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  • cartamo

    As sementes apresentam elevada quantidade de óleos utilizados tanto para consumo humano, como para uso industrial. O óleo de cártamo possui altos teores de ácidos linoléico e oléico

    Em algumas regiões esta planta é conhecida como açafroa, açafrão-bastardo, açafrão-dos-pobres ou sultana. Trata-se do cártamo (Carthamus tinctorius), pertencente à Família das Compostas, a mesma do girassol e da margarida. A palavra “carthamus” vem do árabe “kurthum” que, por sua vez, vem do hebraico “kartami” que significa “tingir”. Isso nos dá uma boa indicação da antiga utilidade da planta.

    Em termos de fornecimento de material para tingimento, o cártamo era tão importante quanto o índigo e só foi substituído lentamente com a descoberta e aplicação dos corantes químicos. Os povos antigos extraíam de suas flores uma espécie de extrato vermelho e amarelo – ambos eram usados para tingir tecidos e também como corantes para uso culinário.
    Já os nomes populares açafrão-bastardo e açafrão-dos-pobres têm origem menos nobre: é que suas flores já foram muito usadas como açafrão falsificado.

    Como as flores produzem dois pigmentos – um amarelo e outro vermelho – sua aplicação como corante sempre foi muito bem explorada. O pigmento vermelho, por exemplo, misturado com um talco bem fino, era usado como rouge para embelezar a face das mulheres.
    Das flores é que são as extraídas as substâncias usadas em tinturaria – especialmente a cartamina – que até hoje é utilizada em pinturas. Já as sementes são muito ricas no famoso óleo de cártamo.
    As sementes apresentam elevada quantidade de óleos (35 a 40%) utilizados tanto para consumo humano, como para uso industrial.

    O óleo de cártamo possui altos teores de ácidos linoléico (70%) e oléico (20%).
    O óleo extraído das sementes do cártamo é ainda usado popularmente para dar alívio a paciente portadores de uma inflamação crônica do intestino conhecida como “doença de Crohn”.
    Além das flores e das sementes, as folhas também eram usadas na medicina popular e sua infusão indicada como sudorífera e antitérmica.
    Há registros de seu cultivo na Ásia, antes da Era Cristã. Atualmente, o cultivo do cártamo é mais difundido na China, Egito, Estados Unidos, Índia e no México.
    A planta é anual e pode medir 1 metro de altura, possui caule ereto e ramificado, folhas serrilhadas e espinhosas. Já os capítulos florais são volumosos, isolados, de coloração amarelo-alaranjada, que surgem de numerosas brácteas. O sistema radicular é bastante desenvolvido e de característica pivotante.

    Útil e medicinal
    O cártamo é uma planta rústica e resistente à seca, às altas temperaturas e aos ventos fortes. Sua capacidade de adaptação a diferentes condições de solo e clima também merece destaque. Multiplica-se a partir de sementes e seu cultivo em larga escala é feito em sulcos, no espaçamento de 70 a 90cm. O cultivo do cártamo tem se destacado atualmente não apenas com a finalidade de produção de óleo para consumo humano, mas também como alternativa para a indústria (especialmente na fabricação de tintas, esmaltes e sabões) e na produção de biodiesel.

    Recentemente, o óleo de cártamo ganhou ainda mais destaque, desta vez contribuindo também para estética humana, além da saúde. Cápsulas à base de óleo de cártamo, estão sendo estudadas por suas propriedades na redução do apetite, queima gordura, enrijecimento dos músculos e ainda no combate ao mau colesterol
    O óleo, segundo os estudos, ajuda o organismo a queimar a gordura acumulada, além de liberar uma substância que ajuda a reduzir o apetite, enviando ao cérebro comandos de saciedade. Além disso, o óleo de cártamo teria a capacidade de auxiliar na definição da musculatura.

    O grande trunfo da planta neste aspecto é que suas sementes são ricas em ácidos oléico e linoléico. O ácido oléico é um ácido graxo que recebe o nome de ômega 9 e é encontrado em boas quantidades no azeite de oliva. . Seu consumo traz grandes benefícios para a saúde, pois ele ajuda a equilibrar os níveis de colesterol e desempenha um papel importante ao regular os processos metabólicos do organismo. Estudo realizado na Universidade da Califórnia (EUA) comprovou que o ácido oléico estimula a produção do lipídio oleiletanolamida, substância que reduz o apetite, aumenta a perda de peso e diminui a produção de LDL, o chamado “mau colesterol”.

