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  • Plantio em vasos – O cultivo das plantas em vasos é ideal para quem mora em apartamento, pela sua manutenção rápida e prática. Além disso, essa opção possibilita um número infinito de composições e arranjos, permitindo que você libere a sua criatividade.

    Ao escolher as plantas, prefira as mais resistentes para evitar problemas de adaptação. Algumas precisam estar expostas ao sol (azaléia, buganvília, calêndula, gerânio), outras não (lírio-da-paz, maria-sem-vergonha, prímula).

    Veja se o local onde você vai fazer o jardim terá iluminação suficiente, caso você opte pelo primeiro tipo de planta. Outra dica importante é quanto ao tamanho do vaso, que deve ser compatível com o da planta, para favorecer o crescimento dela.

    Na hora de plantar, coloque no fundo do vaso uma camada de argila expandida, para facilitar o escoamento da água. Em seguida, uma camada de terra preta e depois insira a planta com cuidado para não danificar as raízes. Complete com uma nova camada de terra até que esteja em quantidade suficiente. À medida que despejar a terra, vá assentando-a com a palma da mão, suavemente.

    Cuidados importantes:
    Para evitar acúmulo de água
    – Verifique se na hora em que você estiver regando a planta, há um bom escoamento de água até os ralos. Caso isso não aconteça, você pode pedir a um especialista que construa um pequeno declive no piso para evitar esse problema.

    Como lidar com o vento – Esse é o principal desafio para jardins em terraços de apartamento. Para reduzir o impacto do vento e proteger as plantas mais frágeis, crie uma barreira com palmeiras, coníferas, bambus e trepadeiras. Os galhos longos de trepadeiras e plantas altas devem ser tutorados para que não se quebrem com o vento. Faça tutores com treliça para facilitar o controle sobre essas espécies.

    Manutenção – As plantas cultivadas em terraços sofrem grande perda de umidade e precisam de regas diárias para manter o substrato sempre úmido. Mas fique atento, pois as regas freqüentes ajudam a eliminar os nutrientes e a adubação não pode ser esquecida.
    Os apartamentos com sacada gozam de um privilégio que é o de estender quase ao exterior a sua sala de visitas. A maioria fecha este espaço com vidros e faz mesmo o prolongamento da sala. Mas nossa proposta é outra: faça um jardim! O jardim de sacada é de tamanho reduzido e deve ser planejado com cuidado, mas pode ser muito bonito, agradável e acrescentar a energia das plantas ao seu modo de viver. Mas o que plantar? Existem muitas plantas que se adaptam a cultivo de vasos e jardineiras e o que vai determinar sua escolha continua sendo a mesma do jardim de exterior: luz.

    Verificar o Norte do prédio vai determinar a que horas o sol incide na sacada. Se o sol aparece de manhã, ela está para leste, significa que poderá ter algumas plantas de sol, que devem também tolerar a sombra. Mas a maioria das plantas para esta sacada deverá ser de meia sombra a sombra.

    Mas porque isto ocorreu? Em regiões mais frias, o coleus tem pouca resistência quando cultivado sem proteção de árvores ou arbustos que o protejam de geadas. Se a umidade relativa do ar da região é muito alta, podem aparecer fungos em suas folhas, danificando e matando a planta. Mas não acreditamos que tenha sido por estas razões. Seu cultivo à meia sombra o faz atraente para canteiros ao redor de árvores e lados de prédios onde a luz do sol incide somente pela manhã. Seu uso em vasos com outras plantas, como Petúnia e Fuchsia produzem belo efeito pela folhagem variegada que salientam as flores das outras plantas.

    Talvez tenha sido aos poucos esquecido pela aparição de plantas mais exóticas, de folhagem com efeito paisagístico mais moderno, mesmo que minimalista. No entanto, em época de resgates de tantos valores e coisas esquecidas, o consumidor que cresceu junto a estas plantas tem o poder de mexer com a demanda e fazer retornar nas floriculturas a oferta desta planta tão bonita que lembra um bordado antigo.

    Perguntas importantes antes de adquirir uma planta para o jardim:
    1.
    Terei espaço para esta planta quando atingir a idade adulta?
    2. O solo de cultivo será o mesmo do canteiro ou será necessário modificar?
    3. Se a planta for colocada no canteiro com outras já existentes, terá o mesmo tipo de necessidade de ar, luz e umidade?
    Qualquer das alternativas acima que for negativa é mais conveniente escolher outra planta.

