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  • Byblis_gigantea

    Familia: Byblidacea
    Origem: Australia
    Tipo Armadilha: Passiva
    Dimensão:d e 30 a 90 cm
    Temp:2 0-30ºC (Verão) 4-12(inverno)
    Substracto: mistura de 3/4 turfa e 1/4 areia
    Luminosidade: Direta
    Humidade: 70 – 80%
    Dificuldade: Planta de difícil cultivo

    Planta originária das regiões tropicais do nordeste da Austrália no caso da linilfora e zonas semi áridas do este Australiano para a gigantea

    Com um aspecto verde amarelado coberta de glândulas em forma de gotículas e com um rizoma dispondo de raízes com 60 cm, que lhe permitem sobreviver em zona muito áridas e até renascer depois de um incêndio.
    Produz ramificações durante todo o ano de 0,5 a 1Cm de diâmetro. As mesmas dispondo de folhas estreitas de 15 a 30Cm de comprimento. No topo, produz uma flor de cor lilás magenta em estrela, com 3 a 5Cm de diâmetro.

    A Byblis liniflora é semelhante a gigantea mas com ramificações mais espalmadas e com folhas enroladas em espiral. As flores vão de um Azul pálido até um rosa azulado. São anuais.

    Byblis_linifolia

    Como apanha as presas
    Encontramos nas plantas dois tipos de glândulas. As primeiras segregam as gotículas brilhantes e as segundas, microscópicas, assimilam as presas. Os insetos são atraídos pelos reflexos brilhantes das gotículas e ai ficam presos ao tentar debater-se. Entram finalmente em contacto com as glândulas digestivas que segregam as enzimas.

    Por vezes a planta pode estar totalmente recoberta de insetos capturados.

    Ao semear, tenha atenção em colocar um vaso de grandes dimensões, elas toleram pouco serem replantadas. Na natureza, as sementes da Byblis gigantea só germinam depois de um incêndio.
    Em cultivo é necessário deitar as sementes em água a ferver e deixar até que a água esfrie.

    carnivora

    utensilios-jardinagem

    Os melhores amigos de qualquer jardineiro são, sem dúvida, os seus utensílios. Para plantar, cuidar, regar e apanhar, estes são os top 16 utensílios de jardinagem. Tem tudo o que precisa para tratar do seu jardim?

    Pá para transplantar: estreita ou larga, esta pá é essencial para semear e transplantar de tudo um pouco. As mais resistentes são confeccionadas em aço e as mais leves em alumínio, enquanto os cabos são esculpidos em madeira ou plástico fácil de manusear. As mais sólidas são aquelas cuja pá e pega compõem uma única peça. A pá mais estreita é a ideal para as zonas mais apertadas do jardim, reduzindo, em simultâneo, o risco de danificar as plantas que se encontram nas proximidades. Em adição, é mais adequado para fazer furos profundos, de forma a acondicionar melhor todas as raízes, do que a pá para transplantar tradicional.

    Plantador cônico de bolbos: esta é uma excelente ferramenta de jardinagem uma vez que permite a formação de buracos perfeitos para plantar.

    Enxertador: comprido e estreito, este utensílio tem no nome a sua função, sendo utilizado para enxertar ou retirar parte da haste de uma planta com o intuito de replantá-la em outro local.

    Forquilha: este utensílio de jardinagem é essencial para retirar raízes, dividir plantas que cresceram excessivamente ou para colher vegetais que tenham raízes. As forquilhas em aço inoxidável são as mais resistentes.

    Sacho: prático para desterrar o solo e afastar ervas daninhas, folhas e outras folhagens, ajuda na limpeza em torno de plantas e flores.

    Escarificador: este utensílio de mão é utilizado para criar bordas simples e limpas entre floreiras e relva, perfeito para dar aqueles últimos retoques no solo.

    Tesouras de podar: para flores e para árvores, necessita de pelo menos uma de cada para remover folhas e flores secas, para aparar arbustos e árvores e, claro, para apanhar flores e exibir num bonito vaso dentro de casa.

    Tesouras corta-relva: estas tesouras revelam-se extremamente práticas para aparar a relva em zonas aonde a máquina de cortar não chega.