    Já seu companheiro, o ácido linoléico é o chamado ômega 6, também utilizado como auxiliar na queima de gordura e tonificação dos músculos. O ácido linoléico é encontrado naturalmente nas carnes vermelhas, nos laticínios e em óleos como o do cártamo.
    As cápsulas à base de óleo de cártamo, ricas em ácido linoléico são indicadas para quem vive em “guerra” com a balança ou busca uma opção para tonificar a musculatura. Ao inibir o aumento do tecido adiposo, o óleo de cártamo faz com que o organismo acumule menos gordura e, consequentemente obriga o corpo a queimar suas reservas.
    Mas nem tudo é milagre! O uso do óleo de cártamo, segundo os estudos, pode mesmo ajudar na aceleração do emagrecimento e na tonificação muscular, desde que – é claro – seja acompanhado de uma dieta equilibrada e da prática de exercícios físicos.
    E antes de encerrar, uma curiosidade: na Índia, onde é conhecido como “kusumba”, o cártamo é muito usado na medicina popular: de suas flores secas é preparado um chá para tratar a icterícia; além disso, o óleo de gergelim aquecido com pedaços da planta é usado para tratar dores reumáticas e artrite.

    florzinha

    Zamioculcas

    Zamioculcas

    Se a natureza não fosse tão generosa, o que seria de um “amante das plantas” que mora num apartamento sem sacada, onde não pega nem um pingo de sol direto dentro da sala? Mas, como dizia minha avó: “prá todo mal, a natureza tem um remédio!”. Para o caso da falta de sol, a solução pode ser uma planta exótica de nome bem estranho: a Zamioculcas (Zamioculcas zamiifolia).

    A Zamioculcas é originária da Tanzânia, na África. Planta da família da Aráceas, ela se adapta bem a ambientes internos, pois não necessita de muita luz, nem de locais abertos. Ou seja, é a solução perfeita para aquele cantinho da sala que consideramos “condenado” a passar sem o verde e a alegria das plantas. Sucesso na Europa, esta planta além de não exigir muita luminosidade, é bem resistente, durável e pouco exigente com relação às regas também.

    O crescimento da Zamioculcas é um tanto lento. Ela leva cerca de uns dois anos para atingir 1 metro, sua altura máxima média. Porém, o visual compensa a demora. Não são as flores que chamam a atenção na planta, mas sim suas folhas verdes e brilhantes, que nascem bem claras e vão escurecendo com o tempo. O contraste produzido pelas folhas em tons diferentes torna a planta muito interessante. A inflorescência da planta, embora não seja considerada de grande valor ornamental, contribui para o visual exótico (veja a foto ao lado).

    Vale lembrar, no entanto, que mesmo sendo bem resistente e pouco exigente, a Zamioculcas necessita de alguns cuidados básicos e simples para se manter bonita e sadia:

    Local: A Zamioculcas deve ser cultivada em ambientes internos, em temperaturas nunca abaixo de 18 graus. A temperatura ideal situa-se acima de 25 graus.

    Regas: Não necessita de regas freqüentes. Cultivada num vaso compatível com o seu porte, pode ser irrigada duas vezes por semana.

    Solo ideal: Deve apresentar boa drenagem. A mistura de solo indicada pode conter 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal adubada e 1 parte de areia.

    Luminosidade: Não exige muita luminosidade e não deve receber luz solar direta.

    Adubação: A Zamioculcas não é muito exigente quanto à adubação. Para garantir folhas bonitas e sadias, recomenda-se aplicar fertilizante NPK 10-10-10, seguindo as orientações do fabricante.

    Podas: Por se tratar de uma planta de crescimento lento, não exige podas. Periodicamente, deve-se retirar folhas murchas ou secas, para manter a harmonia do visual.

    Cuidados especiais: A Zamioculcas não exige muitos tratos, mas ao notar que a planta começa a se apresentar deformada no vaso, recomenda-se replantá-la em um vaso maior, para comportar seu desenvolvimento.

    Propagação: Por sementes ou estaquia de galho

    flor50

    rega

    Quando você rega as plantas dentro de casa cai água ou terra por algum ou por todos os lados? Siga estas dicas e evite ter sempre que limpar o chão cada vez que você cuidar das plantas.

