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  • Antes de comprar as ferramentas para o cultivo de bonsai, avalie a necessidade de acordo com seu nível de experiência.

    Assim como o cultivo e o cuidado com qualquer planta, a arte oriental também exige o uso de ferramentas apropriadas.

    Algumas são indispensáveis e outras apenas complementares ou indicadas para quem já possui conhecimento avançado e destreza para manipular casa uma. As ferramentas especiais para bonsai, embora pareçam algo extravagante, são realmente ideais para as características dessa técnica.
    As mais importantes são as tesouras e os alicates. Um iniciante pode perfeitamente começar apenas com uma tesoura média e um alicate de corte lateral e outro esférico. Com o tempo, vale a pena adquirir tesouras de poda delicadas, para cortar as raízes, para podas rápidas (de formação) e até mesmo uma menor, para desfolha. Também recomenda-se adquirir uma boa pinça, um canivete ou uma lâmina afiada e um jogo de escovas (aço, cobre e náilon).

    Limpas e bem guardadas

    Para cuidar bem do bonsai, além de adquirir ferramentas adequadas e de boa qualidade, também é importante saber limpá-las e acondicioná-las, de forma que não tenham seu tempo de vida útil reduzido e não se transformem um veículo de transmissão de pragsa e doenças.

    Quando colocadas em locais úmidos ou sob a ação do tempo, têm seu período de uso diminuído por fatores como a ferrugem e a perda de corte.

    Para garantir durabilidade e máxima eficiência, é muito importante higienizá-las corretamente após serem empregadas em tarefas relacionadas à arte oriental. Há diversas formas de esterilização, sendo que a escolha dependerá do tipo de material que o instrumento é feito. As de aço, por exemplo, podem ser esterilizadas com solução com 2% de água sanitária e devem ser lubrificadas. O processo é simples, rápido e não requer produto diferenciado, apenas um pano seco e spray lubrificante.

    O primeiro passo é limpar e secar bem a ferramenta, retirando qualquer resíduo que possa ter aderido a ela. Depois aplique um jato de spray lubrificante e retire o excesso com um pano.
    No entanto, ainda existem cuidados específicos para prolongar sua duração. No caso de das de cabo de madeira, é necessário cuidado especial com a umidade para que não apodreçam. Vale a pena dispensar um tempo para cuidar das ferramentas e garantir eficiência e resistência.

    ferramentas 2

    Aprenda a utilizá-las
    Abaixo, separadas por prioridade, as ferramentas importantes para cada tarefa relacionada à técnica oriental.

    * Aramação
    Relevante –
    alicate para dobra de arame
    Secundários – alicate para corte de arame (7) e suporte para rolos de arame

    * Transplantes
    Fundamental – hashi (4)
    Relevantes – tesoura para poda de raízes (11), conchas para substratos e rake (1)

    * Manutenção Geral
    Fundamentais –
    pinças, chuveirinho de crivo fino para mangueira e borrifador (de preferência de pressão por bombeamento manual)
    Relevantes – escovas (náilon, cobre e aço) (3) conta-gotas e medidores de volume (para adubo líquido, inseticidas e fungicidas), escovinha para limpeza do substrato e regador com crivo ou bico estreito,

    * Podas e esterilização
    Fundamentais –
    tesoura de tamanhos variados (9, 10 e 12) e alicate de corte lateral (5)
    Relevantes –
    tesoura para poda com mola, para desfolha (2) e alicate esférico bola (8)

    * Jin e Shari
    Fundamentais –
    canivete ou lâmina rígida bem afiada (algumas pinças possuem, na parte de trás, uma lâmina que serve para esta finalidade (13) e alicate (6)
    Secundários –
    formão, microrretífica elétrica e maçarico pequeno

    * Propagação
    Fundamentais –
    canivete ou lâmina rígida bem afiada (13) e pinça
    Relevante – abraçadeira plástica

    borboletinha2

    Acer Palmatum

    Saiba como adquirir um bom exemplar de Bonsai

    Não é difícil encontrar vasos com bonsai em estabelecimentos comerciais, que vão desde lojas especializadas na arte oriental e viveiros até supermercados e floriculturas. Para um iniciante, nada melhor do que ter sua planta para colocar em prática todo conhecimento adquirido em cursos e livros.
    Mas antes de colocar a mão no bolso, é importante atentar para questões relevantes, que abrangem do local da compra à espécie e suas características. A escolha é muito pessoal, no entanto, algumas regras básicas devem ser seguidas para evitar aborrecimentos.