    Arame plastificado: um aliado eficaz para prender folhas, hastes e galhos que parecem não querer manter-se erguidos, ajudando ainda a orientar a direção de plantas e arbustos.

    Regador: seja em plástico, latão ou cobre, um regador é essencial para regar plantas de forma individual ou para a aplicação de fertilizantes. Os mais equilibrados são aqueles que apresentam um bico mais comprido.

    Pulverizador: de menor dimensão mas igualmente essencial, um pulverizador é perfeito para borrifar folhas de plantas ou zonas específicas da mesma (no caso da aplicação de algum produto), sendo a sua ação spray completamente direcionável uma importante mais-valia.

    Mangueira: para um jardim muito extenso, uma mangueira é fundamental para facilitar uma rega equilibrada. Adicionalmente, pode optar por mangueiras perfuradas que, colocadas diretamente no chão, permitem que a água entre diretamente para a terra, hidratando de forma suave e contínua as raízes das plantas, ou seja, a zona que mais H2O necessita. Existem ainda muitos jardineiros que optam pela rega por aspersão, existindo vários modelos e sistemas disponíveis.

    Saco de jardim: para facilitar a limpeza do jardim, nomeadamente a recolha de ervas daninhas, folhas secas ou até mesmo lixo, nada como um saco de jardim em material ultraleve que é muito fácil de arrastar à medida que dá a volta ao terreno. Atualmente, existem muitos modelos desdobráveis que praticamente desaparecem na hora de guardá-los.

    Luvas: um jardineiro precisa das suas mãos, daí a importância das luvas que são uma proteção contra uma série de fatores. Há quem goste de trabalhar com luvas e há quem não consiga – experimente as duas formas.

    Joelheiras: esta invenção veio apoiar os joelhos de jardineiros em todo o mundo, dando-lhes algum conforto quando passam horas ajoelhados a tratar do jardim.

    Carrinho de mão: para transportar todos os utensílios de jardinagem nada como um prático carrinho de mão, principalmente quando tiver de carregar sacos de terra ou no final de uma sessão de limpeza do jardim.

    Jardineiro

    mofo cinzento01

    Nome da doença
    mofo-cinzento

    Agente causador
    Botrytis cinérea

    Sintomas
    Causa prejuízos sérios, sobretudo nas hastes e pétalas florais, decorrentes de minúsculas pintas negras que evoluem para manchas circulares castanhas a negras, recobertas por massas pulverulentas de coloração cinza (esporos do fungo).

    Em algumas espécies a região de colonização dos tecidos vegetais pelo fungo poderá resultar na formação de “ilhas verdes” (pigmentação), como por exemplo, em pétalas de Phalaenopsis.

    Práticas de manejo
    O controle preventivo é obtido pela manutenção de ventilação satisfatória no orquidário.
    Evitar efeito abrasivo de ventos fortes. emprego de irrigação direcionada ao sistema radicular.
    Remoção e queima de hastes e flores doentes ou em envelhecimento.
    Pulverização com fungicida tiofanato metilico ou clorotalonil.

    flor50

    mancha-bacteriana

    Nome da doença
    mancha-bacteriana

    Agente causador
    Acidovorax avenae subsp. avenae

    Sintomas
    Manchas necróticas, de formas variando de circulares a irregulares, de tamanhos também irregulares, com coloração negra, por vezes circundada por halos e tecidos anasarcados

    Práticas de manejo
    Remoção e destruição de folhas infectadas. Evitar molhamento da parte aérea, propiciar arejamento entre plantas e pulverização foliar protetora com bactericida à base de cobre.

    buque-de-rosas

    polem

    Reprodução das plantas: polinização é um dos principais processos

    Introdução
    Todo organismo precisa se reproduzir, caso contrário, haveria o desaparecimento de muitas espécies de organismos, e a vida na Terra estaria seriamente comprometida.

    Processo reprodutivo
    Em nosso planeta há uma grande variedade de organismos vivos, estas diferentes espécies de vida são dependentes uma das outras não só para garantir sua continuidade, como também, o equilíbrio do ecossistema.

    Antes de falarmos sobre a reprodução das plantas, é importante lembrarmos como ocorre a reprodução celular, neste caso, lembraremos rapidamente da meiose.