    Material necessário:
    1 Funil
    Gelo

    Passos:
    1 – Utilize um pequeno funil na hora da rega. Coloque a extremidade inferior dele dentro do vaso e pela parte mais aberta despeje a água. Não deixe encharcar. A terra e as plantas absorvem a quantidade de água de que precisam, o excesso não faz bem.

    2 – Regue as plantas com gelo. Coloque três ou quatro pedras de gelo dentro do vaso. Quando elas forem derretendo, a terra e as plantas vão absorvendo a água.

    Importante:
    Os melhores horários para regar plantas são de manhã bem cedo ou quando ao entardecer.

    regador e flores

    Capuchinha

    Luz solar direta várias horas por dia
    * cactos e suculentas em geral
    * agave (Agave)
    * cravina (Dianthus barbatus)
    * crista-de-galo (Celosia)
    * cróton (Crodiaeum)
    * dracena (Dracaena)
    * camarão-amarelo (Pachystachys lutea)
    * boca-de-leão (Anthirrhinum majus)
    * amarílis (Hippeastrum reginae)
    * escovinha (Centaurea cyanus) * alamanda (Allamanda cathartica)
    * babosa (Aloe vera, Aloe barbadensis)
    * lanterninha-japonesa (Abutilon megapotamicum)* sininho (Abutilon striatum)
    * acácia-mimosa (Acacia podalyriaefolia)
    * dália (Dahlia hibrida)
    * papiro (Cyperus papyrus)
    * lantana (Lantana camara)

    Luz indireta e intensa
    * coléus (Coleus blumei)
    * arália (Fatsia japonica)
    * espada-de-são-jorge (Sanseveria)
    * jibóia (Philodendron oxycardium)
    * maranta (Marantha)
    * peperômia (Peperomia scandens)
    * ciclame (Cyclamen persicum)
    * gloxínia (Sinningia speciosa)
    * agapanto (Agapanthus africanus)
    * alstroméria (Alstroemeria pelegrina)
    * begônia (Begonia)
    * tinhorão (Caladium bicolor)
    * calceolária (Calceolaria herbeohybrida)
    * clívia (Clivia miniata)
    * brinco-de-princesa (Fuchsia hibrida)
    * flor-de-cera (Hoya carnosa)
    * nandina (Nandina domestica)
    * campainha ou ipoméia (Ipomoea tricolor)
    *maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana)
    * beijo-de-frade (Impatiens balsamina)

    Luz indireta não muito intensa
    * aspargo (Asparagus)
    * antúrio (Anthurium andreanum e Anthurium scherzerianum)
    * violeta-africana (Saintpaulia ionantha)
    * chifre-de-veado (Platycerium)
    * singônio (Syngonium)
    * asplênio (Asplenium nidus)
    * melindre (Asparagus setaceus) * calatéia (Calathea)
    * fitônia (Fittonia verschaffeltii)
    * filodendro (Philodendron scandens)
    * árvore-da-felicidade (Polyscias fruticosa)
    * alumínio ou piléia (Pilea cadierei)

    Sombra, com pouca luminosidade e ar úmido:
    samambaias em geral avencas

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    hidroponia

    A hidroponia é uma técnica de cultivo de plantas que aos poucos vai ganhando a simpatia e o interesse das pessoas. Porém, ainda sofre algum preconceito e desconfiança pela falta de informações a seu respeito.

    Em primeiro lugar é preciso que se saiba o que é hidroponia. A palavra vem do grego hidro ponos, que significa “trabalho na água”. Portanto, a hidroponia consiste em plantar sem a presença do solo. A nutrição da planta é feita através de uma solução que contém todos os nutrientes de que ela precisa, a chamada solução nutritiva. Cada planta necessita de diferentes concentrações de nutrientes, mas você pode preparar uma solução que se adapta às plantas em geral.

    Na grande maioria dos casos, é necessário que se utilize um substrato, que nada mais é do que um material usado como meio de crescimento para a planta, que não seja o solo, onde se desenvolvem as raízes das plantas. Também proporciona um meio de reserva de água para as raízes. É importante lembrar que toda planta tem potencial hidropônico.

