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  • Berberis Koreana

    Nome Científico: Berberis coreana
    Nome Popular: Berbere Coreano
    Família: Berberidaceae
    Origem: Coréia
    Ciclo de Vida: Perene

    Arbusto lenhoso, com ramos pendentes, acanalados, marrom amarelados ou vermelho escuros, dotados de espinhos curtos, simples ou com 3 a 7 divisões, de 1,20 a 1,80 cm de altura, originário da Coréia. Folhas afixadas nas axilas dos espinhos, aglomeradas, alternadas, as vezes manchadas ou com venação avermelhada.

    Inflorescência axilares, arqueadas, com flores amarelas, formando cachos curtos na primavera e ocasionalmente até parte do verão. Frutos decorativos, vermelhos, persistentes. Espécie muito decorativa também pelas folhas que adquirem cor vermelha no outono no sul do país.

    Cultivada como planta isolada ou em grupos para formação de maciços e renques, em canteiros, irrigados periodicamente. Aprecia o frio. Multiplica-se por sementes e por estacas mantidas sob proteção apropriada.

    linha de flores

    santolina

    Nome Científico: Santolina Chamaecyparissus
    Nome Popular: Santolina, Abrótano-fêmea, Guarda-roupa, Pequeno-limoneteFamília: Asteraceae
    Divisão: Angiospermae
    Origem: Mediterrâneo
    Ciclo de Vida: Perene

    A Santolina é uma planta arbustiva a subarbustiva, entouceirada e popularmente conhecida pelo seu aroma delicioso. Apresenta porte baixo, alcançando de 30 a 90 cm de altura, com ramagem ramificada, formando moitas densas. As folhas são cinzentas, finamente divididas, aromáticas e pontiagudas, que lembram folhas de cipreste.

    As inflorescências, do tipo capítulo, são delicados e assemelham-se a pequenos pompons de cor amarelo brilhante, perfumados. Floresce no verão. No paisagismo, a Santolina presta-se para a formação de maciços e bordaduras, demarcando canteiros e caminhos. Sua rusticidade e tolerância à estiagem a tornam uma planta ideal para jardins rupestres, de estilo mediterrâneo, campestre ou contemporâneo.

    Os tons acinzentados de sua folhagem formam interessante contraste com plantas de cor verde. As flores da santolina, quando colhidas, podem compor belos arranjos florais e, depois de secas, são excelentes para pot-pourris de ervas aromáticas, utilizadas para espantar traças e perfumar armários, bibliotecas e guarda-roupas. Pode ser plantada em vasos e jardineiras.

    Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos perfeitamente drenáveis, preferencialmente arenosos, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados a intervalos espaçados. Tolera curtos períodos de estiagem, e não tolera encharcamentos.

    A poda regular estimula o adensamento e o formato arredondado do arbusto. Após alguns anos, a planta perde a beleza e deve ser replantada. Aprecia o clima ameno de regiões subtropicais ou tropicais de altitude.

    Multiplica-se por divisão da ramagem enraizada, estacas ou sementes. Recomenda-se o espaçamento de 40 cm entre plantas.

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    Cryptanthus

    O gênero Cryptanthus  varia de 07 a 60 cm de diâmetro, existem cerca de 20 espécies, todas originárias das matas do Brasil. São muito requisitadas para comporem ambientes em terrários. O Cryptanthus e seus híbridos, devido as suas formas, são vulgarmente conhecidos como estrela-da-terra.

    São chamados assim, porque possuem suas rosetas muito achatadas, que ficam rentes ao solo, lembrando uma estrela. Estas rosetas, dependendo da espécie, variam muito de tamanho. São excelentes plantas domésticas e as espécies menores, são largamente utilizadas em terrários.

    Nativas do Brasil crescem com ricas folhagens no solo das matas. Para o cultivo doméstico, necessitam de um substrato similar, rico em composto orgânico e poroso, com areia grossa e musgo seco em partes iguais. O musgo permite que se mantenham as raízes úmidas, mas não encharcadas em sua maior parte do tempo.