    Partindo do princípio que a palavra reprodução significa a formação de novos indivíduos a partir de um único indivíduo (reprodução assexuada) ou formação de novos indivíduos da mesma espécie através da fusão de dois gametas (reprodução sexuada), lembremos o que ocorre com as células.

    Reprodução assexuada
    Na reprodução assexuada uma única célula se divide para formar duas células idênticas (células filhas). Já na reprodução sexuada, duas células se unirão e cada uma fornecerá metade de seu DNA para formar uma nova célula.

    No caso das plantas mais desenvolvidas, a reprodução sexuada ocorrerá mais freqüentemente. Esses tipos de plantas possuem seu próprio sistema de reprodução sexuada, sendo que alguns deles são bastante complexos.

    Polinização
    Por exemplo, as plantas que produzem flores são dependentes de insetos e alguns tipos de animais para sua reprodução, pois, com a ajuda destes seres, os polens são transportados de uma flor  a outra, garantindo assim, sua reprodução através da polinização.

    margaridinha

    raízes

    A raiz é imprescindível à planta, haja vista que além de fixar ela absorve do solo os nutrientes necessários à sobrevivência do vegetal. Porém há outra função importante que é fazer reserva de nutrientes, como no caso dos tubérculos.

    Nos vegetais sem sementes (as pteridófitas) as raízes se desenvolvem ainda nos primeiros estágios do crescimento do esporófito. Já nos vegetais com sementes (as espermatófitas) as raízes tem origem ainda no embrião. Neste último caso, a radícula é o primeiro órgão a se desenvolver no instante em que há a germinação da semente. Porém esta radícula trilha caminhos diferentes quando trata-se de Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.

    Lembrando que o grupo dos vegetais que apresentam flores pode ter um ou mais cotilédones no embrião (semente). Se possui um cotilédone denomina-se Monocotiledônea, se possui mais de um denomina-se “Dicotiledônea”. A radícula se degenera e todas as raízes brotam a partir da base do caule no caso das Monocotiledôneas, já nas Dicotiledôneas a radícula se torna a raiz principal, da qual o sistema radicular se deriva.

    Podemos classificá-las basicamente quanto ao habitat: Subterrâneas, Aéreas e Aquáticas.

    Raízes subterrâneas
    São raízes que ficam sob o solo e possuem várias formas, permitindo assim uma sub-classificação: axial ou pivotante, ramificada, fasciculada e tuberosa.

    Raiz Axial ou Pivotante - Neste tipo de raiz subterrânea, típica das dicotiledôneas, é possível detectar com clareza uma raiz principal distinta das raízes secundárias, como na ilustração abaixo:

    - Raíz Ramificada
    No tipo de raiz subterrânea ramificada não é possível detectar tão facilmente a raiz principal das outras raízes. Pois como já diz o próprio nome há uma ramificação secundária, terciária e assim sucessivamente, sempre a partir da raiz primária. Veja na figura abaixo:

    - Raiz Fasciculada
    Neste caso é impossível distinguir a raiz principal das demais raízes.

    - Raiz Tuberosa
    A principal característica deste tipo de raiz é o acúmulo de reservas de nutrientes, sendo muito utilizada na nossa alimentação. Um exemplo clássico é a cenoura.

    Raízes Aéreas
    Essas raízes são visíveis, pois ficam sempre acima do solo. Há sub-grupos dessas raízes, são: estranguladoras, grampiformes ou aderentes, respiratórias ou pneumatóforos, suporte, sugadoras e tabulares ou sapopemas.

    - Raiz Estranguladora
    São raízes que, de certa forma, “abraçam” outro vegetal. Na maioria dos casos onde isto ocorre há a morte do hospedeiro.

    - Raiz Grampiforme ou Aderente
    Essas raízes são responsáveis por fixar a planta trepadora à um suporte.

    - Raíz Respiratória ou Pneumatóforo
    Esse tipo de raiz é responsável por auxiliar a respiração do vegetal, como já diz seu nome.

    - Raiz Suporte
    Esta raiz auxilia no suporte do vegetal. É comum encontrarmos este tipo de raiz nos manguezais.

    - Raíz Sugadora
    Este tipo de raiz adentra o corpo da planta hospedeira, de maneira a absorver todo ou parte do alimento do vegetal.

