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    A sibipiruna ( Caesalpinia peltophoroides), também conhecida como coração-de-negro ou sibipira, é uma árvore de grande porte, originária do Brasil, especificamente da mata Atlântica.

    A sibipiruna é uma espécie da família das leguminosas e atinge altura máxima em torno de 18 metros.
    É uma árvore de clima tropical, de crescimento rápido, com folhas pequenas caducas.
    A floração ocorre entre setembro a novembro e produz flores amarelas organizadas em cachos.  Os frutos, que surgem após a floração, são de cor bege-claro, achatados, medem cerca de 3 cm de comprimento e permanecem na árvore até março.
    A árvore é muito utilizada no paisagismo urbano em geral, sendo também indicada para projetos de reflorestamento pelo seu rápido crescimento e grande poder germinativo.  Tem muitas características similares ao Pau Brasil.
    Floresce com grande beleza e suas flores perduram por mais de um mês, entre Setembro e Outubro.

    Luminosidade: sol pleno
    Porte: atinge até 18 m de altura
    Clima: adapta-se muito bem ao clima sub-tropical e tropical.
    Propagação: sementes
    Solo: não é muito exigente, mas prefere o ligeiramente ácido
    Podas: não são necessárias

    A sibipiruna perde parcialmente suas folhas no inverno.  A floração da espécie ocorre geralmente 8 anos após o plantio e cada exemplar, cultivado em condições adequadas, pode viver por mais de 100 anos.

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    Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

    O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.
    No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.
    Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo. Eis alguns:
    * raízes saindo pelos furos de drenagem;
    * partes das raízes aparecendo na superfície da terra;
    * o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;
    * florescimento escasso ou inexistente;
    * aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;
    * raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

    Passo à passo, para não errar:
    Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:
    1 – No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada;
    2 – Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc.);
    3 – Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água;
    4 – Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve;
    5 – Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão;
    6 – Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso;
    7 – Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado;
    8 – Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda;
    9 – Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

    Misturas de solo paras vasos ou jardineiras

    Mistura rica em matéria orgânica:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de composto orgânico
    Ideal para plantas como: licuala ou palmeira-leque (Licuala grandis), camélia (Camellia japonica), cróton (Codiaeum variegatum), cica (Cycas revoluta), gardênia (Gardenia jasminoides), lantana (Lantana camara), planta-camarão amrelo (Pachystachys lutea), azaléia (Rhododendron xsimsii), flor-de-cera (Hoya carnosa), calceolária (Calceolaria herbeohybrida), petunia (Petunia x hybrida), calendula (Calendula officinalis), margarida (Chrysanthemum leucathemum).

    Mistura argilosa:
    2 partes de terra comum de jardim
    2 partes de terra vegetal
    1 parte de areia
    Ideal para plantas como: papiro (Cyperus papyrus), gladíolo ou palma-de-santa-rita (Gladiolus), narciso (Narcissus poeticus), bastão-do-imperador (Nicolaia elatior), prímula (Primula obconica), gloxínia (Sinningia speciosa), estrelitzia (Strelitzia reginae, copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), calla (Zantedeschia aethiopica ‘Calla’).

    Mistura arenosa:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de areia
    Ideal para plantas como: palmeira-bambu (Chamaedorea elegans), planta-camarão vermelho (Beloperene guttata), buxinho (Buxus sempervirens), caliandra ou esponjinha(Calliandra), bico-de-papagaio ou poinsétia (Euphorbia pulcherrima), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), hortênsia (Hidrangea macrophylla), ixora (Ixora chinensis), giesta ou vassoura espanhola (Spartium junceum), primavera (Bouganvillea spectabilis), lírio-da-paz (Spatiphylum wallisii), espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata), lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica), onze-horas (portulaca grandiflora).

    Mistura areno-argilosa:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    1 parte de composto orgânico
    1 parte de areia
    Ideal para plantas como: palmeira-rápis (Rhapis excelsa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias fruticosa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias guilfoylei), gerânio (Pelargonium sp.), gerânio pendente (Pelargonium peltatum).

