
Nome da doença
Vírus-do-mosaico-do-tabaco-estirpe-da-orquídea
Agente causador
Odontoglossum ringspot tobamovirus (ORSV)
Sintomas
Sintomas variáveis em plantas infectadas, mas de maneira geral provocam manchas irregulares, arroxeadas, necroses em anéis e clorose generalizada. Já em flores pode ocasionar riscas e descolorações. Brotações novas podem apresentar pigmentação, encarquilhamento e subdesenvolvimento.
Controle
Aquisição de mudas com sanidade garantida, juntamente com a erradicação de plantas infectadas, não reaproveitamento de substratos e vasos provenientes de plantas doentes, desinfestação de ferramentas e evitar contato entre plantas.
Este vírus, embora altamente destrutivo, tem seu controle facilitado pelos seus sintomas, bastante característicos e facilmente visíveis. Nas folhas, são manchas irregulares de colorido vermelho a roxo (cuidado para não confundir com escurecimento arroxeado causado por luminosidade alta, ou pintas roxas em plantas semi-albas e algumas lilases e amarelas). Estas manchas ou pintas geralmente possuem regiões necrosadas (mortas). Os brotos podem ficar aleijados (tortos, fortemente pigmentados, e sem vigor). Nas flores, surgem manchas descoloridas, com aspecto de “aquarela desbotada”. Não confundir com falhas de colorido de origem genética (variegata). Ocasionalmente, grandes variações de temperatura podem provocar sintomas de “color-break” idênticos aos provocados por vírus. Caso tenha ocorrido esse fator climático, aguardar mais um ano, para verificar se o sintoma se repete, para então ter certeza do diagnóstico.
O ORSV vai degradando o vigor da planta, terminando por matá-la ao cabo de alguns anos (por inviabilidade de brotação).


Nome da doença
Vírus-do-mosaico-do-cymbidium
Agente causador
Cymbidium mosaic potexvirus (CYMV)
Sintomas
Geralmente não são aparentes, porém as plantas podem apresentar folhas com coloração anormal que se apresentam com manchas semelhantes a um marmoreado. As plantas têm um desenvolvimento lento e podem apresentar flores com a coloração alteradas ou deformadas. As viroses são detectadas mais facilmente na época da floração devido ao estresse. Estas viroses não se propagam ativamente nem pelo vento. É necessário que haja um ferimento na planta para que ocorra a penetração do vírus. Se não houver ferimento não há infecção. Estes ferimentos são produzidos durante o manuseio ou por picada de insetos. Não há cura para as viroses de plantas.
Esses vírus são transmitidos por propagações vegetativas (mudas), facas, tesouras ou tutores de madeira. Também podem ser transmitidos através de vasos reaproveitados. Os vírus raramente matam as plantas
Práticas de manej
A transmissão desse vírus pode ocorrer de forma mecânica, através do contado entre plantas e também devemos considerar os pulgões, as cigarrinhas, ácaros e tripes como potenciais transmissores de vírus em orquídeas.
Recomendações para manter a sanidade de suas orquídeas
Não venda ou troque plantas doentes;
Adquira plantas comprovadamente sadia;
Isole plantas infectadas ou suspeitas das demais plantas;
Esterilize as ferramentas;
Não propague plantas doentes ou suspeitas;
Monitoramento de insetos no orquidário.


Nome da doença
Podridão-negra
Agente causador
Phytophthora cactorum e Phytium ultimum
A doença
É a doença fúngica mais conhecida no Brasil. Caracteriza-se por manchas escuras, geralmente nos rizomas e pseudobulbos, de consistência mole, e que crescem até provocar a morte da planta.É extremamente letal, causando surgimento de manchas negras, com aspecto aquoso e cheiro repulsivo. É de desenvolvimento rápido, tomando conta da planta em poucas semanas, levando-a à morte. Muitas vezes provoca um colapso da estrutura das folhas, ficando totalmente amolecidas e murchas.
Práticas de manejo
Preventivo. A doença é geralmente introduzida por meio de plantas, vasos, substratos e águas contaminadas. Deve-se também atentar para uma satisfatória drenagem dos vasos.
Muitas vezes inicia o ataque pela junção das folhas com pseudobulbos, derrubando a folha ainda verde. Nos coletivos, é a principal causa de morte, chegando a liquidar todas as plantas do vaso em poucos dias. Embora o controle seja difícil na planta já contaminada, pode separá-la das demais, cortar as partes atacadas, polvilhando um anticéptico em pó ou canela em pó. e pulverizando a planta com um fungicida sistêmico a cada 30 dias por 3 meses. Pulverizar também as plantas que estavam próximas da planta atacada.


Nome da doença
Podridão-de-rizoctonia
Agente causador
Rizoctonia solani
A doença
O fungo Rhizoctonia solani uma doença que causa a morte das raízes finas e o escurecimento da raiz principal e, em infecções mais graves, causa a podridão da coroa e a morte das plantas. A infecção pode atingir as gemas terminais e os frutos, causando a decomposição e a coloração marrom-clara nos tecidos.
Controle: Os fungicidas indicados para o controle da podridão por Rhizoctonia são pouco eficazes e para reduzir as perdas recomenda-se otimizar o manejo da cultura. O isolado T15 do Trichoderma viride da Embrapa Uva e Vinho controla este patógeno.
Práticas de manejo
Evitar uso de substratos e vasos de sanidade desconhecida. Desinfetar ferramentas de corte. Remoção e queima de bulbos e raízes contaminadas. Isolamento de plantas doentes.


Nome da doença
Ferrugem
Agente causador
Sphenospora kevorkianii Sphenospora mera
A doença
Outras espécies causam a ferrugem como: Hemileia oncidii, Uredo behnickiana, Uredo epidendri, uredo oncidii
Sintomas
As ferrugens são doenças fáceis de serem diagnosticadas pela presença de pequenas pustulas de coloração alaranjada na face inferior das folhas, constituídas por massas de esporos pulverulentas do fungo. Doença frequente em espécies de Oncidium sob condições de alta umidade.
Práticas de manejo
Sendo doença amplamente distribuída, deve-se na aquisição de plantas inspecionar minuciosamente a sanidade, bem como mantê-las preliminarmente em área de isolamento (quarentena). Adicionalmente, recomenda-se: remoção e queima de folhas doentes. evitar molhamento foliar e pulverização protetora com fungicida à base de cobre.