    Observar o lugar onde a planta será comprada é o primeiro passo. Verifique sua procedência, colha informações com um profissional da área e prefira lojas idôneas e que ofereçam assistência pós-venda, ajudando o cliente com dicas de cultivo ou dúvida que podem surgir após sua obtenção.
    É necessário conferir a organização e a disposição dos exemplares e analisar o zelo e o cuidado com eles.

    Algumas espécies são mais indicadas para os principiantes porque são mais fortes, resistentes e fáceis de serem encontradas. As nativas como a jabuticaba (Myrciaria cauliflora), pitanga (Eugenia uniflora), cereja-anã (Eugenia matosi), caliandra (Calliandra spp) e pithecolobium (Pithecolobium tortum). Quanto às de fora do Brasil são, fícus (Ficus spp) e celtis (Celtis spp). Ainda há o buxinho (Buxux sempervirens) e piracanta (Pyracantha spp). Elas crescem rápido e o resultado aparece em pouco tempo. Animando e entusiasmando seu proprietário. A piracanta tem uma beleza especial, porque possui frutos bonitos.

    Algumas são menos recomendadas porque exigem técnica apurada e o cultivo é mais trabalhoso. Nesse grupo, estão as plantas de clima frio, como os pinheiros e outras coníferas. Evite começar na arte bonsaísta com pinheiro-negro (Pinus thumbergi) e junípero (Juníperus spp), por exemplo.

    Avaliação da planta

    Depois de encontrar um local adequado para a compra e a espécie que mais aprecia para iniciar o aprendizado, é hora de analisar a planta, averiguar se está saudável e se realmente é adequada para a prática do bonsai. É importante considerar o potencial de trabalho futuro.

    O ponto principal da avaliação é o nebari*, ou seja, a junção das raízes com o tronco. É preciso que esteja forte, com raízes do mesmo tamanho e bem enraizado. Já o tronco deve começar grosso e afinar à medida que chega ao topo, conferindo equilíbrio e conicidade, o primeiro terço inferior do tronco precisa ter movimento, de preferência suave e orgânico, com ausência de cicatriz ou marca de aramado.
    Essa área da base varia de acordo com a espécie. No junípero, por exemplo, o importante é que tenha movimento no tachia-gari**.  Já no fícus, quanto maior o diâmetro e mais equilibrado o nebari, melhor.

    Um nebari não harmônico necessita de muito trabalho e tempo para correção, desvalorizando a mini-árvore.

    A folhagem é uma referência de saúde da planta. Procure aquelas sem folhas amarelas, manchas ou alterações de tonalidade.  Atente para a cor natural, se o verde estiver diferente, é sinal de que ela pode estar debilitada, com as escassez ou de algum nutriente.

    Essas estruturas abrigam pragas e são indicadores de doenças. Então, observe bem as faces superior e inferior da folha e ainda os brotos novos. Evite comprar exemplares que apresentem insetos, ferrugem ou uma substância similar a areia na folhagem.

    Dimensões

    A técnica oriental estabelece algumas proporções. Uma planta harmoniosa, quando olhada por todos os lados, oferece boa distribuição de galhos e o formato da copa deve ser cônico ou triangular, sem demonstrar as podas. As flores e os frutos também precisam ter tamanhos compatíveis, respeitando a estética do bonsai.