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    T
    Talude:
    Superfície inclinada e plana como as que ladeiam certos trechos de estrada, obtida por corte do terreno, aterro ou escavação.
    Tapete: Campo de herbáceas floríferas de pequeno corte, em formação cerrada; cobertura de plantas rasteiras; gramado.
    Terrário: Recipiente de vidro fechado para estabilizar internamente a temperatura e a umidade e, desse modo, favorecer a cultura de certas plantas.
    Torrão: Mistura de solo entremeada de raízes que pode ser vista quando a planta é retirada do vaso. O exame do torrão possibilita verificar se a planta precisa ser reenvasada.
    Touceira: Conjunto de caules de uma mesma planta; moita.
    Transpiração: Perda natural e contínua de água pelas folhas. Pode ser intensa ou insignificante, dependendo da hora do dia ou da época do ano. A transpiração intensa em dias quentes faz a planta murchar, prejudicando-a.
    Treliça: Estrutura artificial formada por finas ripas cruzadas, geralmente em disposição diagonal, usada tradicionalmente para resguardo e sombra de varanda, em divisões de espaços internos e externos, como parede de caramanchão, etc.
    Trepadeira: Planta que tende a crescer em sentido oposto ao da gravidade, mediante enlace de gavinhas, volteios do caule, adesão ou intromissão de raízes na estrutura que lhe servir de apoio, além de outros meios.
    Tubérculo: Caule ou raiz grossa e carnosa que age como órgão de armazenamento. Algumas plantas de raízes tuberosas podem perdem as folhas e o caule no outono, enquanto o tubérculo armazena alimento para o novo crescimento na primavera seguinte. Ex.: begônia tuberosa. Às vezes os tubérculos são produzidos em hastes. Ex.: rosário. Pode-se dizer também que o tubérculo é uma formação de tendência globular, provida de uma reserva de nutrientes; a batata é um tubérculo típico, mas nem todos os tubérculos são subterrâneos.
    Tubular: Em forma de tubo.
    Tufo: Moita e outras formações vegetais caracterizadas pela reunião de estruturas longas.
    Turfa: Substância com a consistência de uma esponja filamentosa e resultante da decomposição de esfagno, outros musgos e vegetais semelhantes.
    Tutor: Haste à qual se ata uma planta para prevenir a prostração de seu caule.

    U
    Umbela:
    Tipo de inflorescência na qual todos os pedicelos (hastes florais) irradiam de um ponto comum. Popularmente chamado de cacho. Ex.: gerânio, hortênsia. Pode-se dizer também que a umbela é um racemo cujo eixo não se alongou: as flores mais jovens situam-se no centro e as mais velhas progressivamente distantes dele.
    Unissexuada ou unissexual: Planta monóica ou dióica em que as flores são ou masculinas ou femininas; flor que não é hermafrodita, mas ou masculina ou feminina.

    V
    Variegada:
    Com pintas ou manchas de cor contrastante com a do fundo ou também diversas entre si. Pode-se dizer também que é o termo que designa a folha listrada ou manchada com outra cor. As plantas de folhas variegadas geralmente necessitam de boa iluminação para preservar a bicoloração. Estacas de certas plantas de folhas variegadas produzem plantas com folhas completamente verdes.
    Veia: Nervura secundária das plantas.
    Vivaz: Perene
    Volúvel: Que dá voltas, especificamente caule que tende a circundar hastes que lhe sirvam de suporte.

    X
    Xerófita:
    Planta de clima seco capaz de conservar água por mais tempo do que as demais, mediante adaptações estruturais como densa pubescência, espessamento epidérmico e revestimentos resinosos que retardam a transpiração. São também xerófitas certas plantas de mangue, que têm a absorção da água dificultada pelo excesso de sal.

    Z
    Zigomórfica:
    Que só pode ser dividida em duas metades iguais ao longo de determinada linha, como as orquídeas.