    Trepadeiras são plantas que se desenvolvem em grandes dimensões. Encontramos arbustos de longos ramos, como a Bougainvillea, que necessitam de muro, grade ou pérgula para apoio. Outras plantas têm o hábito de enrolar-se ao redor de tutores e de tudo que se encontrar perto, como a Wisteria (glicínia) e o Clerodendro (lágrima de Cristo). São os arbustos tipo cipó. Outros arbustos têm também gavinhas, estruturas em forma de parafuso que se prendem a qualquer suporte, como o Antigonon (amor-agarradinho), o Passiflora (maracujá). Quase sempre tem característica de invasora e alastram-se por tudo. São ótimas para cercas de divisas, formando bela cortina de folhas e flores.

    Plantio de Sementes – Embora estejamos em pleno verão, janeiro é um mês de plantio para os jardineiros da alma. Porque é nesse momento que, usualmente, escolhemos nossas metas para o ano – e essas metas são as sementes de nosso futuro.
    Como todo bom jardineiro, precisamos ter cuidado ao escolhê-las. Queremos sementes saudáveis, que floresçam no tempo adequado, e que realmente embelezem nosso jardim. Mas, muitas vezes, terminamos o ano com o jardim da alma tão vazio e maltratado como estava no início do ano. Ou, pior ainda, com novas ervas daninhas.
    Para evitar isso, vão aqui algumas dicas de jardinagem interior e uma meditação para ajudá-la/o a estabelecer e manter suas metas.

    Dicas de Jardinagem de Metas:
    1 – Determine uma grande meta, e deixe que ela floresça –
    Você é apenas um jardineiro e, portanto, não pode modificar o jardim inteiro de uma só vez. Nesse início de ano, determine uma grande meta para o ano. E só depois de concluir essa meta passe para outras. Geralmente somos muito ambiciosos. Queremos mudar tudo de uma vez. Estabelecemos inúmeras metas, e terminamos perdidos no emaranhado selvagem dos nossos desejos. Escolha apenas uma meta, seja uma flor, arbusto ou árvore. Cuide dessa planta até que ela esteja plenamente sadia e capaz de se sustentar. E lembre-se: quanto maior a meta, mais atenção exigirá.

    2 – Existem muitas formas de plantas em um jardim.  Mas todas são igualmente valiosas – Na ânsia de sermos espirituais, muitas vezes ignoramos os demais aspectos de nossa vida. Mas só podemos ser plenamente espirituais quando nosso corpo, nossa vida emocional e nossa vida profissional estão harmonizados.
    Não considere, como metas menores, o crescimento profissional (fazer um curso de aperfeiçoamento, procurar um emprego melhor), o cuidado com o corpo (emagrecer, fazer exercício), ou a sua vida afetiva (dedicar mais tempo à família, fazer novos amigos). O espírito não está separado da vida diária. Ele deve ser parte de absolutamente tudo que fazemos. Escolha a área de sua vida que precisa de mais atenção, estabeleça sua meta referente a ela e deixe que o espírito da luz a penetre. Isso acontecerá naturalmente, à medida que você se propuser a se aperfeiçoar.

    3 – As plantas crescem devagar – Meditar meia hora por dia é uma bela meta. Emagrecer dez quilos é uma bela meta. Só que você com certeza não terá como atingir nenhum desses objetivos em um ou dois meses. Portanto, aprenda com a natureza: tudo cresce devagar. E subdivida sua grande meta em pequenas metas semanais ou diárias, começando com pequenos passos, e aumentando as exigências à medida que sente que tem condições de fazê-lo.

    4 – As plantas precisam ser cuidadas e regadas – Quando se trata de metas, temos que ter o mesmo cuidado que temos, no jardim, com as ervas daninhas. E assim como o bom jardineiro verifica todos os dias se há algum problema ou praga em suas plantas, devemos revisar diariamente, ainda que por cinco minutos, o que fizemos para atingir nosso objetivo. Faça perguntas como “o que fiz hoje para atingir meu objetivo? O que devo fazer amanhã? Preciso de algum tipo específico de ajuda? Quem poderá me dar essa ajuda?”. Se puder, faça essa revisão por escrito. Você verá que é bem mais produtivo, e irá ajudá-la/o a manter o foco no seu objetivo.
    E o que é a rega, quando se trata de metas? É alimentar o crescimento, reconhecendo nossas próprias vitórias. A cada etapa vencida, se presenteie. Podem ser coisas simples, mas que sejam, para você, marcos de sua vitória.

