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  • folha afetada Colletotrichum gloeosporioides

    Nome da doença
    Antracnose

    Agente causador
    Colletotrichum gloeosporioides

    Importância da doença
    Doença de distribuição mundial, possivelmente a doença de maior ocorrência em orquídeas cultivadas.

    Sintomas
    O fungo pode afetar qualquer parte da planta, mas sobre tudo folhas, principalmente quando maltratadas pela incidência de raios solares, frios ou ferimentos físicos. Os sintomas iniciais são constituídos por manchas arredondadas, grandes e de coloração castanha-marrom. Em seguida, as manchas tornam-se deprimidas e sobre elas surgem pequenos corpo de frutificação negros e elevados, responsáveis pela produção de massas de esporos fúngicos. Doença facilmente diagnosticada através da formação de círculos concêntricos sob as manchas.

    Manejo
    Pode ser obtido com a retirada e destruição por fogo de folhas doentes; evitar molhamento do limbo foliar, uma vez que esporos podem ser disseminados por respingos e; aplicação de fungicida.

    flor53

    fotosíntese

    Fotossíntese: produção de alimento pelas plantas

    O que é?
    A fotossíntese é um processo realizado pelas plantas para produção de seu próprio alimento. De forma simples, podemos entender que a planta retira gás carbônico do ar e energia do Sol.

    Processo
    Através deste processo, a planta produz seu próprio alimento constituído essencialmente por glicose. À medida que a planta produz glicose, ela elimina oxigênio.

    A glicose é utilizada pela planta na realização de suas funções metabólicas, ou seja, ela é o seu principal combustível, sem ela, seria impossível manter suas funções vitais.

    O processo de formação da glicose se dá através de reação química, e esta, somente é possível devido à transformação da energia solar em energia química.

    Importância
    Sem a fotossíntese, não existiria vida em nosso planeta, pois é através dela que se inicia toda a cadeia alimentar. Daí a grande importância das plantas, vegetais verdes e alguns outros organismos.

    Além disso, como já vimos, a medida em que a planta produz glicose ela elimina oxigênio, e sem oxigênio é impossível sobreviver.

    barrinha florzinhas auis

    Sphagnum_vivo

    O Substrato
    Na maior parte dos casos, a turfa loira é o ingrediente principal das misturas para plantas carnívoras. Cuidado no entanto com as turfas enriquecidas com adubos, que podem causar danos ou mesmo por vezes a morte das plantas. O mal é que a turfa tem tendência a compactar-se e a asfixiar as raízes das plantas; é por isso que a devemos aligeirar com os elementos seguintes:  Perlita; Vermiculita, Pouzzolane e Areia de quartzo

    Uma mistura com 75% de turfa e 25% de matéria citada acima convêm à grande maioria das espécies. Durante este artigo verá que diversas receitas de substrato foram idealizadas para diferentes espécies.

    Sphagnum_secaEsfagno do Chile
    O esfagno (sphagnum) pode também ser utilizada, vivo ou seco. A utilização do esfagno retirado a natureza é estritamente proibido, a venda é geralmente feita por pacotes compensados de esfagno seco (morto). O esfagno do Chile é o mais (e melhor) utilizado, cada kg representa 50 Litros depois de absorver água.

    Este Esfagno está morto, mas algumas esporas podem encontra-se e nas condições ideais simplesmente fazer brotar de novo o musgo.
    Permitindo assim utilizar esfagno vivo sem o ter retirado da natureza.

    turfa
    Turfa Loira
    A turfa é constituída de matéria orgânica, principalmente de esfagno, mal decomposta. Pobre em substâncias nutritivas e de PH ácido (3,5-4,5), ela tem o defeito de ser muito difícil de molhar quando está demasiado seca. Uma turfa de boa qualidade retorna ao seu volume inicial depois de ter sido comprimida nas palmas das mãos. Constitui a base do substrato das plantas carnívoras.

    perlite
    Perlita
    Esta sílica pura expande-se tipo pipocas e forma um granulado poroso quando aquecida a 1700ºC. Inerte e neutra, bem mais estável que a vermiculita, é a matéria ideal para aligeirar o meio. No inicia tem tendência a flutuar, fenômeno que desaparece quando já se encontra embebida em água.

    vermiculite A Vermiculita
    Esta sílica de alumínio, magnésio e fero dilata-se em folha sobe o efeito do calor. Menos inerte que a perlita e ligeiramente alcalina (PH 8), a Vermiculita é  excelente para aligeirar o substrato de plantas que necessitam uma mudança de pote frequente.