    Cactos

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    Animais e plantas são adaptados aos locais onde vivem pois, de outra maneira, não resistiriam. Os cientistas acreditam que por um processo chamado evolução, os seres vivos se diversificaram e, assim, puderam ocupar os mais diferentes ambientes. Alguns grupos de plantas se tornaram especialistas em viver nas regiões secas, entre os quais estão os cactos – plantas da Família das Cactáceas. Mesmo atravessando longos períodos sem chuvas, eles conseguem permanecer verdes e vigorosos. Suas formas são variadas, a maioria tem espinhos e alguns dão flores muito vistosas, atraindo insetos, pássaros e até morcegos! Quanto aos tamanhos, podem ser pequenos (com dois centímetros de altura, por exemplo) ou ter até dez metros de altura.
    Embora sejam adaptados à vida em áreas secas, no Brasil, podemos encontrar cactos em diversos tipos de ambientes. No Nordeste temos o mandacaru, uma espécie que simboliza a região. Ao longo do litoral, nas restingas, os cactos fazem parte da paisagem, já que resistem ao sol forte e ao calor excessivo das areias nos meses de verão. Há, também, os cactos chamados ‘flores-de-maio’, que são cactos ornamentais encontrados facilmente em floriculturas e que, na natureza, ocorrem em florestas que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo

    Já o ‘coroa-de-frade’ (Melocactus macrodiscus) ocorre do México até o Peru e, também, no Brasil. Seu nome foi inspirado no fato de apresentar uma estrutura rosada, formada por pequenas cerdas e minúsculos espinhos, no alto da planta, como se fosse uma coroa. De dentro dessa estrutura é que saem as flores. No Rio de Janeiro, o ‘coroa-de-frade’ quase não existe mais por causa da destruição dos ambientes onde ele costuma ocorrer, como as restingas..

    Nas Américas, os cactos podem ser encontrados desde o Canadá (norte da América do Norte) até a Patagônia (no extremo sul da América do Sul). Ao todo, são aproximadamente duas mil espécies, vivendo desde o nível do mar até em montanhas de 4.500 metros de altitude. Enfim, há cactos em lugares onde cai neve, como no Canadá e nos Andes, e sobre troncos de árvores de florestas, como na Mata Atlântica.

    É interessante destacar que os locais muito frios apresentam também clima seco e a água disponível na forma de gelo ou neve não está no estado que a planta necessita. Logo, nesses locais o cacto também precisa ser um especialista em driblar a sede para resistir. No caso das espécies de cactos que vivem nas florestas, vale a pena lembrar aquela velha história de que em toda regra há exceção. Isso quer dizer que, embora a família das Cactáceas seja melhor adaptada a ambientes áridos, existem espécies que não resistem à muita seca e por isso são mais adaptadas a ambientes florestais. Mas, no caso dos cactos que vivem no alto das árvores, existe também a exposição ao sol e ao vento, o que também torna o ambiente hostil.

    Os cactos são mais adaptados a ambientes muito secos, em geral, em solos formados por cascalho e areia, onde a água escoa muito rapidamente. Além disso, preferem ambientes abertos e com muita insolação, em regiões também de clima seco.

    Uma das adaptações do cacto para viver nesta situação é apresentar raízes superficiais, muito longas e ramificadas, permitindo o aproveitamento de uma grande área de solo que permanece úmida por pouco tempo quando chove. Há espécies que têm uma raiz principal muito grossa para acumular um bom volume de água e substâncias nutritivas. Muitas vezes, essas raízes são mais grossas que a parte aérea da planta.

    Os cactos podem ter forma globosa, que são os redondos; colunar, que são os compridos; ou achatadas, como as palmas – cujo nome científico é Opuntia – que costumam servir de alimento para o gado no Nordeste. Essas palmas em especial não têm espinhos, assim não machucam o gado ao serem mastigadas. Porém, os parentes selvagens dessa espécie apresentam muitos espinhos para se protegerem.