    Quando se pensa em criar um novo jardim há um conjunto de passos que poderão ser tomados para melhor orientar o processo e melhorar o resultado final, alguns dos quais também se podem ter em conta sempre que se faz uma reformulação do jardim.. As dicas que se seguem podem ajudar a orientar o processo, tendo em conta que nada deve substituir a criatividade e o gosto pessoal, nem tão pouco são indispensáveis para criar um local belo e aprazível.

    Para cada assunto basta clicar para seguir as ligações que levam às dicas referidas.

    Você sempre sonhou em ter um jardim, mas acha que é díficil planejá-lo em seu apartamento? Não se preocupe, espaço não é problema. Com algumas orientações você consegue elaborar uma área aconchegante para o cultivo de suas plantas.

    A primeira dica é fazer um bom planejamento. Informe-se sobre sobre o tipo de estrutura do seu apartamento. Em alguns casos, o espaço pode não suportar o peso dos vasos que são colocados, ocasionando problemas para você e seus vizinhos.

    Mas não pense que a jardinagem em locais fechados se resume apenas a vasos, terra e plantas. Outro cuidado importante é não plantar diretamente na laje do apartamento. Se você fizer isso, infiltrações poderão surgir. Nesse caso, o aconselhável é usar vasos e caixas de diferentes tamanhos e formatos. As opções são variadas e você pode encontrá-las em lojas especializadas ou em locais que vendem produtos artesanais. Há quem prefira os vasos de gesso, que são mais incrementados.

    platycodon_grandiflorus

    Nome Científico: Platycodon grandiflorus
    Nome Popular: Campainha-da-china, Campainha-chinesa, Flor-balão, Platicodon
    Família: Campanulaceae
    Origem: China, Coréia e Japão
    Ciclo de Vida: Perene

    A campainha-chinesa é uma planta herbácea de clima temperado, que chama a atenção por suas delicadas flores em forma de estrela. Seu caule é delgado, de porte pequeno, alcançando cerca de 80 cm de altura. As folhas são simples, ovaladas a lanceoladas, opostas, verticiladas e com margens denteadas. O florescimento ocorre no verão e no outono.

    As campainhas-chinesas já são atrativas antes de desabrocharem, pois seus botões se assemelham a graciosos balões. As flores são campanuladas, pentâmeras, com nervuras evidentes e podem ser simples ou dobradas. As cores variam entre diferentes tonalidades de azul, violeta, rosa e branco, de acordo com a variedade. Os frutos são do tipo cápsula e devem ser deixados a secar na planta, para a posterior coleta das sementes.

    A campainha-da-china é uma espécie rústica, de baixa manutenção e própria para a formação de bordaduras e maciços. Sua delicadeza e as cores suaves de suas flores trazem paz e sofisticação ao jardim.
    Também pode ser plantada em vasinhos e jardineiras e as flores são relativamente duráveis depois de cortadas, e podem ser aproveitadas como flor-de-corte em belos arranjos florais. No oriente, esta planta é utilizada como alimento, em sopas e saladas, e como medicamento, com propriedades antiinflamatórias, usado no tratamento de afecções respiratórias.

    Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, leve, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta típica de clima temperado é capaz de tolerar temperaturas abaixo de 0ºC. Apesar de perene, pode necessitar replantio anual devido à perda do vigor.

    Fertilizações leves semanais estimulam o crescimento e a floração. Após a primeira floração, deve-se cortar os ramos que já floriram, encorajando assim a planta a florescer novamente por duas ou três vezes. Multiplica-se por sementes postas a germinar após a última geada ou em ambientes protegidos. Pode ser propaganda por divisão da planta, tomando-se o cuidado de não ferir as raízes.

    crossandra_infundibuliformis

    Arbusto ereto, de textura herbácea, perene, ramificado, florífero, de 0,30-0,70 m de altura, originário da Índia. Folhas simples, persistentes, brilhantes, membranáceas, lisas e elítico-lanceoladas.