    Pouzzolane
    A Pouzzolane
    Esta rocha vulcânica é composta de basalto. É vendida sob a forma de berlindes porosos, que constituem um excelente meio de drenagem e aeração do solo. No entanto, a pouzzolana liberta minerais, que podem ser causa de problemas em algumas plantas.

    Areia

    A areia de quartzo é a única que pode ser aplicada. Não utilize nunca areia calcária, que provoca a morte da maioria das plantas carnívoras. Prefira areia grossa, a fina tem tendência a compactar.

    Rega
    Um dos elementos mais importantes continua a ser a água. É imperativo utilizar água doce, isenta de calcário e de cloro. A água da chuva é indicada, muito embora seja favorável ao desenvolvimento de algas na superfície dos vasos se a utilizarmos frequentemente.
    Para melhorar a rega podemos utilizar água “criada” por osmose inversa, bem mais limpa. Existe no mercado pequenos aparelhos que permitem “criar” essa água por um processo físico.

    A água desmineralizada para baterias ou feros de passar convêm também muito bem.

    A maioria das espécies necessita de um ambiente muito úmido durante o período de crescimento. Numa cultura com vasos, deixe os últimos embebidos em alguns cm de água. É preferível a rega na parte de baixo dos vasos do que molhando a planta. O substrato tem tendência a compactar se o regar.

    Durante o período de Inverno, deve ter o solo somente úmido. nunca ter água nos vasos. Pode nesse período regar o solo tendo cuidado de nunca molhar as plantas, os rebentos molhados são facilmente e rapidamente atacados por cogumelos. No entanto esta técnica não é aconselhada para todas as espécies, outros artigos neste site falam nas alternativas específicas a cada planta.

    A luz, intensa luminosidade
    Essencial ao crescimento porque permite a fotossíntese, a luz é um fator chave para conseguir uma boa cultura. As carnívoras, plantas pioneiras, estão em intima relação com os habitats de vegetação baixa. Com isso, elas precisam de uma forte intensidade luminosa para mostrar as suas magníficas cores e uma aparência saudável. Se excluirmos as nepenthes e as pinguicularias, que prosperam em meios com intensidade luminosa mediana, todas as outras suportam o sol direto. Cuidado no entanto ao colocar as plantas atrás de uma janela entre Maio e Setembro, o vidro pode fazer de lupa e queimar as plantas. Utilize um filtro para minimizar a intensidade.
    Colocar perto de uma janela virada a norte não é aconselhado.
    Se tiver as plantas numa estufa, uma exposição a oeste é mais favorável durante os meses de verão, devido à subida de temperatura (efeito de estufa)

    A utilização de luz artificial deve reger-se por certas regras. Escolher o tipo de iluminação adequado, existem duas possibilidades: tubo fluorescente e a lâmpada a vapor de sódio.

    Barata, e econômica em termos de energia, o tubo fluorescente á largamente utilizado pelos principiantes (e outros). Tem a grande vantagem de ser relativamente fria, não aquecendo assim em demasia as plantas. No entanto, a qualidade da luz diminua com o aumento da distancia entre o tubo e as plantas. Para um Terrarium do tamanho de um aquário até 200 L, dois tubos fluorescentes 12 horas por dia é uma boa solução.

    As lampejado de vapor de sódio aquecem e consomem muita energia, são geralmente utilizadas por especialistas e/ou para grandes superfícies.

    Comprar lâmpadas de uma marca reconhecida permite assegurar uma maior durabilidade das mesmas. As lâmpadas devem ter um valor em K. Para simular ao máximo a luz solar utilize lâmpadas com um valor superior a 6000K sendo 6500K um valor ideal.

    A temperatura
    É um parâmetro delicado, não é fácil adaptar as nossas exigências de conforto as das plantas. A maior parte das carnívoras necessita de um período de descanso invernal, entre 5-7ºC ou 12-15ºC dependendo das espécies. Esta paragem é vital para o bom desenvolvimento das plantas, sem ela, as carnívoras esgotam-se e a sua vida fica assim reduzida.

    Coloque as plantas num local pouco aquecido mas luminoso durante o Inverno, o ideal seria uma estufa.