    E como se dá o acúmulo de água no corpo que faz a planta resistir a longos períodos de seca? A pele, ou cutícula, dos cactos é espessa e apresenta uma cera que ajuda a evitar a perda de água por transpiração. A planta tem também estômatos – estruturas semelhantes aos nossos poros -, que durante o dia, sob sol forte, permanecem fechados para evitar a perda da água na forma de vapor.

    Os espinhos são uma característica marcante dos cactos. Na verdade, eles representam folhas que se reduziram no processo de evolução dessa planta. Essa é uma outra maneira de reduzir a perda de água, porque sem as folhas eles evitam ainda mais a transpiração. Os espinhos também protegem o cacto contra predadores e podem, ainda, ser importantes na dispersão da plantas. Alguns animais podem ter partes de cactos, como as palmas, ou mesmo plantas inteiras aderidas a seus pêlos e, assim, transportá-las para outros locais, onde poderão brotar.

    Como cultivar cacto
    Em vasos

    Os cactos necessitam de sol, ventilação e não suportam excesso de umidade. Isso é o básico para quem deseja cultivar cactos. A exceção fica por conta dos minicactos (aqueles que encontramos até em supermercados, em pequenos vasinhos) que, em geral, têm menos de três anos. Como ainda são bem jovens, os minicactos apresentam menor resistência à exposição direta dos raios solares. Neste caso, é melhor colocá-los em áreas claras e arejadas, mas longe da luz solar direta.

    Água- Este é talvez o fator mais importante para o sucesso no cultivo de cactos. A quantidade de água necessária para a manutenção destas plantas depende de outros fatores (terra, drenagem, temperatura, etc.), sendo difícil determinar uma periodicidade exata para as regas. Mas, dá para chegar numa média, de acordo com os períodos do ano. No verão, as espécies com mais de três anos devem ser regadas a cada 5 ou 6 dias; já os minicactos a cada 4 dias. No inverno, os cactos mais velhos devem receber água a cada 12 dias e os jovens a cada 8 dias. Toda a terra ao redor deverá ser molhada, mas não encharcada. Deixe que a água seja absorvida antes de colocar mais água.
    Terra e fertilizante – A mistura de terra indicada para o cultivo de cactos pode ser obtida misturando partes iguais de areia e de uma boa terra para plantas caseiras. Para fertilizar, recomenda-se, uma vez por mês, substituir a água da rega por um fertilizante líquido básico para plantas verdes diluído na proporção indicada pelo fabricante.
    Replantio – Uma questão que sempre se levanta é o replantio dos cactos: geralmente, o cacto deve ser replantado quando o vaso estiver pequeno demais para a planta, lembrando que a mistura de terra do novo vaso deve conter terra vegetal e areia (dessas usadas em construção), para garantir a boa drenagem. Além disso, para retirar o cacto do antigo vaso é preciso muito cuidado, pois os espinhos podem machucar. Uma boa dica é usar folhas de jornal dobradas várias vezes, em forma de tira, para envolver o cacto e desprender suas raízes com a outra mão (basta torcer levemente o vaso), sem forçar muito, para não quebrar a planta. Depois de solto, é só encaixar o cacto no novo recipiente. Com uma ferramenta de jardinagem pequena, pressione a terra do vaso, para firmar bem a planta.

    Em jardins

    O plantio de cactos em jardins pede outros cuidados. O principal deles é escolher o local adequado para evitar acúmulo de umidade. Não se deve escolher um local baixo ou em desnível, para evitar que a água das chuvas forme poças ou fique parada. Como já foi explicado, a água em excesso causa o apodrecimento dos cactos e pode até matá-los. O ideal é escolher um local mais alto ou até fazer um morrinho, amontoando terra e apoiando com pedras. O aspecto visual fica bem interessante.

