sem interferir na vida alheia, sem fazer intervenções no processo natural da outra pessoa. Tanto o bambu quanto o sábio não querem ocupar o espaço do outro, não fazem comparações, não competem, estão satisfeitos com o que têm porque possuem uma qualidade fundamental: o senso de suficiência.Os chineses têm uma frase sobre o suficiente que é surpreendentemente simples e óbvia: “Quem se satisfaz com o suficiente, sempre tem o suficiente”. Para o bambu, o espaço que ele conta para crescer é mais do que suficiente. O sábio também não quer nada além da sua necessidade. O filósofo italiano Sêneca disse: “Só desejarás a justa medida das riquezas: primeiro, o necessário; segundo, o suficiente”.O bambu está satisfeito com tudo, por isso não sofre com sua situação.O bambu é sereno, despojado, cresce reto e satisfeito com seu espaço.É livre e feliz. O sábio que segue seu exemplo, também.

    * O bambu tem divisões que garantem a resistência
    Se o talo do bambu não tivesse divisões, as fibras seriam compridas,iriam sem interrupções desde a raiz até o topo. Mas se as fibras do bambu fossem tão compridas e sem divisões, elas esticariam demais e o caule poderia se dobrar com qualquer vento. Os nós do bambu têm a função de dividir e de limitar o comprimento das fibras do caule.

    * O bambu curva-se no vendaval para não quebrar
    Talvez essa seja uma das características mais conhecidas do bambu. Os antigos chineses aprenderam a importância da flexibilidade ao observar como essa planta se comporta numa ventania. Perceberam que uma árvore rígida quebra-se com um vento muito forte. O bambu não. Ele se curva e depois que o vendaval passa, volta intacto à posição original.

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    Os filodendros são plantas de folhagem decorativa, que exigem poucos cuidados. São também excelentes plantas de interior. As folhas desta planta diferem consideravelmente no tamanho e na forma em função das espécies. Podem ser cordiformes, lanceoladas ou palmi-nérveas. Algumas têm a margem lisa; outras são muito recortadas. As folhas de algumas espécies atingem os 60 cm de comprimento. Na maioria, os filodendros são plantas trepadeiras.

    Como tutorar a planta
    Prenda as espécies trepadeiras de filodendro a um tutor inserido na terra do vaso quando a planta se começa a desenvolver. Use um fio de nylon ou de ráfia.
    Para estimular a planta a emitir raízes aéreas para o tutor, envolva-o com uma camada de musgo de 5 em de espessura. Pulverize o musgo com água uma vez ao dia.

    Propagação
    Corte estacas de caule no início da Primavera. As estacas devem ter um comprimento de 7,5 a 10 cm e ser cortadas abaixo de um nó. Retire as folhas de baixo e coloque várias estacas num vaso que encheu com uma mistura de 1 parte de turfa umedecida e 1 parte de perlite ou areia grossa.
    Ponha um saco de plástico por cima do vaso, mantendo-o afastado da planta com uns pauzinhos, coloque dentro de casa e exponha-o a sol direto velado. Ao fim de três ou quatro semanas, as estacas devem ter enraizado. Retire o saco de plástico e regue pouco. Aplique mensalmente adubo líquido ao fim de cerca de três meses, mude cada estaca para um vaso separado e trate como plantas adultas.

    Como mudar de vaso
    Se as raízes tiverem enchido completamente o vaso, mude a planta para outro vaso. Encha-o com uma mistura de terra e terriço ou turfa grossa. Não faça esta operação durante o período de estado vegetativo de repouso.

    Como regar e adubar
    Regue de modo a umedecer toda a terra do vaso. Pare quando começar a sair água pelo orifício de drenagem do vaso. Deixe secar a camada superficial da terra do vaso antes de regar novamente. No Inverno, os filodendros atravessam um período curto de repouso vegetativo. Durante esse período regue a planta o suficiente para evitar que a terra do vaso seque completamente. No período de crescimento, adube com um adubo líquido próprio para plantas de duas em duas semanas.

    Onde cultivá-los
    Exponha os filodendros a sol direto, mas sempre de modo vigiado. Os filodendros não suportam durante muito tempo temperaturas inferiores a 13°C, mas dão-se bem à temperatura ambiente normal do interior da casa.

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    Embora o assunto de reprodução seja delicado em alguns círculos, ela é uma ocorrência comum no mundo das plantas. Em vez de partir de uma semente, certas plantas precisam ser clonadas, ou vegetativamente reproduzidas, de mudas, caules ou de raízes de uma planta-mãe. Outras plantas precisam de mergulhia, que envolve o crescimento de um novo ramo ou caule fora de um existente.

    O corte de caules envolve a poda de uma ponta de cultivo de uma planta madura e a colocação da muda em um recipiente com meio de enraizamento. Seguindo as dicas de cuidado, essa muda de caule logo se transformará em uma nova planta pronta para transplante e florescimento por conta própria.