    Em função do su habitat natural, podemos classificar as plantas em três grupos:

    Espécies Rústicas
    São aquelas que suportam as condições climatéricas das nossas regiões européias. Ideais para espaços de jardim especialmente acomodados para elas ou estufas não aquecidas. Estas espécies necessitam um grande período de descanso durante o Inverno.

    Neste grupo encontramos as dioneas, Darlingtonia, a maior parte das droseras do hemisfério norte bem como as sarracenias (algumas até suportam temperaturas baixíssimas). Algumas espécies aquáticas também podem passar o Inverno no exterior, se a água não congelar na sua totalidade, são as utricularias e a aldrovanda da América do norte.

    Espécies das zonas Temperadas
    Não suportam o gelo, mas necessitam no entanto um período fresco. É possível guardá-las numa estufa ou varanda ou até mesmo no interior se a temperatura não ultrapassar 15ºC durante o Inverno. A partir da primavera quando retomam o crescimento, necessitam de muita luminosidade para se desenvolveram saudáveis. A maioria das Carnívoras ocupam este grupo, Aldrovanda,Byblus giganteam Cephalotus, Deonea, a maior parte das droseras, Drosophyllum, Heliamphora, pinguiculia, Sarracenia, Utricularia e as Nepenthes de altitude.

    Espécies Tropicais

    Estas suportam mal as temperaturas inferiores a 15ºC. E prosperam com atmosfera saturada de umidade. São as plantas para estufa ou terrariums. Este grupo inclui as Adrovanda (tropicais) Byblis liniflora, droseras da Austrália do norte, as genliesea, nepenthes de planície.

    Aeração
    É muito importante dispor de aeração sobretudo em estufa ou terrarium, para evitar o desenvolvimento de doenças criptogâmicas devo a uma atmosfera não renovada.

    Ventilação
    Coloque aberturas no terrarium ou mesmo uma pequena ventoinha de 12V. Um modelo de ventoinha que suportasse bem a umidade seria o ideal.
    Em estufas ou marquises, abra as portas assim que a temperatura exterior o permita. Dentro de casa, entreabra a janela quando existir bom tempo e, sobretudo durante a noite, para fazer baixar a temperatura, as plantas iram desenvolver-se melhor.

    De notar que ventilação não é sinônimo de grandes movimentos de ar, as plantas não vão apreciar ventos frescos durante tudo o dia.

    Tratar com cuidado
    Para evitar problemas, temos que estar atentos e limpar as plantas. Geralmente todo e qualquer fragmento de planta seco devem ser retiradas. As partes secas têm tendência a apodrecer rapidamente, especialmente numa cultura em vasos, sem grandes movimentos de ar. Assim que alguma parte da planta começa a apodrecer, devemos retirá-lo imediatamente. Os restos de insetos também devem ser retirados, visto poderem também ser atacados por fungos, propagando-se para as plantas levando à morte.

    As urnas da sarracenia secam durante o Outono, e são frequentes ataques de parasitas, para evitar esses ataques é preferível cortar as urnas deixando as partes estreitas e verdes.

    As algas e musgos (não confundir com o esfagno) abafam as plantas, retirar as plantas do seu vaso para um novo, evita esse problema. Este fenômeno atinge todas as espécies de tamanho modesto como também as sementes.
    Bem que as plantas Carnívoras desenvolvem se em ambientes úmidos, poucas suportam ser vaporizadas com água (a não ser a nepenthes) e muito menos regadas. A rega deve ser feita por baixo quer nos vasos quer no terrarium.

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    esfagno

    O Esfagno ou Sphagnum é muito utilizado na cultura de Plantas Carnivoras (e não só, também nas orquídeas por exemplo). Mas não é muito fácil de comprar (encontrar à venda).

    É uma espécies protegida, a sua recolha é estritamente proibida.

    As “turfeiras” e todo o seu eco sistema dependem diretamente do esfagno e esta “planta” é de crescimento muito, muito, lento. Vários séculos são necessários para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de outras plantas (incluindo as plantas carnivoras) nessas “turfeiras”.

    Se é ilegal a sua recolha, como é que se consegue encontrar à venda?

    Bem, primeiro, muitas coisas ilegais se encontram à venda na internet , por isso tente verificar que a loja que lhe vende é credível, não compre se têm dúvidas da sua origem (pergunte antes de comprar). Muito embora existem países onde a sua recolha e exploração é permitida mediante uma licença estatal.