    Prepare as covas: para espécies que chegam a mais de dois metros de altura, faça covas com cerca de 40 centímetros de profundidade; para espécies menores (as mais comuns) faça covas rasas, com cerca de 15 centímetros. Coloque no fundo das covas, uma camada de pedrinhas (tipo brita) e, por cima, coloque a mistura de terra (pode-se usar a terra retirada do buraco, misturada à areia de construção e terra vegetal, tudo em partes iguais).

    Plante os cactos usando a dica de segurá-los com a faixa de jornal. Em volta dele, por cima da terra, espalhe outra camada de pedrinhas, para auxiliar na drenagem. Para fertilizar cactos de jardim, siga a mesma periodicidade indicada para os cactos de vasos.

    É importante lembrar que para conseguir um bonito efeito com cactos em jardins é necessário saber escolher bem as espécies, que devem ter a resistência necessária à exposição direta aos raios solares, à chuva e ao vento constante. Uma boa idéia é consultar um produtor ou especialista na hora da compra, para ter certeza de escolher os tipos de cactos adequados ao seu jardim.

    Curiosidades sobre os cactos

    A origem do nome: o termo ‘cactos’ foi usado há cerca de 300 anos antes de Cristo pelo grego Teofrastus. Em seu trabalho chamado Historia Plantarum, ele associa o nome cacto à plantas com fortes espinhos. Embora os cactos possam ter formas diversas, ainda hoje associamos a idéia de que são plantas com muitos espinhos.
    * Nem todas as plantas que mantêm água dentro da sua estrutura são cactos. Essa característica também é comum às plantas suculentas. A diferença é que os cactos têm apenas caule e espinhos e as suculentos também têm folhas e nem sempre espinhos.
    * Todos os cactos florescem, porém algumas espécies só dão flores após os 80 anos de idade ou atingir altura superior a dois metros. Depois da primeira floração, todo ano, na mesma época, as flores voltam a aparecer.
    * Algumas espécies dão frutos comestíveis. É o caso do cacto mexicano Opuntia Ficus-indica, que produz o conhecido figo-da-índia.
    * Cactos podem viver até 200 anos e alcançar 20 metros de altura (como o Cornegia gigantea, originário dos EUA e México). Mas também existem espécies minúsculas. A menor conhecida é o Blosfeldia liliputana, dos Andes bolivianos, com apenas 0,5 centímetros de diâmetro.
    * Apesar de 92% de sua estrutura ser composta por água, a presença do cacto indica sempre um solo pobre e seco.
    * No mundo, existem mais de duas mil espécies de cactos catalogadas. Só no Brasil, são mais de 300 tipos.
    * Os cactos reproduzem-se tanto por sementes quanto por estacas.

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    Habitat: Mata Atlântica
    Tamanho da planta: Cresce até 1 mt
    Tamanho da flor: 1 cm
    Clima: Moderado.
    Planta rupícola de lugares ensolarados.
    Grau de dificuldade para cultivo:
    Fácil
    Sugestão de substrato: Vaso com fibra de coco desfibrado misturado com folhas secas, podendo acrescentar um pouco de sphagnum e pedras no fundo para drenagem.

    É um cacto epífito do Brasil. Sendo tropicais necessitam parcialmente de sombra e umidade. A irrigação pode ser um pouco mais abundante do que em outras espécies de cactos, na época do verão devem ser pulverizadas de vez em quando.

    edelweiss

    A flor Edelweiss (Leontopodium alpinum) é uma das vegetações típica dos Alpes Europeus, ela nasce entre os rochedos acima de 1700 metros de altitude.
    Especialmente em terras da França, Itália, Suíça, Iugoslava e Áustria, seu ponto mais alto é o Monte Branco, com 4.807m de altitude.
    Devido às escaladas nas montanhas e do turismo ecológico, esteve próxima da extinção, porém por iniciativa do governo austríaco, o pequenino arbusto, hoje, é Patrimônio Tombado nos cinco países.

    Hoje é considerada a flor nacional da Áustria e Suíça.