    Antes de começar a caracterizar a pequena árvore, os galhos altos precisam ser podados até que diminuam o crescimento e fiquem baixos. Esse fato aliado a um nebari bem distribuído garante a qualidade artística.Quando a planta possui bastante ramificação, significa que foi muito trabalhada e, com isso, deve parecer mais velha. Há algumas com 50 anos que não traduzem nada e outras com 10 anos que foram muita trabalhadas e ganham aspecto de velhas.

    Na visão moderna, a regra para verificar a proporcionalidade do bonsai é de duas ou três vezes a altura em relação ao tronco. Sendo assim, um exemplar com 10 cm de nebari deve ter, no máximo, 30 cm de altura.
    Antigamente essa analogia era de cinco a sete vezes a altura em relação ao tronco, ou seja, se a árvore tivesse 10 cm de nebari deveria apresentar no máximo, 70 cm de altura.

    Aprofundar o conhecimento

    Ao comprar um bonsai é essencial buscar informações sobre a espécie e verificar se o local onde ele deve ficar é compatível com suas necessidades. De modo geral, essas plantas necessitam de muita água, bastante luminosidade e exposição solar mínima de quatro horas diárias.
    Se a pessoa não souber cuidar, ele morrerá. É importante, sempre, pesquisar sobre a rega, adubação, poda e iluminação antes de ir a uma loja. O bonsai é uma arte de mão dupla. Você modela a árvore e ela o modelo.

    * junção das raízes com o tronco. É a parte mais importante do bonsai

    ** primeiro terço inferior do tronco

    Boa sorte com o cultivo do seu bonsai!

    corujinhas

    Juniperus chinensis (Small)

    Akadama – argila vulcânica granulada utilizada como substrato
    Ara-kawacho – árvore com a casca áspera e enrugada
    Ara-ki – árvore coletada recentemente e utilizada como material para bonsai
    Daiki – planta-mãe
    Eda-jin – jin feitos artificialmente
    Eda-nuki – remoção de galhos indesejáveis
    Eda-uchi – galhos distribuídos com harmonia
    Eda-zashi – poda dos galhos
    Gobo-ne – pó das raízes
    Há-gari – pinçagem das folhas
    Hamizu – pulverizar as folhas com água
    Hankan – tronco muito serpenteado
    Hariganekake – aramar
    Ha-zashi – poda das folhas
    Honbachi – bandeja para bonsai
    Ishitsuki – agarrado à rocha
    Jin – galho morto ou seco que permaneceu na árvore
    Ju-sei – crescimento da árvore
    Ju-shin – topo da árvore
    Kanju – árvore decídua
    Kannuki-eda – galho mal formado que deve ser eliminado
    Kansuic – rega
    Karikomi – poda de galhos e folhas
    Kesho-tuschi – solo decorativo
    Keto-tsuchi – turfa
    Ko-eda – árvore com extremidades muito graciosas
    Kokejun – tronco afunilado
    Komochi – bonsai com troncos gêmeos
    Kuro-tsuchi – terra preta
    Kuruma-eda – ramo mal formado que deve ser cortado ou eliminado
    Mame – bonsai com altura máxima de 10 cm. Medida que pode variar conforme o autor usado como referência
    Meiboku – bonsai muito velho ou antigo
    Me-tsumi – pinçar a folhas com as unhas
    Mi-momo – bonsai que produz frutos
    Misho – mudas obtidas a partir de sementes
    Misho-momo – bonsai cultivado a partir de sementes
    Mizu-gire – demasiadamente seco
    Misu-goke – musgo
    Nebari – junção das raízes com o tronco. É a parte  mais importante do bonsai
    Ne-zashi – corte ou poda de raízes
    Oki-goe – fertilizante em grãos ou em pó
    Oyake – planta-mãe utilizada na técnica da alporquia
    Reboku – bonsai velho e antigo
    Sabi – aparência de antigo
    Sankan – árvore com três troncos: pai, mãe e filho
    Sashi-ho – estaca utilizada para propagação
    Sashi-ki – propagação a partir de estacas
    Seishi – bonsai em fase de educação
    Sentei – plantio de árvores
    Shari – madeira morta do tronco
    Sharimiki – árvore com tronco descascado
    Shizen – naturalidade
    Shohaku – árvores coníferas
    Shohin – bonsai com, no máximo 15 cm de altura. Medida que pode variar conforme o autor usado como referência
    Suiban – bandeja utilizada no cultivo de penjing e saikei
    Tachia-gari – primeiro terço inferior do tronco
    Tangei – material para bonsai
    Tekishin – remoção de gemas e brotos
    Tocho-shi – galho ou ramo com crescimento muito grande
    Toriki – técnica de obter bonsai a partir da alporquia
    Toriki-momo – bonsai obtido por meio de alporquia
    Tsugi-ki – técnica de obter bonsai através de enxertos
    Uro – concavidade feita ou existente na planta
    Wabi – completo
    Yamadori – plantas coletadoras na natureza para fazer bonsai