    Inflorescências terminais e axilares na extremidade superior dos ramos, em espigas longas, com poucas flores de cor alaranjada ou salmão, formadas durante o verão.

    Cultivado a pleno sol ou a meia-sombra, geralmente em grupos formando maciços isolados, ou em renques ao longo de cercas, muros, muretas e paredes, ou como cerca viva divisória. Planta tipicamente tropical, não tolera o frio. Mutiplica-se por sementes e estacas cortadas após florescimento e enraizadas em estufas.

    ardisia

    Nome Técnico: Ardisia crenata Sims
    Nomes Populares: Café-de-jardim, ardísia
    Família: Angiospermae – Familia Myrsinaceae
    Origem: Originário do Japão.
    Descrição: Planta arbustiva de pequeno porte, um caule fino e reto, onde os ramos se iniciam na porção média, com inserção espiralada. As folhas são simples, estreitas de bordas onduladas, acuminadas, verde-escuras brilhantes de consistência coriácea.
    As flores são brancas, bem pequenas, reunidas numa inflorescência terminal. Os frutos são pequenas bagas vermelhas e globosas não comestíveis. Produz flores e frutos contínuos, maior abundância no verão, quando temos flores e frutos juntos, numa bela composição para o jardim.

    Modo de Cultivo: Não requer manutenção e também não é exigente em fertilidade.

    Como tem pouca quantidade de raízes não muito profundas adapta-se a cultivo em canteiros rasos, jardineiras e vasos. A luminosidade deve ser intensa, porém o sol direto costuma queimar suas folhas, então seu cultivo em áreas de meia sombra com sol apenas pela manhã ou sob árvores será o melhor para ela. Na cova de plantio acrescentar composto orgânico e húmus de minhoca e se o solo for muito compactado, junto colocar areia ou material vegetal decomposto com alguma textura, como o composto de folhas. A mistura deverá ter boa drenagem, pois a ardísia não tolera solo encharcado.

    A adubação de reposição poderá ser feita quando houver adubação do canteiro ou vaso, de uma a duas vezes por ano. Use 1 colher de sopa de adubo granulado tipo NPK formulação 10-10-10 em uma garrafa PET de 2 litros, coloque água e sacuda bem para dissolver. Um dia antes regue o substrato para formação de um bulbo úmido. No dia seguinte coloque 1 copo com a mistura de água e adubo por muda, não deixe tocar na plantas .
    Os frutos tem boa capacidade de germinação e é facilmente propagada, surgindo junto ao tronco muitas novas mudinhas. As regas devem ser regulares junto com as outras plantas.

    Paisagismo: A ardísia combina muito bem em canteiros de arbustos coloridos, folhagens variegadas ou que tenham flores vermelhas ou brancas. Isto nem sempre pode ser feito porque muitas plantas necessitam de sol, então combiná-lo com plantas de meia sombra, em canteiros ou vasos.  O uso de várias mudas num mesmo vaso fica muito ornamental e com belo efeito, colocando-se no chão do vaso pedriscos, musgo ou cascas de árvores para acabamento.

    09-Espirradeira (1)

    Nome científico: Nerium oleander L.
    Família: Apocynaceae
    Características Botânicas

    As folhas estão em pares ou em três, são coriáceas e verde escuras. São estreitas lanceoladas com margem inteira. As flores crescem nos conjuntos na extremidade de cada ramo. O fruto é uma cápsula estreita e longa. Como sua origem ocorreu em região seca, as folhas dessa espécie apresentam modificações estruturais que auxiliam em seu crescimento em locais com pouca água e temperaturas elevadas, como a presença de cutícula espessa, hipoderme e estômatos em criptas. Diferentes colorações encontradas nas flores de Nerium oleander. As tonalidades róseas são as mais comuns. Estrutura anatômica das folhas de Nerium oleander. As setas da figura da esquerda indicam os estômatos presentes nas criptas. A figura da direita mostra a cripta e a estrutura foliar vista em microscopia de fluorescência

    Usos – É uma espécie ornamental, utilizada em parques, praças e jardins. Há mais de 400 variedades ornamentais, com diferentes colorações nas flores. É muito utilizada principalmente nas regiões tropicais. Em Niterói é muito utilizada nos canteiros de avenidas importantes da cidade