    O Edelweiss (que em alemão quer dizer – branco precioso) é um arbusto com flores brancas em formato de uma estrela. Sua pétala extremamente branca contém uma penugem que retém a umidade necessária para sua sobrevivência, isso a deixa ainda mais bela, com um tom prateado. Assim como outras vegetações que nascem e vivem em climas inóspitos (quente ou frio), para evitar a perda de água, e seu ressecamento, a mesma protege-se recobrindo sua superfície com densos pelos.

    Diversas são as lendas sobre a flor, uma delas e a mais conhecida, diz que a Edelweiss é um Símbolo do Amor, isso por que muitos rapazes escalavam os Alpes, arriscando a vida para colhê-la e presentear a amada.

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    Terrário

    O terrário é um delicado mini-jardim inspirado nos jardins japoneses, feito dentro de vidros ou vasos transparentes. Para montar o terrário, é importante ter uma boa variedade de tons de terra. Veja as dicas de como você pode conseguir cores diferentes em qualquer terreno. Com uma enxadinha, retire a camada mais superficial e rica em nutrientes. Tem um tom escuro, quase preto. Logo em seguida, um tom mais forte. É uma terra arenosa, meio alaranjada. Mais abaixo, outra terra: a argilosa e bem escura. A etapa seguinte é queimar as terras para facilitar o trabalho e retirar as impurezas. Só não se deve fazer isso com a terra vegetal, porque ela vai alimentar as raízes. Se você não tiver fogão à lenha, pode queimar no forno comum. Deixe por alguns minutos. Depois de fria, pegue a terra arenosa e quebre com martelo. Fica fácil de peneirar. O bom é aproveitar o pó da terra. A terra argilosa, depois de queimada e peneirada, fica mais amarelada. Com as terras prontas, comece a montar o terrário.

    Material necessário
    - 1 vidro ou aquário de qualquer tamanho
    - Pedrinhas bem pequenas, quase moídas
    - Água com um pouco de sulfato de cobre para alimentar raízes e evitar fungos e bactérias. O sulfato você encontra em lojas de produtos agrícolas
    - Terra vegetal adubada
    - Musgo para fazer graminha
    - Alguns galhinhos secos
    - Mudas variadas de plantas pequenas
    - 1 vasinho pequeno de uma planta com florzinhas
    - Alguma peça artesanal pequena para compor
    - Pazinhas
    - Borrifador
    - 1 palito japonês
    - 1 tesoura

    Passo-à-passo

    Comece colocando a terra arenosa, a mais avermelhada, cobrindo o fundo do vidro. Atenção: use mais as bordas do vidro. Não faça um montinho no centro. Depois, coloque um pouco das pedrinhas moídas, para drenar a terra e deixar que as raízes se alimentem e não apodreçam. Agora, um pouco de terra argilosa – mais amarelada – para variar o tom. Depois mais terra vermelha. No meio você preenche com terra vegetal. Continue preenchendo o vidro com várias camadas de terra diferentes, sempre pelas laterais. Complete também com terra vegetal no centro.

    Faça várias camadas de decoração até uma boa altura para colocar suas plantinhas. Aí você pega a terra adubada e faz um montinho no meio. Já dá para ver o desenho dos tons de terra. Agora molhe bem com o borrifador até encharcar a terra. Dê uma limpadinha no vidro para remover a poeira e a umidade. Depois disso, solte a criatividade no mini-jardim. Você pode colocar o musgo na terra para fazer as graminhas.

    Encaixe a peça artesanal no centro. Aqui usamos uma igrejinha. Em seguida, vão os galhinhos secos. E vá plantando as mudinhas. Uma coisa super importante é molhar todas as raízes na água com sulfato de cobre, antes de plantar. Isso fortalece a raiz. Use o palito japonês para fazer um buraquinho e firmar a planta na terra. Cubra com mais terra. Com uma tesoura pequena, pode um pouquinho no limite da altura do vidro.