    Apreciam a luz difusa, sem a presença dos raios solares diretos. A luz é um fator muito importante na fixação das cores nas bromélias. Todas as espécies dessa família produzem pequenas flores brancas nas axilas centrais das folhas, principalmente no verão.

    Duram pouco tempo e murcham, dando lugar a novas plantas. As mudas crescem rapidamente e são facilmente destacados para formar novas plantas.

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    Apidosperma Nitidum
    Nome Científico: Apidosperma Nitidum
    Nome Popular: Carapanaúba, Canela-de-Velho
    Família: Apocynaceae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    A Carapanaúba é uma árvore de tronco sulcado e retilíneo, com até 25 m de altura e diâmetro de 40 a 60 cm. É encontrada em florestas, em toda a região amazônica até o sertão baiano, em Goiás e no Triângulo Mineiro, sendo praticamente indiferente às condições físicas do solo.

    Possui, anualmente, quantidade regular de sementes, disseminadas facilmente pelo vento. Dá frutos em agosto e setembro. Recebe nomes populares como cabo-de-machado, canela-de-velho e peroba-de-rego. O nome Carapanaúba significa madeira de carapana (mosquito), por causa dos buracos em seu tronco. É encontrada em toda a Floresta Amazônica de terra firme, mas, na mata alta inundável da região amazônica, ocorre outra espécie de características praticamente idênticas a essa, a Aspidosperma Carapanauba.

    O seu óleo é utilizado pelos caboclos contra a malária e como anticonceptivo. Embora a madeira da Carapanaúba seja pesada e dura, é muito pouco resistente, mas é fácil de trabalhar, servindo principalmente para a confecção de cabos e ferramentas.

    Seu tronco muito utilizada no paisagismo e na decoração para fazer centro de mesas, bancos e suporte de plantas epífitas e orquídeas.

    magnólia

    Quesneliana

    Quesnelia é um gênero  botânico da família Bromeliaceae, subfamilia Bromelioideae. O gênero é assim designado para homenagear M. Quesnel cônsul Frances, da Guiana Francesa. Endemicas do leste do Brasil, esse gênero contem 16 espécies.

    O grupo das Quesnelias é muito similar ao da Billbergia, formando rosetas verticais com certa rigidez, sendo seu cultivo bastante fácil. Entretanto a maioria das Quesnelias possui folhas com bordas de espinhos, sendo assim, pouco requisitada com exemplar doméstico.  O gênero está distribuído pelas regiões sudeste e sul do Brasil.

    O estado do Rio de Janeiro concentra a maioria das espécies submetidas ao gênero. Onze variedades específicas e infra-específicos são reconhecidos: Quesnelia Arvensis, Quesnelia Quesneliana, Quesnelia Edmundoi, Quesnelia Marmorata, Quesnelia Augusto Coburgii Wawra, Quesnelia Liboniana, Quesnelia Lateralis Wawra, Quesnelia Strobilispica Wawra e Quesnelia Seideliana.

    São plantas muito resistentes, de cultivo fácil e florescimento rápido. Infelizmente, ainda são pouco utilizadas no paisagismo. Algumas possuem folhagem muito decorativas – Quesnelias Humilis e Marmorata. Suas hastes florais são belíssimas com nuances que vão desde o rosa pálido ao vermelho fluorescente, com pigmentos de violeta, azul, quase negro, verde e amarelo.

    Estas hastes podem se apresentar como um aglomerado de flores em uma cabeça, na forma cilíndrica ou cônica. Também pode se apresentar com inflorescências laterais, variando-se de acordo com a espécie. São epífitas e apreciam alta luminosidade. Apreciam substrato rico em matéria orgânica e bem drenado. Pode ser cultivadas em vasos, canteiros, bordaduras ou maciços.

    margarida-vermelha

    Nidularium

    Este pequeno grupo de bromélias nativas do Brasil é freqüentemente confundido com a Neoregélia, devido à similaridade do tipo haste de floração em forma de ninho de pássaros. Aliás, o próprio nome Nidularium é uma alusão a inflorescência que aparece no fundo da roseta foliar que muito se assemelha a um pequeno ninho de pássaro.