    - Raiz Tubular ou Sapopema
    São raízes grandes, bem desenvolvidas, que conferem estabilidade para planta.

    Raízes Aquáticas
    Como o próprio nome já traduz, esta raiz se desenvolve em plantas aquáticas. Diferindo das raízes subterrâneas, a função deste tipo de raiz não é fixar, mas apenas absorver os nutrientes flutuantes presentes na água.

    coelho_jardineiro

    Um jardim aromático é o orgulho de qualquer jardineiro que, para além de desfrutar de uma horta verde e vibrante, beneficia ainda dos seus poderes olfactivos e de sabores frescos, a utilizar na cozinha… directamente da terra. Existem dezenas de ervas aromáticas que podem ser cultivadas, algumas mais tradicionais do que outras – estas são das mais populares.

    Cebolinho (Allium schoenoprasum)

    Cebolinho (Allium schoenoprasum)

    Perfil: uma planta bolbosa cujas folhas verdes e flores azuladas esféricas têm um sabor picante a alho-porro e são ricas em vitaminas A e C. Delicioso em saladas e temperos, sabe bem ter o cebolinho à mão de semear e de colher.

    Cultivo e cuidados: semeada ou envasada, o cultivo do cebolinho requer um solo rico em nutrientes e com elevada exposição solar. Na Primavera limpam-se as folhas em preparação para a nova rebentação e no Verão os cuidados prendem-se com uma rega adequada. No Outono, esta planta pode ser retirada da terra, envasada e colocada numa janela, para continuar a desenvolver, mesmo no Inverno. A colheita deve ser moderada, uma vez que a sua folhagem é frágil e enfraquece facilmente.

    Coentro (Coriandrum sativum)

    Coentros (Coriandrum sativum)

    Perfil: apresentando-se em forma de arbusto com folhas recortadas e flores brancas delicadas, os coentros caracterizam-se pelas suas sementes picantes, recheadas de óleos essenciais e ácidos orgânicos. No entanto, também a sua folhagem verde é amplamente utilizada na cozinha.

    Cultivo e cuidados: semeados preferencialmente em Abril, os coentros requerem uma terra solta e permeável, num local protegido mas solarengo. Durante a fase de crescimento pedem água abundante e a sacha periódica do solo. Depois de florescer em Junho, as sementes necessitam de um período de maturação que se prolonga até ao Outono – nessa altura, colhem-se os coentros antes de espigarem, caso contrário, todas as suas folhas caem.

    Erva-cidreira (Melissa officinalis)

    Erva-cidreira (Melissa officinalis)

    Perfil: no Inverno a erva-cidreira revela-se como um arbusto amplo com folhas esverdeadas e emana um delicioso aroma a limão; no Verão ostenta pequenas flores brancas. Contém fibras com elevado valor nutricional, os óleos essenciais citrolenal e citral, mas também taninos, saponinas e timol, cujas propriedades são anti-sépticas. A erva-cidreira é mais saborosa quando colhida fresca e é amplamente usada em chã, refrescos e sobremesas.

    Cultivo e cuidados: o seu cultivo pode ser feito por divisão, necessitando principalmente de um local com muito sol e terra solta. No final do Inverno, a planta requer uma poda quase integral para que possa desenvolver uma nova folhagem.

    Funcho (Foeniculum vulgare)

    Funcho  (Foeniculum vulgare)

    Perfil: caracterizado por hastes finas e altas que podem atingir um metro de altura, o funcho revela ainda, sempre no final do Verão, pequenas flores amarelas. As hastes, sementes e flores contêm óleos essenciais bastante condimentados, sendo utilizados em temperos e conservas diversas. A sua semente é ainda ingrediente habitual em pastelaria e, curiosamente, em chás digestivos.

    Cultivo e cuidados: quando comparado com outras ervas aromáticas, o funcho apresenta um processo de desenvolvimento bem mais longo e que ascende aos dois anos – no primeiro forma pequenos arbustos que, no ano seguinte, dão lugar às hastes, às flores e respectivas sementes. O funcho deve ser semeado ao ar livre a partir de Abril, num local com solo solto e muito solarengo.