    E continue a decorar o jardim: corte umas florzinhas e plante. Vá colocando outras mudas. Ajeite a terra com cuidado. Você pode fazer um caminho com as pedrinhas moídas.

    E por último, preencha os espaços com galhinhos secos. Pronto. Fica lindo e delicado. Os terrários duram uns 6 ou 7 meses e precisam ficar na luz natural. Imagine só quantos tipos diferentes de mini-jardim você pode criar.

    CACTOS bolinha

    Os cactos são ideais para quem não quer tre trabalho, mas exigem alguns cuidados especiais – Eles têm uma aparência rústica, quase grosseira, espinhos que podem machucar e não tem uma “cara” nada amigável. Mas os cactos podem acabar se tornando ótimas plantas para se ter dentro de casa quando não se tem tempo para dedicar às plantinhas. Por isso, são indicados para aqueles que não param em casa.

    Algumas dicas de como cuidar do seu.
    Luminosidade –
    Requerem sol pleno, na maioria dos casos. Quando ficam na sombra, tendem a entortar, sempre em busca da luz. Além disso, seus espinhos vão se afinando e perdendo o colorido que lhes dá a beleza típica da espécie. A ausência de sol também faz a espécie não florir.

    Água – Em seu ambiente natural, vivem com pouquíssima água, porque dispõe de raízes longas captando rapidamente qualquer quantia de água. Quando estão plantadas em vasos, regue uma vez por mês. Deixe a terra secar completamente, para então regar com abundância, até verter água pela drenagem no fundo do vaso. A rega deve ser evitada no inverno, porque a espécie entra em repouso. Regar nessa época pode favorecer o surgimento de fungos e bactérias.

    Solo – Uma boa opção é misturar 1/3 de terra comum, 1/3 de areia grossa e 1/3 de matéria orgânica (húmus de minhoca, esterco curtido etc.)

    Vasos – Em ambientes úmidos recomenda-se o vaso de cerâmica, que faz a água evaporar mais rápido. Em locais ventilados ou secos é recomendado os vasos de plástico, sempre proporcional ao tamanho da planta.

    Replantio – Sugerimos que faça o replantio do cacto de acordo com seu desenvolvimento. Mas é bom observar alguns sinais. Se a planta passa o verão inteiro sem crescer, é sinal de que está com o substrato esgotado, ou sem espaço para que suas raízes se desenvolvam.

    Ventilação – Nunca coloque o cacto em locais abafados, como lavabos ou banheiros fechados. A planta deve ficar perto de uma janela ou sacada com boa ventilação.

    Adubação – Se a terra for preparada conforme descrevemos acima, não há necessidade de colocar adubo. Para deixar a planta mais vigorosa, colocar a cada 6 meses uma colher de sopa (por vaso) de farinha de osso + torta de mamona.

    Pragas e Doenças – O cacto é uma espécie suscetível à ataque de cochonilhas e pulgões. Quando isso acontecer, NÃO aplique os produtos à venda no mercado, como óleo de Neem. Apesar de ser um produto natural, o óleo destrói a cutícula que recobre a planta, podendo até matá-lo.

    O ideal é retirar a planta do vaso e passar uma escova macia com água e sabão neutro até eliminar todos os vestígios. Deixe o cacto secar na sombra por aproximadamente cinco dias e replante-o em um novo vaso com novo substrato.


    Espada de são jorge

    No cultivo comercial, a reprodução das plantas é tarefa fundamental, uma vez que é necessário obter vários exemplares de uma mesma espécie. Já no cultivo doméstico, o recurso da reprodução é utilizado quando queremos substituir as plantas mais velhas por outras mais jovens e viçosas ou até quando queremos obter filhotes de plantas “de estimação”.

    De qualquer forma, é importante saber que a reprodução pode ser realizada basicamente de duas maneiras: pelo processo vegetativo ou por sementes.