    A maioria das plantas anuais brota a partir de sementes. Contudo, outras podem ser cultivadas a partir de mudas do caule.
    Para reproduzir as mudas do caule, escolha uma planta madura que esteja na fase de crescimento ativo no meio do verão. Prepare um recipiente preenchido com meio de enraizamento. Deve ter pelo menos 7,5 a 10 centímetros de profundidade, preenchido com 6 centímetros ou mais de meio de enraizamento. Areia grossa e limpa de construção, uma mistura com metade perlite e metade turfa, ou metade perlite e metade vermiculite são boas opções. Encha o recipiente com o meio umedecido, deixe-o assentar e escoar por meia hora.

    Tire as mudas do caule pela manhã. Com uma faca afiada, corte as pontas de cultivo bem acima do nó, ou no ponto em que uma folha ou um ramo lateral esteja preso ao caule principal. Cada muda deve ter entre 7,5 a 15 centímetros de comprimento e de 4 a 6 nós. O corte do tecido do caule deve ser fácil.

    Se houver algum galho de flor na muda, remova-o. Pode as pontas de qualquer folha grande que ficar na muda, para que permaneça um terço à metade de sua superfície.
    Faça um buraco no meio de enraizamento umedecido, coloque a muda um terço de seu comprimento e pressione firmemente com os dedos o meio, ao redor do caule. Quando todas as mudas tiverem sido colocadas no meio, molhe a superfície.

    Cubra as mudas com um saco plástico, formando uma tenda com pedaços de bambu ou pinos de madeira como suporte.
    As mudas de plantas anuais enraizarão rapidamente. Deve-se verificá-las após sete ou no máximo dez dias. Coloque uma lâmina de faca estreita ou um garfo em baixo de uma das mudas e levante-a suavemente.
    Quando as raízes mais longas tiverem 0,6 cm de comprimento, remova as mudas do meio de enraizamento e transfira cada uma delas para um pote de 2,5 a 3,7 cm cheio de mistura para plantas.

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    Gerânios rosa
    Época ideal
    Estas plantas são consideradas plantas de exterior e por isso devem ser plantadas ao ar livre. Pode usar vasos, canteiros ou floreiras para por na janela. Deixe passar a última geada de inverno e plante-as com um espaçamento de 20 a 40 cm.

    Rega:
    Regular nas alturas de calor. Deixar o solo secar entre regas nos meses de Outono/Inverno. Não regar em excesso, pois pode provocar podridão dos caules. Não molhar as folhas e as flores de Gerânios ou Sardinheiras ao regar, nem pulverizar as plantas pois o sol pode queimar as folhas.

    Floração:
    Normalmente acontece no Verão. Podem florir durante quase todo o ano dependendo da situação.

    Época fria:
    É aconselhável que durante a época fria coloque os gerânios abrigados da neve e geada, se puder coloque-os em vasos dentro de casa. Coloque as plantas no peitoril de uma janela que apanhe sol ou numa estufa fresca. Preferem compartimentos frescos, com uma temperatura mínima de 7°C, e são sensíveis ao gás, por isso as janelas de cozinhas com fogões a gás não são indicadas. Mantenha a terra apenas úmida.

    Poda:
    Pode os caules pelo meio e faça estacas com os que cortou.Volte a podar as plantas quando os rebentos novos tiverem cerca de 10 cm de comprimento. Alimente-as todas as semanas na Primavera com adubo químico para plantas de vaso, preparando-as para mudá-las para o ar livre.

    Pragas e doenças:
    Gorgulho da raiz da videira, mosca do gerânio, pulgões, aranhiço vermelho, mosca branca, cochonilhas, nemátodos, botritis, Oidio, Alternariose, Antracnose, Pythium spp., bactérias e vírus do mosaico.

    Multiplicação:
    Semente ou estacas. A multiplicação por estacas pode ser feita em quase qualquer época do ano, mas a ideal é no Outono. Cortar estacas de plantas jovens de preferência, com cerca de 10 cm, retirar as folhas inferiores e deixar 1 a 2 pares na extremidade.

    Quando adubar:
    Para enriquecer a terra, use adubo químico com baixo teor de azoto uma vez por mês. Desponte as folhas das plantas para que fiquem mais frondosas. Verifique se as plantas possuem flores mortas e retire-as para que possam crescer novas.

    Gerânios e Pelargônios
    Os gerânios são plantas resistentes que se desenvolvem ao sol ou em sombra parcial na maioria dos tipos de solo; a maior parte das espécies sobrevive mesmo ao ar livre no Inverno. O gerânio é uma espécie herbácea, vivaz, cultivada anualmente que pode atingir uma altura entre os 30-60 cm, dependendo da variedade. Possui caules de cor verde claro a verde médio.

    A folhagem é persistente, com folhas de cor verde claro a verde médio, carnudas e rijas, arredondadas e dentadas. As flores de gerânios ou também sardinheiras são pequenas, simples ou dobradas, em umbela, em cachos, em tons de vermelho, rosa, malva, roxo, branco, laranja, com exceção do azul e amarelo. São muito atraentes e coloridas. São plantas que também podem ser utilizadas dentro de casa em vaso, em janelas e varandas desde que apanhem muita luz e sol.

    Contudo, são por vezes confundidos com o Pelargônio. Estas plantas são mais delicadas e não resistem aos frios do Inverno. Florescem ao sol ou em sombra parcial em quase todos os tipos de solo. As suas flores vistosas vão do vermelho-claro habitual ao cor-de-rosa ou branco.

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