    Também é possível obter Sphagnum comprando plantas carnívoras online, muitos vendedores envolvem as raízes em esfagno vivo em vez das enviar com vaso.

    Resumindo, nunca recolha esfagno na natureza aliás, como qualquer planta.
    O melhor é comprar a “cultivadores”, pessoas que mantêm esfagno em casa e o vendem. Ou melhor, trocam por alguma plantas carnívora.

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    ibicella-1

    Família: Pedaliaceae
    Origem: Brasil, Austrália, EUA
    Tipo Armadilha: Passivo
    Dimensão: de 13 a 50cm
    Temperatura: 15-30ºC (Verão) planta de verão
    Substrato: 70% de terra para jardim e 30% areia
    Luminosidade: Direta
    Umidade: 50-70%
    Dificuldade: Fácil, plantar ou semear na primavera como uma planta normal.

    Esta planta vive em zonas semi desérticas, encontrando se perfeitamente adaptada a esses solos. Aproveita a pouca umidade do ar para sobreviver durante o verão. Sendo uma planta anual, as sementes voltam a fazer “renascer” a planta na primavera seguinte.

    De um aspecto semelhante a um arbusto com folhas redondas de 10cm de diâmetro. As flores de 2 a 3cm, de um amarelo vivo com pontos avermelhados são muito decorativas.
    Uma flor muito bonita sem dúvida. A planta produz um fruto com 5cm que dispõe de um “corno” retorcido com 10 cm, dai o nome de “unhas do diabo”.

    Esta planta é uma infame caçadora de mosquitos.

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    Como captura as presas
    Esta planta é passiva na forma como captura os insetos. Atua como um vulgar papel “caça moscas” semelhante à byblis ou drosophylle. Os insetos ficando colados à planta ao simples contato. A planta está recoberta de pelos transparentes, finos e muito perto uns dos outros. Alguns segregam um muco, outros têm a função digestiva.

    Não rege a planta em demasia, deixe o solo semi-seco ou mesmo seco. A planta retira do ar a umidade, pode por isso vaporizar se tal for necessário, ou pelo menos deixar secar entre as regas.

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    caule voluvel

    É a coluna principal do vegetal, geralmente aéreo, com ou sem clorofila.

    A sua função é sustentar as folhas, flores, ramos, e frutos, ligá-los às raízes e conduzir a seiva (água e sais minerais).

    Os caules são classificados em: aéreos, subterrâneos e aquáticos.

    1 – Aéreos
    Encontram-se em contato direto com o ar atmosférico.

    Classificam-se em:

    Eretos: desenvolvem-se verticalmente.
    Tronco: mais ou menos cilíndrico, resistente e ramificado. Pode atingir grandes alturas. Ex.: mangueira, abacateiro, laranjeira, etc..

    Haste: pequeno, pouco resistente. Ex.: caule da couve, do feijão, etc..

    Estipe: é cilíndrico e sem ramificações. Ex.: caule da palmeira.

    Colmo: é cilíndrico e apresenta nós bastante nítidos. Podem ser oco (ex.: bambu) ou cheios (ex.: cana de açúcar)

    Rastejantes são caules que crescem horizontalmente sobre a superfície do solo e são poucos resistentes. Podem apresentar raízes adventícias. Ex.: morangueiro, aboboreira etc.

    Trepadores são os caules das plantas conhecidas como trepadeiras. Podem ser:

    Sarmentosos: apresentam elementos de fixação como, por exemplo, as raízes adventícias. Ex.: ervilha, feijão etc.

    2 – Subterrâneos
    Localizam-se sob o solo. Entre eles estão: rizomas, tubérculos e bulbos.

    Rizomas são caules que se desenvolvem sob a superfície do solo, horizontalmente, produzindo raízes e elementos aéreos. Ex.: banana, samambaia, etc.

    Tubérculos são caules subterrâneos que armazenam substâncias nutritivas. Ex.: batatinha. Uma maneira de se distinguir raiz de caule subterrâneo está na presença de gemas nos caules (”olhos”), que não são encontradas na raiz.

    Bolbos são caules envolvidos por um conjunto de folhas dispostas circularmente. Ex.: cebola.

    3 – Aquáticos
    São capazes de absorver a água através da epiderme.

    Alguns caules apresentam modificações a fim de se adaptarem a uma determinada circunstância. Entre os tipos de caules estão: gavinhas, espinhos e cladódios.