    Essa maneira de plantar na água tem sido utilizada já há bastante tempo, pôr exemplo: jardins suspensos da Babilônia, os jardins flutuantes dos astecas e da China.
    As pesquisas para desenvolvimento da hidroponia vêm sendo feito já algum tempo, para busca economia de água, melhoria da solução nutritiva e aumento da produção.
    Além das pesquisas, os produtores e sua criatividade proporcionam o surgimento de novas tecnologias de produção. Tornando – se assim uma tendência mundial econômica, produtiva e lucrativa.

    As vantagens de um sistema hidropônico
    - Produção em pequenas áreas, as estufas podem ficar em lajes ou cimentados ou na terra, próximos aos grandes centros urbanos;
    - Total controle da água usada;
    - Manejo mais leves se considerados no plantio em solo;
    - Não precisa de agrotóxicos;
    - Menos manejo durante o ciclo cultural;
    - Precocidade na produção;
    - Plantas mais uniformes e alta qualidade;
    - Produção o ano todo não tendo entre safra;
    - Riscos climáticos reduzidos;
    - Retorno econômico mais rápido;
    - Não precisa de rotação de cultura

    As desvantagens de um sistema hidropônico
    - Requerem-se técnicas hidropônicas;
    - Rotinas de manejo;
    - Custo inicial deverá ser mais elevado.

    jardin1

    reproducir_plantas

    Aprenda uma técnica muito simples para reproduzir plantas a partir de um bulbo. Você só precisa de um ingrediente muito comum na cozinha: a cebola.

    Você vai precisar de:
    Copo de iogurte vazio
    Cebola pequena
    Água da chuva

    Passos:
    1 – Lave o copo plástico de iogurte depois de consumir o produto.
    2 – Coloque-o ao ar livre quando estiver chovendo para captar a água da chuva.
    3 – Quando mais da metade do recipiente estiver cheio, retire da chuva e introduza a cebola, deixando a base do bulbo para baixo.
    4 – Se a cebola não tocar o fundo do recipiente, deixe-a submergida até a metade, travando-a nas paredes do copo.
    5 – Coloque o seu novo germinador em um lugar escuro.
    6 – Mantenha o nível da água constante.
    7 – Com outros recipientes recolha mais água da chuva, para repor a água do germinador quando ela for secando.
    8 – Quando o bulbo tiver brotado, ou seja, quando aparecerem as primeiras folhas verdes, coloque o germinador perto de uma janela por onde entre bastante luz.
    9 – A planta alegrará a sua janela com um verde intenso.

    Importante:
    Outros bulbos que você pode cultivar com esta técnica são: jacintos, tulipas, dálias e ranúnculos.

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    trepadeira

    Quem não deseja ter um pergolado com uma linda trepadeira cheinha de flores?
    Aí vão algumas sugestões de trepadeiras para o um pergolado:

    Amor-agarradinho (Antigonom leptopus) – Trepadeira semi-herbácea, muito ornamental. Necessita de luz solar direta e rega à vontade. A planta rebrota anualmente e floresce no primeiro ano de plantio. As flores surgem na primavera-verão.

    Cuspidária ou cipó-rosa (Cuspidaria convoluta) – Trepadeira lenhosa que produz flores cor de rosa na primavera. Multiplica-se por sementes ou enraizamento de estacas. Não precisa de sol pleno e adapta-se bem aos diversos tipos de solo. Necessita de regas todos os dias.

    Sete Léguas (Pandorea ricasoliana) – Essa trepadeira produz ramos longos e flores rosadas quase todo o ano. Gosta de sol pleno, mas não suporta excesso de água. Não deve ser plantada junto a casa, pois tende a penetrar pelos beirais, chegando a deslocar telhas.

    Tumbérgia (Thumbergia grandiflora) – trepadeira semi-lenhosa, muito vigorosa, gosta de luz solar direta e necessita muita rega no verão. As mudas podem ser plantadas em vasos, em grupos de duas ou três. As flores azuladas surgem praticamente o ano todo, principalmente na primavera e no verão. Na variedade ”alba” as flores são brancas.

    Lágrima de Cristo (Clerodendrum thonsonae) – trepadeira semi-herbácea tem ramagem longa com folhas ovaladas verde-escuras. Gosta de luz solar direta pelo menos 4 horas por dia e regas generosas. As flores surgem na primavera-verão.

    casinha de passarinho

    gramados

    Além da temperatura outros fatores devem influenciar na escolha da grama. Um deles é a manutenção. É quase unanimidade por parte dos proprietários diminuir a manutenção. No caso da grama o maior trabalho é cortá-la. Pode parecer bobagem, mas quando á área grama é muito grande, principalmente no verão, nem bem terminou de cortar já se está começando novamente.