    Hortelã-pimenta (Mentha piperita)

    Hortelã-pimenta (Mentha piperita)

    Perfil: caracterizada como uma planta perene resistente, bonita e muito aromática, a verdade é que existem várias espécies de hortelã-pimenta que emanam agradáveis aromas a manjericão, chocolate e limão, só para dar alguns exemplos. As suas folhas brilhantes e de um verde intenso, contêm óleos essenciais com propriedades terapêuticas, especialmente indicadas para o tratamento de perturbações digestivas, inflamações, espasmos e dores gerais. Na cozinha, é um ingrediente privilegiado em sopas, molhos, sobremesas e várias bebidas, incluindo o chá.

    Cultivo e cuidados: a hortelã-pimenta pode ser plantada com ramificações das suas próprias raízes e o seu crescimento veloz requer um canteiro delimitado ou então um vaso. Pouco tolerante em relação ao Inverno, está no seu auge nos meses mais quentes do ano.

    Manjericão (Ocimum basilicum)

    Manjericão (Ocimum basilicum)

    Perfil: perfumado, saboroso e florido, o manjericão é uma excelente adição a qualquer jardim aromático. Assumindo o formato de um pequeno arbusto, as suas muitas ramificações são cobertas por folhas verdes brilhantes e rijas. Quanto mais jovens forem os rebentos, mais condimentadas são as suas folhas – recheadas de óleos essenciais como o estragol, cânfora e linalol, contém ainda ácidos orgânicos e generosas doses de vitaminas C e A. Utilizado para temperar muitos pratos culinários (a típica salada de tomate com queijo mozarela é um bom exemplo), não deve ser, porém, consumido em excesso devido ao seu alto teor de estragol.

    Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes, o manjericão exige muito sol, terra nutrida e permeável, de preferência longe dos caracóis e protegida contra a geada, nomeadamente a primaveril. A colheita deve ser sempre feita a partir da zona superior da planta, um gesto que favorece a sua produção. Deve ser replantada de 4 em 4 anos.

    Oregão (Origanum vulgare)

    Orégão  (Origanum vulgare)

    Perfil: apresentando-se sobre a forma de arbusto com muitas ramificações, a sua diversidade em termos de espécies resulta numa enorme variedade de plantas que incluem folhas verdes ou douradas, assim como flores brancas e lilases que, arrebentando em Julho, duram até aos meses outonais. A combinação dos óleos essenciais timol e cravacrol e o teor de vitamina C resultam num sabor delicioso que, em forma de flor fresca ou seca, é um dos ingredientes principais nos pratos italianos.

    Cultivo e cuidados: o cultivo do orégão pode ser realizado através de sementes ou divisão, desde que feito num solo solto, protegido e ensolarado. Para garantir o seu florescimento, a poda deve ser feita na Primavera, prolongando-se o seu cultivo até ao Inverno, desde que protegido da geada.

    Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)

    Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)

    Perfil: ao contrário do pimento tradicional, a pimenta malagueta quando floresce mantém-se na terra durante vários anos, formando, inclusive, pequenos arbustos. Os seus frutos apresentam-se de vários tamanhos e formatos, sempre vermelhos ou amarelos. Extremamente picante, as suas doses devem ser bem medidas antes de aplicadas em receitas culinárias.

    Cultivo e cuidados: as sementes podem ser adquiridas ou então obtidas através de uma vagem madura da planta, que se dá igualmente bem tanto num pedaço de solo como num vaso. No Verão requer um local ao ar livre mas protegido (uma espécie de estufa) e no Inverno deve ser levada para dentro de casa – suporta muito bem o calor e os ambientes interiores, mantendo-se verde e produtiva durante todo o ano.

    Salsa (Petroselinum sativum)

    Salsa  (Petroselinum sativum)

    Perfil: reproduzindo-se em formato de arbusto, o cultivo da salsa é, tal como o funcho, uma produção bienal que no primeiro ano origina folha e no segundo, uma flor amarela. Independentemente de a folhagem ser lisa ou frisada, o sabor ligeiramente picante da salsa é idêntico em ambas as variedades. Contendo sais minerais, vitaminas C e A, a salsa é amplamente utilizada na cozinha mediterrânica, mas não deve ser consumida em excesso devido ao seu alto teor de óleo essencial de apiol.