    Composição química – Essa espécie tem alto grau de toxicidade, devido à presença de glicosídeos cardiotônicos (oleandrina, neriina). Sua casca possui rosagenina, uma substância com efeitos semelhantes à etriquinina. Toda a planta possui látex tóxico que pode causar a reação adversa. Esses efeitos permanecem mesmo após a planta ser desidratada. Existem casos registrados de intoxicação e morte de humanos que utilizaram o ramo de Nerium oleander como espeto de churrasco. A propagação é feita por enraizamento de estacas. Pode ser cultivada em sol pleno, pouco exigente em temperatura e umidade, desenvolvendo-se até em climas frios e áridos. Floração na primavera-verão. Deve ser cultivada sempre a pleno sol. A poda anual renova a folhagem e estimula uma boa formação e floração. É tolerante à seca.

    Por ser muito tóxica deve ser manipulada com luvas e muito cuidado, além de ficar longe do alcance de crianças e animais domésticos.

    asclepias_physocarpa

    Nome Científico: Asclepias physocarpa
    Nome Popular: Flor-borboleta, paina-de-seda, paineirinha, paina-de-santa-bárbara
    Família: Asclepiadaceae
    Origem: África do Sul
    Ciclo de Vida: Perene

    É um arbusto diferente, sua frutificação chama atenção de todos, tem um aspecto muito curioso, proporcionado pela sua frutificação. A folhagem é bastante ramificada e macia, seus ramos liberam seiva leitosa quando cortados, as folhas são lisas e afiladas.

    As flores surgem na primavera e verão e são pequenas e brancas, de importância ornamental secundária. Os frutos inflados são muito interessantes, parecem balões, com cerdas na superfície, inicialmente são de coloração verde, que gradualmente torna-se amarelada e avermelhada. Quando maduros, apresentam paina sedosa e sementes em seu interior. Sua utilização paisagista é ampla, podendo ser plantada isolada ou em grupos, sendo uma planta que estimula os sentidos e a curiosidade dos observadores, principalmente as crianças.

    Devem ser cultivadas a pleno sol em solo fértil enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Pode ser cultivada em todo o país, tolerando o frio. Multiplica-se por sementes.

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    As flores se erguem em pedúnculos com cerca de 10 a 30 cm de altura, podendo atingir 8 cm de diâmetro, com cinco a oito pétalas ovais, ou até mesmo sem pétalas. São flores sensíveis ao vento e se abre assim que o sente soprar.

    As anêmonas são flores tóxicas e exigem cuidados com crianças e cães.

    Representam, paradoxalmente, fragilidade e perseverança. Mas também são flores relacionadas à tristeza, à perseverança e ao abandono.

    Existem anêmonas com flores na cor roxa, flores cor lilás, flores púrpura, flores de cor vermelha e no conjunto entre o branco e o azul. São muitas as tonalidades destas flores, o que dificulta o conhecimento de todas. São mais de sessenta espécies de florescendo por todas as zonas temperadas da terra. Seu nome teve origem na antiga Grécia, de “anemos”, que significa vento

    Dentre suas espécies é possível identificar os três grandes grupos mais importantes: flores da primavera, muito simples de lidar, que exigem pouca atenção e suportam bem os períodos frios; flores do outono, muito comuns nas montanhas da China e do Japão, que possuem um sistema de normal de raízes e se destacam por suas esplêndidas flores em cores de tons pálidos, é resistente ao inverno, mas é melhor evitar as fortes neves; e outro grupo composto pelas espécies mediterrânicas, que florescem durante o inverno como plantas ornamentais de interior e, durante o verão, quando ao ar livre.

    São flores pequenas com um aspecto triste que nos remete ao sentimento de abandono, porém passa energia persistência e perseverança. É indicada para presentear pessoas debilitadas, seja por motivos de doença, ou por motivos emocionais.


    Existem inúmeras espécies vegetais que embora sejam ornamentais e muito apreciadas em casas, praças e jardins podem esconder perigo por trás de sua beleza, pois apresentam caráter tóxico.

    Entende-se por plantas tóxicas todas aquelas que, de um modo ou de outro, quando ingeridas pelo animal ou pelo homem causam danos que refletem na sua saúde ou vitalidade. Estas plantas apresentam princípios ativos capazes de causarem graves intoxicações quando ingeridas ou irritações cutâneas quando tocadas. São, ainda, aquelas que podem concorrer para a degeneração física ou mental quando usadas como remédio por desconhecimento de sua natureza química.