    joaninha

    curcuma (Small)

    Nome científico: Curcuma alismatifolia
    Nomes populares: Cúrcuma e açafrão-da-cochinchina
    Origem: Cochinchina
    Porte: De 40 cm a 60 cm de altura
    Folhas: Marcadas por nervuras paralelas, de cor verde-azulada com uma faixa arroxeada ao longo da nervura central
    Folhas: As inflorescências aparecem em espigas terminais, dispostas sobre escapo floral rígido, bem acima da folhagem,com brácteas de cor rósea, protegendo as flores lilases
    Solo: Bem estercado
    Cultivo: Em jardins, formando maciços, e como planta de corte
    Clima: Quente
    Luminosidade: Pleno sol ou meia-sombra
    Irrigação: Frequente
    Dificuldade de cultivo: Não tolera geadas
    Multiplicação: Por rizomas, separados no Inverno e plantados na Primavera
    Curiosidades: Pode ser utilizada na culinária, já que ela se extrai o açafrão, e na medicina, pois apresenta ação anti-séptica, antiinflamatória e cicatrizante

    cestinha-de-flores6

    lantana pendente (Small)

    Nome científico: Lantana sollowina
    Nomes populares: Lantana-chorão e lantana-montevidéo
    Origem: Sul da América do Sul
    Porte: De 0,50 m a 1 m de altura
    Folhas: Opostas, rugosas e marcadas pels nervuras,com margens dentadas
    Flores: Pequenas e róseo-arroxeadas ou brancas. Formadas no Inverno e no Verão
    Solo: Rico em matéria orgânica
    Cultivo: Em vasos e jardineiras, como planta pendente,formando maciços ou renques e como planta isolada
    Clima:
    Ameno
    Luminosidade: Pleno sol
    Dificuldade de cultivo: Nenhuma
    Multiplicação: Por sementes e estaquia
    Curiosidade: Esta planta aprecia o frio

    corujinhas

    Salvia Leucantha
    Nome científico: Salvia leucantha
    Nomes populares: Sálvia-do-méxico; Sálvia-bicolor e Sálvia-branca
    Origem: México
    Porte: De 50 cm a 90 cm de altura
    Folhas: Linear-lanceoladas, pubescentes e branco-lanígeras na face de baixo
    Flores: Arroxeadas e branco-lanígeras, dispostas em inflorescências longas. Formadas no decorrer de todo o ano
    Solo: Fértil
    Cultivo: Em conjunto isolados e formando bordaduras. Ocasionalmente, em vasos
    Clima: Quente
    Luminosidade: Pleno sol
    Irrigação: Moderada
    Dificuldade de cultivo: Nenhuma
    Multiplicação: Por estaquia
    Curiosidade: Suas flores são muito procuradas  por pássaros, como beija-flores e sebinhos

    pássaro marrom

    jardim

    1- Como montar:
    Um pequeno jardim pode ser composto por alguns vasos ou por pequenos canteiros delimitados com toras, tijolinhos inclinados, dormentes… Plantam-se neles espécies de médio e pequeno porte como azaléias, viburnos, gardênias, camarão, murtas podadas, buxinhos bolas, íris, moréias, spatifilum ou lírio da paz, e como forrações rabo-de-gato, evolvulo, dinheiro em penca e mini grama preta que são as espécies mais fáceis de cuidar. Tome o cuidado de verificar quanto de sol a área recebe antes de escolher as espécies e pergunte ao vendedor qual escolher em função do tempo de sol da sua área. Ãreas bem ensolaradas não têm restrições.