    Gavinhas são ramos modificados para a fixação. Ex.: videira.

    Espinhos são ramos endurecidos e pontiagudos. Ex.: laranjeira. Os espinhos estão fortemente ligados ao caule, ao contrário dos acúleos que são facilmente destacáveis. Ex.: roseira.

    Claudódios são caules compridos que assumem a função e o aspecto da folhas quando estas faltam. Ex.: figo-da-índia.

    adubos

    planta

    As principais partes de planta são: raiz, caule, folha, flor, fruto e semente. A seguir detalheramos cada uma das partes da planta:

    Raiz
    Esta é a parte responsável pela alimentação. É através da raiz que a planta absorve água, sais minerais e conduz matéria orgânica até o caule. Ela funciona também como “dispensa”, guardando reservas de nutrientes. As raízes podem ser subterrâneas (sob o solo), aquáticas (submersas na água)ou aéreas(nem na terra, nem dentro da água).

    Caule
    É a espinha dorsal da planta, mantendo-a ereta. O caule tem várias denominações. Nas árvores, chama-se tronco; haste nas plantas rasteiras e tenras; estipe, nos coqueiros e palmeiras; e colmo, quando dividido em nós e entre-nós. O caule pode, ainda, ser chamado estolão, nas suculentas e trepadeiras e, quando modificado, é conhecido por rizoma, bulbo, gavinha ou espinho.

    Folhas
    As folhas são responsáveis pela fotossíntese, respiração e transpiração, funções primordiais de um ser vivo do reino vegetal. Geralmente são constituídas de lâminas e pecíolo (cabinho que a une ao caule), e apresentam-se de várias formas; lineares, oblíquas, lanceoladas, etc. Uma folha pode ainda ser simples (só uma lâmina) ou composta. A distribuição no caule é normalmente, alternada, composta ou verticulada. Em alguns casos suprindo a planta, até que ela consiga produzir seu próprio alimento, ou servindo como proteção (assume a forma de espinhos), a folha para bem cumprir sua função deve estar viçosa, limpa e bem nutrida.

    Flor
    Quando uma flor desabrocha significa que está pronta para reproduzir-se. Com a parte masculina (estames) e a feminina (pistilo ou estigma e ovário) perfeitamente estruturadas, os agentes da natureza conseguem depositar o pólen no estigma fecundando óvulo e ovários. Quando uma planta “dá flor”, está em sua fase mais crítica, pois direciona toda a energia à esta atividade.

    Fruto
    É o ovário fecundado que incumbe-se de proteger a maior riqueza de uma planta, a semente, guardando-a em seu interior. Homens e animais que se alimentam dele, transportam sementes para outros locais, ampliando a proliferação das espécies.

    Sementes
    Possuem reservas de alimento, para possibilitar que a planta germine e cresça até ter folhas e poder realizar a fotossíntese. Para brotar, algumas dividem-se em duas, como o feijão e a soja, outras se mantém inteiras, como o milho e o arroz. Sua função é de preservar a espécie, através da multiplicação seminal. Ligadas entre si, todas as partes da planta trabalham em um sincronismo perfeito. Assim, procure tratá-las com o devido cuidado, garantindo a vitalidade e o bom desenvolvimento de sua planta.

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    As plantas carnívoras são frutos da evolução de certas espécies que buscaram uma forma de sobreviver nos solos pobres em nutrientes orgânicos. Essas plantas passaram a retirar do ambiente o complemento alimentar que a terra não lhes fornecia. As primeiras plantas carnívoras que surgiram na Terra desenvolveram métodos para aprisionar e digerir animais e, assim, utilizar suas proteínas – ricas em nitrogênio – como fonte de nutrientes.

    Acredita-se que as plantas carnívoras evoluíram a partir de plantas que capturavam parasitas para se defender deles, como no caso do Plumbago. Os insetos ficavam presos nas glândulas colantes das folhas e, com o tempo, morriam e apodreciam. Daí, as novas carnívoras especializaram suas folhas, distribuindo glândulas colantes por toda sua extensão para melhor capturar as presas. O interessante é que elas evoluíram também para atrair as presas. Dessas folhas colantes, de ação passiva, evoluíram folhas de ação ativa, mais complexas, como as armadilhas da Dionaea (dionéia), os ascídios das Nepenthes e Sarracenia e até as esquisitas armadilhas subterrâneas/aquáticas da Utricularia e Genlisea.