    Cultivo e cuidados: a sua produção é facilmente conseguida através de semente ou divisão, num terreno solto e solarengo; e subsiste tanto no Verão como no Inverno (desde que resguardada do frio ou então envasada e levada para os peitoris interiores das janelas). Quanto mais intenso for o cultivo, mais fresca se mantém a planta. Uma vez florescida, dá-se a maturação das sementes e, no final, a morte da planta – por este motivo, deve-se alterar constantemente o local de cultivo da salsa.

    Tomilho (Thymus espécies)

    Tomilho (Thymus espécies)

    Perfil: crescendo para formar pequenos e resistentes arbustos, existem diversas variedades do tomilho que cresce abundantemente, mesmo nos espaços mais reduzidos. Com um sabor e aroma irresistível – graças aos óleos essenciais de timol e carvacrol – é ingrediente estrela na culinária mediterrânica.

    Cultivo e cuidados: plantado com recurso a sementes ou simplesmente envasado, o tomilho é um amante do calor e cresce ostensivamente. Florescendo a partir de Maio, altura em que apresenta pequenas flores azuis, pode ser aproveitado logo nesta fase, uma vez que é quando apresenta o melhor paladar. Subsiste também nos meses mais frios do ano desde que coberto com uma protecção ventilada.

    casinha de passarinho

    flor-silvestre

    Flor: importante função reprodutiva dos vegetais

    Quando pensamos em flores, é muito comum nos lembrarmos delas em sua forma colorida e vistosa; porém, esta característica é apresentada apenas por alguns tipos. Há flores que ficam bem pequenas e esverdeadas, como, por exemplo, as flores de gama.

    Função
    Apesar de contribuírem com a beleza da natureza, principalmente durante a estação da primavera, a existência das flores possui um objetivo reprodutivo: contribuir com a produção de sementes do vegetal. Desta maneira, novas plantas são capazes de surgir e crescer.

    Composição
    Uma flor simples é composta por sépalas e pétalas. A função das sépalas é proteger a flor quando ainda está em botão (fase inicial do desenvolvimento), ou no momento em que se fecha, à noite. As pétalas coloridas têm o papel de atrair os insetos para polinizar a flor, ou seja, trazer o pólen de outra flor da mesma espécie, depositando-o no estigma.

    Os grãos do pólen são tão pequenos que não podem ser vistos a olho nu. Para visualizá-los é preciso utilizar um microscópio, desta maneira, é possível notar que estes podem ter diferentes formatos.

    Após serem depositados no estigma, os grãos de pólen seguem através de tubos extremamente estreitos, seguindo do estilete ao ovário da planta. Antes do desenvolvimento dos óvulos, no ovário, para a formação de sementes, é preciso que sejam tocados por um desses finos tubos, para que possam ser fertilizados.

    As flores geram seu pólen nas pontas dos estantes (chamadas anteras). Na maior parte das vezes, é melhor para as plantas que elas sejam fertilizadas pelo pólen de outra espécie, isto ocorre através da ajuda de insetos (abelhas, vespas, borboletas e algumas espécies de moscas) ou pelo vento, como ocorre no caso das gramas e algumas árvores.

    As plantas que possuem flores podem ser classificadas em famílias, de acordo com o tipo da flor que produzem. Alguns exemplos são: o dente-de-leão, as rosáceas (iguais às rosas), umbelíferas (pareci­das com os guarda-chuvas), ranunculáceas (família do botão-de-ouro) e as leguminosas (produzem sementes como a ervilha ou feijão).

    Curiosidade:
    As conhecidas flores de jardim devem receber um tratamento especial em sua plantação, pois estas não podem ser plantadas antes de se conhecer a luminosidade do ambiente, além do tipo de solo e sua umidade. Este cuidado não é necessário no caso das flores silvestres (que se desenvolvem nas florestas), pois estas são possuem a capacidade de se desenvolver de acordo com o solo e clima de cada região.

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    utensilios-de-jardinagem

    Um jardim exuberante depende, em grande parte, da experiência e dedicação do seu jardineiro que, por sua vez, depende nos seus utensílios para tornar o trabalho mais fácil e agradável. Para garantir a longevidade e performance dos utensílios de jardinagem é crucial mantê-los limpos, não só durante os meses de mais uso, mas também antes de serem guardados para o Inverno.