    No gênero Nidularium, entretanto, a haste floral é circundada por brácteas coloridas, e este conjunto é uma entidade distintamente separada no seu próprio ramo, ao invés de ficar enterrado na roseta. Outra diferença é que as folhas verdadeiras da roseta não possuem pigmentação colorida, como ocorre na Neoregelia.

    O Nidularium forma rosetas abertas de folhas largas e flexíveis, a maioria na faixa de 30 a 60 cm de diâmetro em forma de ninho com flores de cor branca ou púrpura, com um colar de brácteas brilhantemente coloridas. A relativa maciez da textura das folhas indica que o exemplar deve ser cultivado a sombra. O composto para cultivo é idêntico para todas as bromélias. Ou seja, areia, substrato musgo e esterco de gado ou cavalo peneirado misturado em partes iguais. Fertilizações regulares se fazem também necessárias durante o período de crescimento e deve prosseguir após a floração, de modo a fornecer nutrientes necessários a produção dos bulbos, que se desenvolvem perto das axilas das folhas.

    Os bulbos levam de um a dois anos para chegar à maturação e floração. Como já escrevi anteriormente, as bromélias possuem um poder de absorção muito elevado e com isso ao se fazer uso de adubos químicos deve-se ter muito critério. A dosagem a ser utilizada deverá ser sempre a metade ou um terço da recomendada pelo fabricante. Observe que o elemento cobre é fatal para as bromélias – levando-as a morte.

    Como esta variedade de bromélia cresce e floresce em locais sombreados, são excelentes alternativas como plantas de interior, devendo-se apenas ter o cuidado de colocá-las longe de fontes de calor. Dentro de casa regue-as apenas quando o substrato estiver seco.

    orquídeas

    Neoregélia Sp
    Nome Científico: Neoregelia sp
    Nome Popular: Neoregelia, ninho-de-passarinho
    Família: Bromeliaceae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    Neoregélia é um gênero de bromélias de características majoritariamente epífitas e que apreciam a luminosidade. São espécies que tem a capacidade de reter grande quantidade de água no copo central da planta, formado pela disposição em roseta das folhas. Suas folhas são bastante rígidas e brilhantes e podem alterar sua cor para situações de maior ou menor luminosidade ou durante a floração para atrair os polinizadores.

    Durante a floração algumas espécies ficam com as pontas das folhas de cor diferente, outras alteram apenas a cor das folhas em torno da inflorescência. Na maioria das vezes esta cor se altera para o vermelho e suas tonalidades. As folhas ainda podem apresentar variegações, listras e manchas salpicadas. As flores são normalmente pequenas, de coloração branca, rósea, púrpura ou azul. Após a floração a planta emite brotações laterais ou estolhos, dos quais surgirão novas plantas.

    Devem ser cultivadas em substrato para epífitas, como casca e fibra de côco, areia, entre outros materiais. A luz é um fator importante para esta bromélia, que pode receber luz direta durante as horas mais frescas do dia, como pela manhã e à tardinha e meia sombra no resto do dia. Multiplica-se por separação das mudas laterais, quando estas atingem 2/3 do tamanho da planta mãe. Profissionalmente pode ser multiplicada por sementes (para criação de novos híbridos)  e meristema.

    É um exemplar bastante rústico e resistente e pode ser utilizado na montagem de arranjos de madeiras. Há no mercado vários híbridos com diversas tonalidades de cores e tamanhos.

    girassol_borboletas

    epidendrum

    Nome Científico: Epidendrum sp
    Nome Popular: Epidendro, orquídea-estrela, orquídea-crucifixo
    Família: Orchidaceae
    Origem: América Central e América do Sul
    Ciclo de Vida: Perene

    A Epidendrum ibaguense foi descrita em 1816 a partir de uma planta coletada em Ibague, cidade da Colômbia. Mas ela é nativa também no Sul e Sudeste do Brasil, notadamente nas escarpas litorâneas de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. Existem diversas espécies de orquídeas do gênero Epidendrum em todo a América Tropical.

    É uma planta de fácil cultivo e não necessitava altos investimentos em “greenhouses” como exigiam as outras orquídeas tropicais de suas ricas coleções.  Este gênero compreende numerosas e diferentes espécies, em sua maioria, de características epífitas ou terrestres.