    Em um certo ponto, as enzimas que normalmente realizam a digestão de proteínas em sementes teriam sido transferidas para outras regiões da planta, assim se especializando na digestão das pragas capturadas, tornando-se plantas competitivas nos solos pobres em nutrientes. Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo. No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes. Somos o segundo país do mundo a possuir mais espécies de carnívoras; o primeiro é a Austrália. Aqui, elas crescem principalmente nas serras e chapadas. Podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia.

    As plantas carnívoras crescem em solos pobres em nutrientes – a maioria em solos encharcados (como brejos), de pH baixo (ácido), às vezes pedregosos. Ao contrário das flores, que atraem e às vezes até prendem insetos para garantir a polinização, as plantas carnívoras têm como comportamento típico a necessidade de atrair, capturar e digerir pequenos seres do reino animal. Muitas carnívoras atraem suas presas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com formas, cores, substâncias químicas e odores. Outras se aproveitam dos padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores.

    É comum encontrarmos na literatura o nome “insetívora” para estas plantas, mas muitos dos estudiosos sobre o assunto discordam e afirmam que tal termo não é correto. Insetos são o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta das carnívoras pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias) e, ocasionalmente, pequenos vertebrados como sapos, pássaros e roedores.

    As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, podendo chegar a meio metro de altura cada e armazenar até 5 litros de água! Estas plantas com freqüência capturam presas grandes. Na verdade, supõe-se que os vertebrados tornam-se presas acidentalmente: ao procurar por insetos presos nas armadilhas, em busca de alimento, os mais debilitados não conseguem escapar e acabam passando de predador à presa. De jaulas a folhas colantes há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas:

    * As armadilhas “jaula” – são as mais famosas por ser a própria representação da ação carnívora por meio de vegetais! As folhas são divididas em duas partes, como se fosse uma boca, com gatilhos no interior. Ao ser tocado pelo inseto, o gatilho aciona um mecanismo que fecha as metades da folha em incríveis frações de segundo. Elas só voltam a se abrir após as enzimas terem digerido o animal. A propósito, tais enzimas proteolíticas são fracas e, por isso, inofensivas à pele humana e aos animais de médio e de grande porte. Esse tipo de armadilha é encontrado na Dionaea (Dionéia) e Aldrovanda. A dionéia é a mais popular e ativa das plantas carnívoras; tem folhas de 8 a16 centímetros. O inseto capturado é digerido pelas glândulas digestivas da folha da dionéia durante 5 a 15 dias.

    * Armadilhas de “sucção” – são utilizadas por todas as espécies de Utricularia, pois elas vivem submersas em água doce ou brejos. Essas espécies possuem pequenas ‘bolsas’ (utrículos), cada qual com uma minúscula entrada cercada por gatilhos que quando estimulados provocam a abertura dessa entrada. Em razão da diferença de pressão entre o interior e o exterior da ‘bolsa’ quando a entrada é repentinamente aberta, tudo ao redor é sugado para dentro, incluindo a presa que estimulou o gatilho.

    * Armadilhas do tipo “folhas colantes” – são as mais simples e encontradas em algumas famílias sem parentesco próximo. Basicamente, são glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou até pela planta toda. As presas são, na maioria das vezes, pequenos insetos voadores. Esse tipo de armadilha é encontrado em Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum. Dentre estas, a Drosera apresenta movimento nas glândulas, às vezes na folha toda, enrolando-se sobre a presa para colocar mais superfície em contato com ela, de forma a ajudar a digestão e a subseqüente absorção. Com folhas de 2 a35 centímetros, com longos pêlos glandulares, semelhantes a tentáculos que segregam líquido pegajoso, brilhante e com odor de néctar, elas se curvam para prender os insetos e raramente reagem a um movimento que não seja o de uma presa em potencial. Quanto mais o inseto se debate, mais preso fica pelo líquido viscoso, que contém as enzimas digestivas. Os nutrientes do animal são absorvidos em cerca de 5 dias. Após isso, a folha se desenrola, pronta para nova captura.