    Felizmente, a maioria das plantas consideradas nocivas possui um paladar desagradável, desencorajando as pessoas a ingerir tais vegetais. O mesmo não se aplica às crianças ou às pessoas com alguma debilidade mental – que, por inocência, acabam sendo as maiores vítimas – e também os animais de estimação.

    O processo de intoxicação pode ser crônico, agudo ou até fulminante. O princípio ativo age geralmente em órgãos específicos. Quanto à natureza das substâncias tóxicas, temos dois grandes grupos: o dos Alcalóides e dos Glicosídeos. Os alcalóides abrangem os entorpecentes que afetam o sistema nervoso do indivíduo, onde se destacam substâncias como a quinina, cafeína, nicotina, cocaína, morfina, estriquinina, etc. Já os glicosídeos podem atuar como veneno, agindo em diversas regiões do organismo. Dentre eles, agrupam-se a digitalina, estrofantina, apocinina, oleandrina, nerina, entre outras.

    Para confirmação de qualquer suspeita, se um determinado vegetal é ou não nocivo, se apresenta ou não substâncias ativas tóxicas, recorre-se a testes laboratoriais. Hoje, sabe-se que 90% das plantas de jardim com princípios tóxicos provocam reações na pele, principalmente aquelas que secretam leite ou látex; atuam também nas mucosas mais sensíveis, causando irritações na boca, língua e garganta. Os outros 10% acarretam alterações no coração, com retardamento ou acelaração das batidas. Há também relatos de cólicas, geralmente acompanhadas de desinteria. A alergia, por ser um processo fisiológico, variável de indivíduo para indivíduo, é mais difícil de ser definida ou relacionada diretamente à determinada espécie. Remédio ou veneno – depende da quantidade.

    A primeira medida de segurança contra a intoxicação por vegetais ornamentais é evitar o seu cultivo em locais freqüentados por crianças, como playgrounds e jardins caseiros. Outra medida é evitar o cultivo de plantas tóxicas em vasos de interior. Uma vez constatado que houve intoxicação por ingestão de alguma planta, a pessoa dever ser levada ao pronto socorro mais próximo, de preferência levando uma amostra da planta responsável pela intoxicação. Isto é muito importante porque a identificação do vegetal vai orientar o tratamento.

    Cuidados:
    1 – Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos.
    2 – Procure identificar se possui plantas venenosas em sua casa e arredores, buscando informações como nome e características.
    3 – Oriente as crianças para não colocar plantas na boca e nunca utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).
    4 – Não utilize remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação especializada.
    5 – Evite comer folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.
    6 – Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex, pois elas podem provocar irritação na pele e principalmente nos olhos. Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam atrair crianças ou animais. Quando estiver mexendo com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.
    7 – Cuidados especiais também devem tomados com os animais domésticos. Animais filhotes e adultos muito ativos têm uma grande curiosidade por objetos novos no meio em que vivem e notam logo quando há um vaso diferente em casa ou uma planta estranha no jardim. Não é raro o animal lamber, morder, mastigar e engolir aquilo que lhe despertou a curiosidade. Animais privados de água podem, por exemplo, procurar plantas regadas ou molhadas de chuva recentemente e ingerir suas partes. Há casos de cães e gatos que ficam sozinhos confinados por períodos longos que acabam se distraindo com as plantas e acabam por ingerí-las.
    8 – Em caso de acidente, guarde a planta para identificação e procure imediatamente orientação médica.

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    A primavera chega colorindo e dando mais vida aos jardins que andavam um tanto tristes com o inverno, apesar de tanta chuva, caso raro para esta estação. Além de trazer um pouco mais de umidade, com a intensificação das chuvas, a nova estação adiciona o calor necessário para que os jardins se transformem num cenário à altura da época mais florida do ano.

    Nos dias secos, as plantas se tornam sem viço, o gramado fica abatido e com muitas folhas secas. O cenário do jardim no final do inverno, principalmente por causa das baixas temperaturas, uma vez que choveu muito este ano, não é muito animador. Parece que falta tudo e que não vamos conseguir trazer de volta a beleza da paisagem.