    Algumas regras básicas:

    1 – Encomende a grama somente após ter o solo preparado, pronto para o plantio;

    2 – Ao receber a grama, confira a qualidade e verifique a sua quantidade;

    3 – Descarregue a grama com cuidado, procurando não quebrar os tapetes;

    4 – Procure deixar a grama em local sombreado, protegido do sol direto e do calor intenso;

    5 – Plante o mais rapidamente possível. Lembre-se que, principalmente nos dias quentes, a grama não deve ficar armazenada;

    6 – Irrigue logo após o plantio. Nos dias muito quentes, deve-se inclusive umedecer o solo antes do plantio e regar durante e após o mesmo;

    7 – Lembre-se que até o pegamento, a grama deve ser irrigada diariamente e nos dias muito quentes, duas vezes ao dia;

    8 – Em caso de qualquer problema ou dúvida, consulte-nos .

    Para não ter surpresas é necessário que todos estes critérios sejam analisados antes da compra da grama. Além disso é importante saber que grama tem diferentes padrões de qualidade.

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    É comum, principalmente na primavera e no verão, aparecer no jardim lagartas, formigas e outras pragas, isso acontece porque as estações quentes favorecem a proliferação de insetos, fungos e ervas daninhas que estragam o paisagismo.

    Para evitar o uso de pesticidas industriais, que são difíceis de comprar e ainda podem ser nocivos à saúde, saiba como preparar receitas caseiras para combater as pragas.

    Mantenha a saúde de suas plantas
    Para evitar o aparecimento e a proliferação de pragas é preciso cuidar da saúde das plantas diariamente para tanto dê atenção às adubações para que não lhe faltem nutrientes, regue-as de acordo com as características da planta e verifique as necessidades de luz natural e ventilação.

    Plantas saudáveis são mais resistentes aos ataques de pragas e insetos, por isso para prevenir doenças:
    . retire as plantas que estejam murchas ou com as folhas amarelas;
    . mantenha o solo fértil com adubo NPK 4-14-8, esterco curtido, húmus ou compostagem;
    . evite encharcar demais a planta colocando água sobre o solo ainda úmido, pois pode causar apodrecimento de raízes e favorecer fungos.

    Evite o uso de pesticidas e agrotóxicos seguindo as receitas caseiras:

    Ácaros, cochonilhas e pulgões
    Macere 100 gramas de folhas secas de samambaia em 1 litro de água e deixe de molho por um dia. Ferva a mistura por alguns minutos antes de diluí-la para a pulverização. A proporção é de uma parte do preparado para 10 partes de água.

    Besouro “Vaquinha” (Diabrotica speciosa)
    Faça um preparado de pimenta e sabão. Bata no liquidificador meio quilo de pimenta em dois litros de água, coe e acrescente 50 gramas de sabão de coco derretidos em 2 litros de água. Cada litro dessa mistura deve ser diluído em 2 litros de água para a pulverização.

    Caramujos e lesmas
    Caramujos e lesmas podem ser atraídos por sacos de estopa molhados com leite ou pedacinhos de batata envoltos em sal deixados à noite pelo terreno.

    Você também pode criar espécies de “piscinas” de cerveja com latas rasas, ou cavando buracos no chão e cobrindo-os com plástico. Encha-as com cerveja e um pouco de sal. As lesmas e caramujos são atraídos pela mistura e acabam sendo exterminadas.

    Formigas
    Coloque cascas de pepinos na entrada dos formigueiros. Outra opção é preparar um macerado de agave: em 1 litro de água, macere 6 folhas de agave e despeje o preparado sobre o formigueiro.
    Para evitar formigas, você pode colocar ao redor dos canteiros, por cima da terra, farinha de ossos, casca de ovo moído ou carvão.

    Fungos
    Deixe de molho por três dias, 50 gramas de flores em 1 litro de água. Misture algumas vezes para oxigená-la. Depois é só coar e pulverizar. Não é preciso diluir esse preparado.

    Insetos e nematóides
    Um inseticida caseiro pode ser feito fervendo 20g de fumo de rolo em 1 litro de água. Depois é só coar e pulverizar. Outra opção é preparar um inseticida de cravo de defunto usando 50 gramas de flores, folhas, ramos de cravo de defunto, 1 litro de álcool e 50 ml de acetona. Deixe de molho por um dia com acetona, depois acrescente o álcool. Dilua cada parte dessa mistura em cinco partes de água e pulverize sobre as plantas atacadas.