    *Ascídios – são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, que se parecem urnas ou jarras, com uma entrada no topo e um líquido digestivo no interior. Também podem estar presentes em algumas famílias sem parentesco próximo: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia, etc. Capturam desde pequenos vertebrados até minúsculos invertebrados. As presas caem no líquido digestivo, ali se afogam e são digeridas. Seus restos se acumulam no fundo, às vezes enchendo a armadilha até o topo! A Darlingtonia, por exemplo, é popularmente chamada de planta-jarra. As folhas, inicialmente delgadas, adquirem forma tubular. As maiores chegam até 90 centímetros de comprimento, assumindo finalmente o aspecto de jarra, com ápice alargado. A jarra é provida de nervuras vermelhas e funciona como armadilha. Os insetos caem no líquido que se acumula no interior da urna em função da cera adesiva que existe na parede interna da parte superior da jarra. Esta espécie é encontrada normalmente em barrancos úmidos e nas margens dos rios. Sua principal característica é o fato de usar bactérias para fazer a digestão dos insetos que aprisiona.

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    solo-organico

    1. As plantas se desenvolvem melhor, com maior quantidade de raízes e portanto com maior capacidade de absorver nutrientes e água do solo.

    2. As águas de chuvas e regas penetram melhor no solo por causa da adição de composto orgânico, não ocorrendo os perigos da erosão superficial com a perda de nutrientes.

    3. A temperatura do solo no verão mantém-se mais estável por causa da presença de matéria orgânica e também mantém estáveis os níveis de pH. Isto quer dizer que o calor do sol não afetará as raízes igual ao que acontece em solos arenosos com pouco composto.

    4. Sementes de inços e invasoras não germinam no composto por causa da elevação da temperatura, então seu aparecimento será esporádico, trazido por pássaros ou mudas de plantas adquiridas.

    5. A presença deste material orgânico aumenta a atividade benéfica de microorganismos que favorecem as plantas.

    6. Quando o composto é feito da maneira como recomendamos, isto é, com o processo esquentando o material, os fungos que ocasionam as doenças das plantas em geral não sobrevivem.
    No entanto, se o jardineiro reparar que a planta está obviamente doente, não colocar na compostagem, será melhor queimá-la para evitar a contaminação do produto.

    fertilizar

    planta de interior

    Quem não gosta de ter por perto uma bela planta? Até mesmo dentro de casa é possível cultivar algumas espécies, no entanto é importante tomar alguns cuidados na escolha do local: observe se a área escolhida fica próxima às janelas e cuide para que as cortinas e vidros fiquem um pouco abertos parte do dia garantindo assim iluminação e circulação de ar.

    Algumas espécies são mais adequadas para ambientes internos como Raphys, Pleomele, Phoenix, Philodendros, Sagifragas (espada-de-São-Jorge e Lança de Santa Rita), Yucca, Chamaedoria e Dracena. Ao adquirir a planta observe se o vaso é de um tamanho adequado, pois nenhuma planta será “feliz” em um vasinho apertado. Os vasos devem ter a partir de 50 cm de diâmetro para acomodar as espécies recomendadas.

    Antes de plantar, fazer a drenagem com manta sintética (bidim) e argila expandida ou brita. O vaso de primeira linha sempre tem um acabamento para esconder a terra, podem ser pedriscos, cascas de árvore, herinha anã ou dinheiro em penca.

    Phoenix e gerânios servem para o Brasil todo, a Phoenix não precisa de sol direto pode ser colocada em uma varanda com face sul desde que tenha bastante luz, os gerânios já gostam de bastante sol e não suportam muita umidade nem excesso de calor.

    Se o seu terraço dá para o por do sol e não toma muita chuva vale a pena tentar os gerânios… Estarão sempre floridos, tem um leve perfume e o chá das suas folhas é excelente para os sintomas da menopausa!

    Os cuidados de tratamento são simples: no plantio colocar calcário na terra, a cada seis meses é recomendável colocar esterco ou adubo químico seguindo a receita do fabricante.

    Regar de acordo com a temperatura ambiente e umidade do ar, em locais frios molhar duas vezes por semana, nos mais quentes três vezes, sem encharcar o solo, lembre-se que é mais fácil matar uma planta por excesso do que por falta d`água.

    Quando for viajar monte um irrigador “automático” caseiro com garrafa pet: faça um furo na tampa para permitir o gotejamento, faça um furo no fundo para a entrada de ar, encha a garrafa, coloque a tampa e enterre a parte da tampa na lateral do vaso, dessa forma o vaso ficará úmido durante sua viagem.

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