    Mas a chegada da nova estação, a primavera (com a sua energia de renovação invadindo a natureza), vai tirar a natureza da sua letargia. É tempo de trabalho no jardim, para deixá-lo pronto para receber as flores que chegam com o período mais alegre do ano.

    Dicas para renovar e cuidar do seu jardim nos meses da primavera:
    1. Adeus às folhas secas: Vasos, canteiros, jardineiras, enfim, por todo o canto há um festival de folhas secas indicando que o primeiro passo é retirá-las. Com o auxílio de uma tesourinha de poda pequena, faça a limpeza de arbustos e plantas envasadas, eliminado folhas e galhos secos. Recolha as folhas que estiverem na base das plantas, para evitar que se transformem num ambiente ideal para a proliferação de fungos: com as primeiras chuvas, os montes de folhas formam um verdadeiro “ninho” para os fungos;
    2. Revolver a terra dos canteiros: Solos compactados dificultam a expansão das raízes e prejudicam a retirada dos nutrientes do solo. Por isso, uma boa medida é revolver a terra dos canteiros, para facilitar a aeração e a penetração de água;
    3. Adubar: Não é só na primavera que se faz adubações, mas esse período é um dos melhores para dar “uma força” às plantinhas.
    Adubação química - NPK 10-10-10 aplicado de acordo com as instruções da embalagem e NPK 4-14-8 para as espécies que estão começando a florescer.
    Adubação orgânica – composto orgânico ou esterco de gado bem curtido, na proporção de 3 litros por m2 de canteiro;
    4. Defender as plantas: Receitas caseiras e naturais como a Calda de Fumo e a Calda Bordalesa ajudam a defender suas plantas contra o ataque de pragas e doenças, muito comuns neste período de grande atividade na natureza. A aplicação pode ser preventiva, a cada 15 dias;
    5. Semear: Aproveite para semear principalmente as plantas anuais como calêndula (Calendula officinalis), amor-perfeito (Viola tricolor) e girassol (Hellianthus annus), entre outras;
    6. Replantar: A época é ótima para mudar as plantas de vaso, pois as raízes terão bastante tempo para se adaptar ao novo local, antes de entrarem novamente no período de repouso. Geralmente, as plantas estão precisando de replantio se: as raízes estiverem saindo pelo orifício no fundo do vaso; mesmo com dias mais quentes, a planta não se desenvolve; ou a terra seca rapidamente e precisa ser regada com freqüência;
    7. Podar só algumas: As plantas estão começando a brotar e entram em atividade rapidamente. Outras estão terminando sua floração que ocorre no inverno. Como as azaléias, que podem ser podadas neste período, para florirem com mais força no próximo ano. Assim que terminar a floração das azaléias, retire os galhos em excesso e corte a pontas dos outros galhos, até chegar ao formato e tamanho que você quiser. Para aumentar a próxima floração, elimine as pontas de todos os galhos que floresceram este ano e mantenha uma adubação periódica, de preferência mensal;
    8. Fazer mudas: O período também é muito bom para fazer mudas por estaquia de ramos de várias espécies de plantas, como hortênsia (Hidrangea macrophilla), sininho (Abutilon magapotamicum), flor-de-cera (Hoya carnosa), etc. Retire um galho com cerca de 10 cm. Tire as folhas do galho e deixe apenas as duas folhas da extremidade, cortadas ao meio no sentido horizontal. Molhe a base da estaca e mergulhe-a num hormônio enraizador em pó (encontrado em lojas de produtos para jardinagem). Prepare um recipiente com a mistura de terra adequada à espécie e plante a estaca. Regue regularmente. Após 2 ou 3 semanas, mais ou menos, você terá uma muda pronta para ser replantada;
    9. Uma força para o gramado: Se o gramado estiver com aspecto muito feio e abatido, aproveite para fornecer nutrientes, estimulando o crescimento de folhas sadias. Pode-se aplicar adubos específicos para gramados, encontrados em lojas especializadas. De preferência, aplique o adubo em dias chuvosos, ou pelo menos nublados. Se estiver sol, faça uma rega abundante após a aplicação, para evitar que o produto “queime” as folhas;
    10. Aumentando a “família”: A primavera é a melhor época para o plantio. Aproveite para criar bordaduras, instalar novos canteiros, montar floreiras, plantar cercas-vivas, etc. O importante é escolher as espécies adequadas às condições do local.