    Lagartas
    Prepare um chá de angico na seguinte proporção: 100 gramas de folha de angico para 1 litro de água. Deixe o chá descansar por dez dias, revirando-o diariamente. Passados os dez dias, dilua uma parte do chá em 10 partes de água para pulverizá-lo sobre as plantas afetadas pelas lagartas.

    Lagartas, pulgões e “vaquinhas”
    Pique 1 quilo de cebola ou cebolinha verde e deixe descansar em 10 litros de água durante uma semana. Depois basta diluir o preparado em 3 litros de água e pulverizar sobre as plantas.

    Pulgões
    Faça uma calda de urtiga macerando 100 gramas de urtiga em 1 litro de água e deixe de molho por três dias. Depois coe a mistura e dilua em outros 9 litros de água e pulverize sobre as áreas afetadas, repetindo o processo 15 dias depois. A proporção de 100 gramas de urtiga para 10 litros de água depois de preparada, perde a eficácia em três dias.

    Cuidado no manejo dos inseticidas caseiros
    Mesmo os inseticidas caseiros devem ser aplicados com alguns cuidados: não pulverize contra o vento, proteja os olhos, após o término da aplicação troque de roupa e lave muito bem as mãos.

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    Bonsai

    O nascimento de uma árvore em seu habitat original ocorre na grande maioria das vezes com a natural produção em massa de sementes que se espalham pelo ambiente de várias maneiras. Algumas sementes com perfis aerodinâmicos perfeitos são levadas pelos ventos e chegam a percorrer quilômetros até reencontrarem o solo. No chão, muito poucas conseguem superar as dificuldades e germinar. Para isso é preciso que nenhum pássaro as aproveite como alimento; que o clima mantenha-se em condições ideais de umidade e temperatura; que o solo onde a semente pousou seja fértil e o local possua condições adequadas de iluminação.

    Os primeiros meses de vida também serão difíceis. Nenhum animal pode cobiçar a pequenina muda como alimento, o sol não poderá estar muito forte e nem as chuvas muito agressivas. As condições químicas, físicas e biológicas do solo precisarão estar registradas dentro da memória genética desse vegetal para que ele possa se desenvolver saudável como a árvore que o originou. Somente as mudas mais resistentes e melhor adaptadas ao ambiente sobreviverão. Essa dificuldade toda deixa claro a fragilidade das pequenas mudas.

    É muito comum na iniciação da prática do bonsai que pessoas comecem a cultivar “árvores em vasos” utilizando-se de mudas. Livros de bonsai, normalmente trazem em seu início o tema “Como produzir uma muda de árvore”, com técnicas simples ou mais complicadas como enxertos e alporques. Alguns cursos de iniciação ao bonsai são elaborados para proporcionar o aprendizado de algumas atividades como adubação, troca de terra e até modelagem com arame em árvores muito novas (mudas). Estas práticas de ensinamentos podem ser perigosas, tanto pela inexperiência do iniciante como pela fragilidade das mudas. Infelizmente, muitas pessoas no Brasil que tentaram o cultivo do “bonsai” e desanimaram por não obterem os resultados satisfatórios desejados. Essas pessoas até se identificam com essa “brincadeira chamada bonsai”, mas a insatisfação em ver fenecer um vegetal ou um ser vivo, muitas vezes desanima e provoca desistência.

    Quando uma pessoa pela primeira vez se depara com um autentico bonsai, se surpreende e se interroga: Como podem viver árvores com dimensões tão reduzidas, manter-se tão belas e até mesmo majestosas?
    Como podem viver saudáveis dentro destes minúsculos vasos?

    Sim, é um choque cultural. O mundo ocidental não estava acostumado com o bonsai. Entretanto essa descoberta maravilhosa aconteceu há mais de 2000 anos no oriente e somente a partir do século passado os ocidentais dele tomaram conhecimento. Para nós brasileiros, que usamos as plantas com pouca freqüência em nossos lares, este “milagre” de uma árvore poder ser tratada e modelada tornando-se um objeto de tão rica beleza e encantamento é realmente surpreendente.