    No processo vegetativo, conseguimos obter novos exemplares a partir de uma parte específica da planta – estacas de galho, folhas, rebentos, etc. Os métodos usados podem ser divisão de touceiras, mergulhia ou alporquia. Algumas plantas dão bons resultados com qualquer um destes métodos, indistintamente; outras só se reproduzem com a utilização de um método específico.

    Estacas de galho – O plantio de mudas por estacas de galho é um método simples e muito usado principalmente na reprodução de plantas que apresentam caule macio e não fibroso como gerânio, crisântemo, fúcsia, etc.
    Como fazer: Comece escolhendo uma planta sadia para servir de matriz. Antes de retirar a estaca, regue a planta umas 2 ou 3 horas antes, garantindo uma boa reserva de umidade. Use uma faca ou canivete bem afiado e faça o corte logo acima do nó do caule, para permitir que a planta matriz possa brotar novamente. O enraizamento pode ser feito em água ou numa mistura de solo. Para poucos exemplares, recomenda-se colocar as estacas na água (mas lembre-se de antes retirar as folhas inferiores) durante um período que varia de 3 a 4 semanas, quando as primeiras raízes já terão surgido. Caso a opção seja por enraizar na mistura de solo, é preciso aparar a estaca logo abaixo do nó da folha inferior. Prepare um saquinho plástico bem resistente, enchendo-o com terra adubada e umedecida. Com uma vareta, faça furos na terra para acomodar as estacas, colocando, no máximo, três em cada saco, introduzindo-as até o nível das folhas do galho. Pressione bem a terra para dar firmeza. Depois, afofe um pouco a terra na superfície e regue moderadamente. Lembre-se de fazer alguns furinhos no plástico, para facilitar a drenagem.

    Folhas ou estacas de folhas – Este método é muito utilizado na reprodução de violetas africanas, begônia, peperômia e espada-de-são-jorge.
    Como fazer: Escolha folhas não muito novas nem muito velhas para fazer o plantio, removendo a folha completa, com o pecíolo. No caso do enraizamento na água, encha um recipiente, não muito grande, até a borda. Cubra com um plástico, prendendo bem e faça furos na parte superior para encaixar as folhas, de modo que as pontas possam ficar submersas até enraizarem. Para o enraizamento no solo, prepare vasos ou saquinhos (como foi explicado no item anterior), plantando um número de folhas compatível com o tamanho do recipiente. As estacas de folhas devem ser colocadas na mistura de enraizamento com a base voltada para baixo, para que as raízes possam se desenvolver. Para reproduzir a espada-de-são-jorge (Sanseveria sp.), por exemplo, corte os pedaços de folha transversalmente, em intervalos de 5 cm. Prepare uma mistura de solo arenoso e plante as estacas de folha levemente inclinadas em relação ao solo, apoiando-as na borda do recipiente. Quando as pontas enterradas apresentarem raízes, é possível fazer o transplante das mudas para vasos maiores.

    Divisão de touceiras – Outro processo simples para reproduzir certas plantas é a divisão de touceiras. Ideal para a multiplicação de violetas-africanas, alguns tipos de samambaias e cactos, este método dá excelentes resultados.
    Como fazer: Comece selecionando as partes que se apresentem bem separadas e com raízes fortes e saudáveis. Com o torrão na mão, separe delicadamente a touceira, tomando cuidado para não danificar o sistema radicular. Coloque as plantas divididas em um recipiente ou vaso já preenchido com a mistura de solo. Regue levemente, para facilitar o “pegamento”.

    Chorina

    Lampranthus veredenbergensis: tem menos folhas grandes do que as outras espécies. Suas flores são pequenas e de coloração rosa. Devido a estas particularidades, pode ser cultivada em vasos pendentes ou para cobrir o chão.

    Ambiente: Bastante luminosidade e longe do sol direto.
    Época da floração: De junho à agosto
    Altura máxima: 30-40 cm
    Cores: cor-de-rosa
    Outras características: Esta planta guarda a água nas folhas, por isso não há necessidade de ser regada todos os dias.