    Utensílios cortantes: as tesouras de todos os tamanhos e feitios vão acumular resíduos entre as suas lâminas depois de semanas de trabalho no jardim, por isso, quando verificar que está na hora de uma limpeza, embebede um pano num pouco de diluente para tinta e limpe bem as tesouras. No final, aproveite para afiar as lâminas com uma pedra ou lima apropriada e aplique um pouco de spray WD-40 para proteger as tesouras da ferrugem.

    Utensílios de mão: as pás para transplantar, forquilhas e sachos têm muito uso e, por isso mesmo, têm de ser protegidos. A sua limpeza é muito simples: basta colocar estes utensílios num balde com água e sabão, deixando-os de molho durante algum tempo antes de utilizar uma escova ou esfregão de arame para retirar terra acumulada. Deixe secar ao ar livre. Depois, aproveite para inspecionar os cabos, para verificar se nenhuma das suas partes esteja partida ou desparafusada. Recomenda-se a aplicação de um pouco de óleo de linhaça nos cabos de madeira, uma vez que este os protege bastante bem. Os utensílios com cabos pintados podem receber uma nova demão de tinta com a opção de uma cor viva que permita a sua visualização perfeita no meio do jardim.

    Utensílios de grande porte: tal como os utensílios de mão, também os de grande porte (pás, ancinhos, sachos…) requerem uma limpeza com água e sabão, auxiliada por uma escova ou esfregão de arame para retirar lixo acumulado. Todos os utensílios funcionam melhor se estiverem limados e a aplicação de um pouco de spray WD-40 em todos os elementos metais é recomendado para evitar que enferrujem. Termine com a aplicação de um pouco de óleo de linhaça nos cabos de madeira, que os protege contra o uso.

    Mangueiras e regadores por aspersão: para evitar que as mangueiras rachem, evite pendurá-las sobre pregos ou outros cabides que possam facilmente perfurá-las, optando antes por um enrolador próprio de mangueiras – caso contrário guarde-as enroladas, mas pousadas no chão. Antes de armazenar mangueiras e regadores drene toda a água que possa está acumulada dentro dos mesmos, fazendo o mesmo com as torneiras exteriores. Desligue-as para evitar o congelamento ou o arrebentamento dos canos de água, provocado por meses de frio.

    Armazenamento invernal: antes de guardar os utensílios de jardinagem para o Inverno, a sua limpeza e manutenção a fundo é extremamente importante. Em termos de armazenamento, guarde-os num local seco, de preferência pendurados numa parede ou então agrupados numa caixa ou cesto para o efeito. Outro truque que os jardineiros utilizam é o seguinte: encha um vaso ou balde com areia seca e junte o lubrificante WD-40 ou então óleo vegetal até obter uma mistura úmida; remova excessos de terra ou lixo dos utensílios de mão e espete-os na areia. Aproveite para passar óleo de linhaça em todos os cabos de madeira, para prevenir que sequem e/ou comecem a lascar. Coloque o balde num local seco e fresco durante os meses mais frios. Quando chegar a Primavera, retire os utensílios da areia e limpe-os cuidadosamente antes de lançar mãos à terra! Pode guardar a areia e reutilizá-la mesmo ao longo dos meses mais quentes para uma limpeza profunda mais periódica.

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    fusariun

    Nome da doença
    Murcha-de-fusário

    Agente causador
    Fusarium oxysporium f. sp. cattleyae

    Sintomas
    Trata-se de doença vascular dos pseudobulbos e raízes. O fungo coloniza tecidos de xilemas, os quais mostram-se descoloridos, avermelhados e com obstrução do fluxo de seiva pela planta. Consequentemente, as plantas atacadas apresentam-se murchas, com enrugamento dos pseudobulbos e em definhamento.
    Pode levar mais de ano até a murcha completa e morte da planta afetada.

    Práticas de manejo
    Considera-se que a disseminação da doença é propiciada por ferimentos em raízes e ferimentos nos rizomas de plantas recém divididas.
    Dessa forma, é recomendável a inspeção e destruição de plantas doentes ( roguing ); desinfestação de ferramentas de corte em solução de amônio quaternário (0,1%) ou hipoclorito de sódio (0,5%); uso de substrato de sanidade conhecida e não reaproveitamento de substratos e vasos provenientes de plantas doentes.

    borboleta vermelha