    Ao adentrarmos em uma boa exposição de bonsai nos deparamos com arte. A mesma arte que encontramos na pintura, escultura, musica, dança e tantas outras formas em que o ser humano põe em prática sua sensibilidade, engenhosidade e inteligência para dominar a matéria a fim de provocar emoções. Mas o bonsai, diferentemente de outros tipos de arte, precisa de muito tempo para apresentar características essenciais que provoquem uma verdadeira emoção estética. A primeira vista podemos dizer que a forma de “mini-árvore” dos bonsai naturalmente nos encanta, pois é forma reduzida do que estamos acostumados a ver e admirar. Mas não é qualquer árvore que nos chama muito a atenção. Na verdade apreciamos aquelas mais altas, mais grandiosas, mais antigas, com troncos rugosos e grossos, com formas e texturas onde é claramente possível identificar sua longevidade; são as que mais nos impressionam. Isto nos dá uma clara idéia de que as árvores mais antigas são as mais belas e emocionantes, e devem ser imitadas. Imitadas em todas as suas formas e beleza.

    Tudo o que na natureza nos é possível observar e admirar.
    Mas essa naturalidade custa algum tempo para se desenvolver. Somente depois de muitos anos, com podas regulares é que uma muda terá seu tronco engrossado. E se ela for trabalhada desde cedo com podas freqüentes para se pré-determinar um estilo, será mais fácil transforma-la em um bonsai.

    As mudas, que são trabalhadas por algum tempo, geralmente produzidas por viveiros especializados, são chamadas de Pré-bonsai. Estes se caracterizam por seus troncos mais grossos, sua copa com dimensões reduzidas e estilo pré-definido. O pré-bonsai muitas vezes é produzido de galhos através de técnicas especiais que permitem o surgimento de raízes no próprio galho. Esta técnica traz a vantagem de proporcionar troncos mais grossos em relativamente pouco tempo de tratamento. Mas em contra partida não possuem um dos aspectos mais valorizados nos bonsai, seu enraizamento na base do tronco. De qualquer forma independente da técnica usada, desde que bem usada, as mudas serão na grande maioria das vezes mais frágeis que um pré-bonsai. A reserva de energia de uma árvore é armazenada em sua estrutura de galhos, troncos e raízes, de tal forma que galhos mais finos, raízes pouco desenvolvidas deixam a muda mais frágil.

    A definição de bonsai deve ser compreendida e não traduzida. O bonsai não é só um substantivo, mas também um verbo. Qualquer tratamento que se dê a esta “arvore envasada”, inclusive o mais simples, é definido como bonsai. Bonsai é regar, bonsai é adubar, bonsai é transplantar, bonsai é podar, bonsai é caprichar…, o melhor de tudo é que o bonsai é um lazer artístico acessível a todas as pessoas, e não somente aos grandes mestres.

    É muito importante para os iniciantes esta compreensão de prazer lúdico ao “brincarmos” com o bonsai. Muitas vezes, a mentalidade ocidental nos faz querer tudo de uma maneira imediatista e competitiva. O cultivo do bonsai carrega em si muito do espírito oriental antigo, onde o tempo não tem tanta importância, onde a felicidade pode ser encontrada em pequenos detalhes do dia a dia e onde o perfeccionismo se impõe fortemente. Infelizmente nossa modernidade carrega como qualidades o resultado rápido, e é muito comum no ocidente o valor das exibições em que os mestres procuram mostrar a transformação de um pré-bonsai em bonsai em uma única exibição de 3 ou 4 horas. Estas práticas são incomuns no Japão. Devemos procurar conhecer esse “outro lado”, buscar continuamente o prazer nas pequenas ações que esta prática nos proporciona, sem ansiedade, melhorar cada vez mais um bonsai independentemente de sua idade, pois o efeito em nosso crescimento será igual.

    Entretanto é necessário compreender a existência de uma visão ocidental e que esta deve ser respeitada. Mas certamente o praticante ocidental de bonsai poderá ganhar muito ao descobrir que esta pode ser uma forma de aprimoramento de qualidades essencialmente humanas, como a paciência, a humildade, a tenacidade, a perspicácia e serenidade de espírito. A concentração e a disciplina exigida pelo bonsai e o estado sereno necessário para sua prática nos remetem a um estado meditativo que nos permite ausentarmos-nos de nosso ego e nos tornarmos mais placidamente irmanados com a natureza.

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