    Após o plantio, manutenção e adubação corretas terá plantas saudáveis e floridas.

    2- Para plantar:
    A terra deve ser boa. Quando muito vermelhas são argilosas e se compactam muito devendo ser misturadas com areia e muito húmus. Prefira as terras escuras, de cor marrom café. Sempre misturá-la com um pouco de areia e húmus ou esterco curtido de curral, se for de galinha, use pouco! Colocar também calcário na proporção de 150 g por metro quadrado de jardim, farinha de ossos e torta de mamona na mesma proporção.

    3- Para cuidar:
    A a
    dubação: deve ser feita, no mínimo duas vezes por ano, em Julho / Agosto. Se você for cuidadoso (a) e quiser, pode usar adubo químico, a cada três meses em pequena quantidade de NPK 10-10-10 (folhagens) e 4-14-8 (para floração), atentando sempre para a receita da embalagem.

    Ferramentas básicas:
    1 tesourão de poda de arbustos;
    1 tesoura de poda para galhos;
    1 maquina de cortar grama de fio de nylon;
    1 pasinha de mão com ponta fina (se for uma área maior é melhor ter 1 enxadão para abrir covas e 1 enxada para acertar o terreno);
    1 pulverizador de 1 litro para prevenir pragas ou mesmo para borrifar água nas folhas.

    No dia a dia, regue em dias alternados, ou a cada dois dias se o seu clima for úmido. Corte com a tesoura todos os galhos e folhas secas e verifique pragas ou insetos.

    Tratá-lo sempre com carinho que ele retribuirá muitas alegrias… Estes são os cuidados básicos para ter um lindo jardim.

    jardineiros

    begonia

    As begônias são lindas flores cuja profusão de tonalidades as tornam ideais para a decoração da casa. Podem ser encontradas nas cores: branca, rosa, amarela, salmão, vermelha e outras cores intermediárias.

    As begônias podem ser utilizadas também no paisagismo, colocadas em vasos, num terraço ou no jardim. Necessitam de troca anual e alguns cuidados especiais.

    As espécies de begônias
    As melhores espécies para o cultivo em vasos são: Begônia sarmentosa (Begonia sarmentacea), Begônia de folha (Begonia x sementacea) e Begônia olmo (Begonia ulmifolia) ou prateada (Begonia venosa).

    Para canteiros anuais recomenda-se a Begônia- cerosa (Begonia semperflorens), com época ideal para plantio no mês de abril.

    Clima ideal para o cultivo das Begônias
    As Begônias para vasos são plantas tropicais muito delicadas. Preferem clima entre 20°C e 28°C e não gostam de ventos.

    Já as Begônias-cerosas de canteiros preferem um clima mais ameno e não toleram bem as chuvas de verão, pois “melam”.

    Como se deve plantar Begônias
    Para plantar a Begônia é necessário que o local seja bem drenado. Prepare uma mistura de 1/3 de areia, 1/3 de terra comum e 1/3 de húmus e acrescente também um pouco de esterco de curral.

    Para cultivar begônias em vasos é necessário transferi-las para um vaso maior sempre que crescerem muito ou dividi-las em vários vasos, mas atenção, nos pequenos vasos suas raízes vão se entrelaçando umas nas outras bloqueando a passagem de água e nutrientes. Transplante-a quando crescerem mais que dez centímetros. Uma hora antes de transplantar regue o vaso para que sua terra não “desmonte na hora de tirar a planta.