    A maior parte encontra-se em locais de altitude do Perú, Equador e Colômbia. Uma característica interessante de muitas espécies deste gênero é que suas flores não fazem o movimento que as flores das orquídeas fazem para se posicionar de modo que o labelo fique como uma pista de pouso para os polinizadores, isto é, horizontal com inclinação para baixo. A inflorescência é como um pequeno buquê de flores pequenas, bastante durável. As flores apresentam coloração muito variada, de acordo com a espécie ou híbrido.

    Os híbridos mais populares no Brasil, são geralmente terrestres e apreciam luminosidade intensa, com luz direta nas horas mais frescas do dia. Devem ser cultivados em uma mistura leve de areia, fibra de côco e um pouco de terra vegetal. A adubação deve ser suave, preferencialmente orgânica, como torta de mamona e farinha de ossos. Atualmente encontramos adubos próprios para Orquídeas, de liberação lenta (Osmocote).

    Multiplica-se por divisão da planta, preservando pelo menos 3 pseudobulbos para cada muda, com rizoma e raízes. Comercialmente pode ser multiplicada por sementes e por meristema, através de uma avançada tecnologia laboratorial que permite a produção em grande escala de milhares de clones da mesma planta.

    - Onde encontrar: Orquidário Quatro Estações:
    www.orquidario4e.com.br

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    Syzygium Jambolanum
    Nome Científico: Syzygium Jambolanum
    Nome Popular: Jambolão, baga-de-freira, jamelão, azeitona-da-terra
    Família: Myrtaceae
    Origem: Índia
    Ciclo de Vida: Perene

    O jambolão é uma árvore frondosa, de porte médio e copa cheia, ampla, bastante ramificada. Pode alcançar 10 metros de altura. Suas folhas são coriáceas, lilás e escuras, com uma nervura central clara e saliente. Suas flores são hermafroditas, brancas ou amareladas, com longos e numerosos estames e reúnem-se em rácemos terminais.

    Os frutos são do tipo baga, pequenos e ovóides como as azeitonas verdadeiras (Olea europea), de coloração branca que gradativamente torna-se vermelha e posteriormente preta, quando maduros. A polpa carnosa envolve uma única semente. De sabor doce, porém um pouco adstringente, os frutos são em geral agradáveis ao paladar.

    Apresentam o único inconveniente de manchar a pele e as roupas e, por ocasião da queda, veículos e calçamentos também. Por este motivo, esta bela árvore de sombra refrescante no verão, não é muito indicada para arborização de ruas, avenidas e praças, reservando-se seu plantio para parques maiores e sítios.

    Os frutos do jambolão podem ser consumidos in natura ou processados em compotas, licores, vinhos, tortas, doces entre outros. Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, profundo e bem drenável, com regas periódicas no primeiro ano de implantação. Árvore tipicamente tropical, o jambolão aprecia o calor e a umidade, com crescimento rápido a moderado. Multiplica-se por sementes.

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    jaboticaba azul

    Nome Científico: Myrciaria Vexator
    Família: Myrtaceae
    Origem: Brasil
    Ciclo de Vida: Perene

    Arvoreta com 2 a 3 metros de altura, de folhas espessas e lanceoladas. Seus galhos são geralmente finos, com flores e frutos axilares (nascendo nas axilas das folhas). Frutos grandes (2 a 3 cm), azul-arroxeados, de excelente sabor.

    São considerados tão bons ou melhores que qualquer outra espécie de jabuticaba. Os deliciosos frutos são consumidos ao natural, ou sob a forma de geléias. A planta é muito ornamental, de pequeno porte e lento crescimento, podendo ser cultivada com sucesso em vasos.  Leva em torno de 4 a 5 anos para iniciar a frutificação.

    Árvores adultas ficam carregadas de frutos. Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica. As mudas devem ser plantadas em covas bem preparadas, caladas e adicionadas de esterco curtido, torta de mamona, farinha de ossos e húmus de minhoca. É muito exigente em água, devendo ser irrigada regularmente, com especial atenção durante a floração e frutificação. É pouco tolerante às secas ou geadas.

    Multiplica-se por sementes ou enxertia.

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