    Como se deve cuidar das Begônias
    Semanalmente retire folhas e galhos secos e uma vez por ano, na primavera faça uma poda drástica para incentivar a brotação de novos ramos. Corte sempre acima de uma folha e na diagonal.

    Adube a cada dois meses. Cubra em torno das begônias com dois centímetros de substrato rico em matéria orgânica ou lascas de madeira para manter a umidade. Se as folhas ficarem marrons, é preciso aumentar a umidade do solo.

    Ãcaros e fungos podem atacar as begônias já que elas só florescem em ambientes úmidos. Se isso acontecer procure orientação em lojas especializadas em produtos para controle de pragas, ou um agrônomo.

    Deixe um espaço de tempo entre as regas para que a terra seque um pouco, especialmente no inverno.

    Quando for regar as begônias, não molhe suas folhas, apenas o solo. Também é importante que os vasos tenham aberturas para escoar a água não absorvida pelas plantas.

    Com estes cuidados, você terá Begônias lindas enfeitando seu terraço ou seu jardim já que elas florescem quase o ano todo!

    jardineira

    Cymbidium

    Grupo numeroso de orquídeas epífitas e terrestres, rizomatosas, originárias da Ãsia tropical e temperada, abrangendo inúmeras formas hibridadas resultantes de trabalhos hortícolas de melhoramento. Pseudobulbos ovóides, com folhas coriáceas.

    Inflorescência formada a partir da base, ereta, longa, com flores numerosas em cores variadas (vinho, rosada, amarela, creme, verde, etc.) e inúmeras tonalidades, formadas principalmente durante a estação da primavera.

    Cultivada em vasos preenchidos com fibras de xaxim, coco ou terra orgânica leve, bem como para produção de flor de corte, sob telados ou proteção de estufas. Desenvolve-se melhor em regiões de altitude de temperaturas amenas.

    Multiplica-se por divisão da planta, com a muda acompanhada de dois ou mais pseudobulbos, evitando prejudicar tanto quanto possível as raízes.

    Cuidados Especiais

    Iluminação – A Cymbidium gosta de bastante iluminação, mas não coloque em exposição direta à luz solar, por isso pode causar queimaduras em suas folhas. Dê preferência a luz solar filtrada por janelas de vidro, por exemplo.
    Atenção – Folhas amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente.

    Temperatura – A temperatura em torno de 20 a 25ºC é ideal para esta planta. Por serem plantas epífitas, que possuem raízes aéreas, as orquídeas suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos fortes e canalizados.

    Regas – Evite que a mistura da terra no vaso fique demasiado seca ou demasiado encharcada! O mais indicado é regar a planta mais ou menos uma vez por semana. Para tanto verifique quando o vaso se tornar mais leve, indicando que não há água, ou se estiver muito pesado, o seu excesso. Além disso, deve-se encharcar a planta uma vez por mês, colocando-a com seu vaso original, submersa em um recipiente com a água à uma temperatura ambiente deixando-a por 5 a 10 minutos na água. A seguir deixe a planta escorrer completamente e coloque-a em seu lugar costumeiro.
    Atenção – A rega excessiva fará apodrecer a planta e a falta de água enrugará a mesma.

    Adubação – A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada a cada duas semanas, na proporção de 1 colher de café por litro de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver bem desenvolvido.

    Poda – A Cymbidium dá flores ema vez por ano. Depois de terminar a floração deve-se cortar as hastes florais próximas da base.

    passarinho7

    jardim interno

    As plantas de jardim interno, por estarem confinadas em ambiente restrito e quase isolado do exterior, requerem uma severa vigilância para debelar no início qualquer ataque de pragas ou doenças, as quais, proliferando rapidamente, em âmbito limitado, podem causar estragos desastrosos em curto espaço de tempo.
    Geralmente os maiores problemas relacionam-se à infestação por fungos, propiciada pela umidade atmosférica elevada. Os fungos, quando não eliminados em tempo hábil, enfraquecem as plantas e, exaurindo-lhes as defesas, facilitam a instalação de outras doenças que podem ser fatais. Cumpre, portanto ao primeiro sinal de fungo, proceder-se à pulverização de fungicida eficiente, repetindo-se a dose até que seja sanado definitivamente o problema.
    Pragas como as cochonilhas, pulgões ou lagartas também devem ser combatidas e eliminadas com presteza; utilizando-se para isso desde a catação manual até, em caso extremo, o emprego de inseticidas adequados a cada caso. Entretanto, o uso de tais produtos apresenta alto risco de intoxicação das pessoas, perdurando esses riscos mesmo decorridos alguns dias de sua aplicação. Fica pois o alerta: o ser humano pode ser o alvo mais direto desses produtos agrotóxicos que eliminando ou não os insetos e pragas, chegam a levar o homem à morte por choque anafilático. Existem métodos atóxicos para o homem e animais domésticos, sendo preferível a sua utilização quando se deseja eliminar pragas e doenças, apesar dos efeitos mais lentos.
    Quando as condições oferecidas às plantas de um jardim interno forem adequadas e bem próximas das ideais, dificilmente ocorrerão o ataque de pragas e doenças ou a infestação por fungos.
    A seguir, adicionando informações sobre os jardins internos, organizamos uma tabela que determina a seleção relativa das espécies de plantas adequadas e suas exigências em índices de luminosidade. Seu uso facilita ao paisagista agir com maiores possibilidades de acerto no planejamento do projeto, resultando em perfeito desenvolvimento e êxito na obra concluída.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno
    Pleno sol

    Nome popular Nome científico
    Acalifa Acalypha spp
    Agapanto Agapanthus orientalis
    Agave Agave spp.
    Bananeira de jardim Musa zebrina
    Bananeira do mato Heliconia spp
    Calanchoe Kalanchoe spp
    Camarão Pachystachys lútea
    Capim dos pampas Cortadeira selloana
    Coleo Coleus spp
    Cróton Codiaeum vagiegatum
    Dracena Dracaena spp
    Exória Ixora coccínea
    Filodendro Philodendron spp
    Fórmio Phormium spp
    Onze horas Lampranths spp.

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno
    Meia sombra

    Nome popular Nome científico
    Afalandra Aphelandra squarrosa
    Amor perfeito Viola tricolor
    Antúrio Anthurium andreanum
    Azálea Rhododendron simsii
    Begônia Begônia spp.
    Brinco de princesa Fuchsia spp.
    Clívia Clívia miniata
    Columéia Columnea spp
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Cróton Codiaeum variegatum
    Dinheiro em penca Muehlenbeckia complexa
    Dracena Dracaena spp
    Ixora coccínea Exória
    Filodendro Philodendron spp
    Flor de cera Hoya carnosa
    Fórmio Phormium tenax spp
    Impatiens Impatiens spp
    Jibóia Scindapsus aureus
    Miosote Myosotis sylvatica
    Moréia Morea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Petúnia Petúnia hybrida
    Prímula Prímula spp
    Ráfia Rhapis excelsa
    Samambaia Nephrolepis spp
    Violeta Viota odorata
    Violeta africana Saintpaulia ionantha

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno
    Sombra

    Nome popular Nome científico
    Aglaonema Aglaonema spp
    Avenca Adiantum spp
    Brinco de princesa Fuschia spp
    Bromélia Aechmae spp
    Chamadorea Chamaedorea elegans
    Comigo ninguém pode Dieffenbachia spp
    Dracena Dracaena spp
    Fitônia Fittonia spp
    Filodendro Philodendron spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Peperômia Peperômia spp
    Peléia Pilea spp
    Prímula Prímula spp
    Sheflera Sheflera arborícola
    Singonio Syngonium spp

    Relação de algumas das plantas adequadas para Jardim Interno
    Obscuridade

    Nome popular Nome científico
    Avenca Adiantum spp
    Grama preta Ophiogon japonicus
    Maranta Calathea spp
    Rafiodofora Raphidophora decursiva
    Singonio Singonium spp
    Tradescância Tradescantia spp