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  • sibipiruna_

    A sibipiruna ( Caesalpinia peltophoroides), também conhecida como coração-de-negro ou sibipira, é uma árvore de grande porte, originária do Brasil, especificamente da mata Atlântica.

    A sibipiruna é uma espécie da família das leguminosas e atinge altura máxima em torno de 18 metros.
    É uma árvore de clima tropical, de crescimento rápido, com folhas pequenas caducas.
    A floração ocorre entre setembro a novembro e produz flores amarelas organizadas em cachos.  Os frutos, que surgem após a floração, são de cor bege-claro, achatados, medem cerca de 3 cm de comprimento e permanecem na árvore até março.
    A árvore é muito utilizada no paisagismo urbano em geral, sendo também indicada para projetos de reflorestamento pelo seu rápido crescimento e grande poder germinativo.  Tem muitas características similares ao Pau Brasil.
    Floresce com grande beleza e suas flores perduram por mais de um mês, entre Setembro e Outubro.

    Luminosidade: sol pleno
    Porte: atinge até 18 m de altura
    Clima: adapta-se muito bem ao clima sub-tropical e tropical.
    Propagação: sementes
    Solo: não é muito exigente, mas prefere o ligeiramente ácido
    Podas: não são necessárias

    A sibipiruna perde parcialmente suas folhas no inverno.  A floração da espécie ocorre geralmente 8 anos após o plantio e cada exemplar, cultivado em condições adequadas, pode viver por mais de 100 anos.

    vasos c plantinhas

    Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

    O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.
    No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.
    Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo. Eis alguns:
    * raízes saindo pelos furos de drenagem;
    * partes das raízes aparecendo na superfície da terra;
    * o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;
    * florescimento escasso ou inexistente;
    * aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;
    * raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

    Passo à passo, para não errar:
    Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:
    1 – No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada;
    2 – Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc.);
    3 – Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água;
    4 – Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve;
    5 – Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão;
    6 – Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso;
    7 – Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado;
    8 – Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda;
    9 – Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

    Misturas de solo paras vasos ou jardineiras

    Mistura rica em matéria orgânica:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de composto orgânico
    Ideal para plantas como: licuala ou palmeira-leque (Licuala grandis), camélia (Camellia japonica), cróton (Codiaeum variegatum), cica (Cycas revoluta), gardênia (Gardenia jasminoides), lantana (Lantana camara), planta-camarão amrelo (Pachystachys lutea), azaléia (Rhododendron xsimsii), flor-de-cera (Hoya carnosa), calceolária (Calceolaria herbeohybrida), petunia (Petunia x hybrida), calendula (Calendula officinalis), margarida (Chrysanthemum leucathemum).

    Mistura argilosa:
    2 partes de terra comum de jardim
    2 partes de terra vegetal
    1 parte de areia
    Ideal para plantas como: papiro (Cyperus papyrus), gladíolo ou palma-de-santa-rita (Gladiolus), narciso (Narcissus poeticus), bastão-do-imperador (Nicolaia elatior), prímula (Primula obconica), gloxínia (Sinningia speciosa), estrelitzia (Strelitzia reginae, copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), calla (Zantedeschia aethiopica ‘Calla’).

    Mistura arenosa:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    2 partes de areia
    Ideal para plantas como: palmeira-bambu (Chamaedorea elegans), planta-camarão vermelho (Beloperene guttata), buxinho (Buxus sempervirens), caliandra ou esponjinha(Calliandra), bico-de-papagaio ou poinsétia (Euphorbia pulcherrima), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), hortênsia (Hidrangea macrophylla), ixora (Ixora chinensis), giesta ou vassoura espanhola (Spartium junceum), primavera (Bouganvillea spectabilis), lírio-da-paz (Spatiphylum wallisii), espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata), lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica), onze-horas (portulaca grandiflora).

    Mistura areno-argilosa:
    1 parte de terra comum de jardim
    1 parte de terra vegetal
    1 parte de composto orgânico
    1 parte de areia
    Ideal para plantas como: palmeira-rápis (Rhapis excelsa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias fruticosa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias guilfoylei), gerânio (Pelargonium sp.), gerânio pendente (Pelargonium peltatum).

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    T
    Talude:
    Superfície inclinada e plana como as que ladeiam certos trechos de estrada, obtida por corte do terreno, aterro ou escavação.
    Tapete: Campo de herbáceas floríferas de pequeno corte, em formação cerrada; cobertura de plantas rasteiras; gramado.
    Terrário: Recipiente de vidro fechado para estabilizar internamente a temperatura e a umidade e, desse modo, favorecer a cultura de certas plantas.
    Torrão: Mistura de solo entremeada de raízes que pode ser vista quando a planta é retirada do vaso. O exame do torrão possibilita verificar se a planta precisa ser reenvasada.
    Touceira: Conjunto de caules de uma mesma planta; moita.
    Transpiração: Perda natural e contínua de água pelas folhas. Pode ser intensa ou insignificante, dependendo da hora do dia ou da época do ano. A transpiração intensa em dias quentes faz a planta murchar, prejudicando-a.
    Treliça: Estrutura artificial formada por finas ripas cruzadas, geralmente em disposição diagonal, usada tradicionalmente para resguardo e sombra de varanda, em divisões de espaços internos e externos, como parede de caramanchão, etc.
    Trepadeira: Planta que tende a crescer em sentido oposto ao da gravidade, mediante enlace de gavinhas, volteios do caule, adesão ou intromissão de raízes na estrutura que lhe servir de apoio, além de outros meios.
    Tubérculo: Caule ou raiz grossa e carnosa que age como órgão de armazenamento. Algumas plantas de raízes tuberosas podem perdem as folhas e o caule no outono, enquanto o tubérculo armazena alimento para o novo crescimento na primavera seguinte. Ex.: begônia tuberosa. Às vezes os tubérculos são produzidos em hastes. Ex.: rosário. Pode-se dizer também que o tubérculo é uma formação de tendência globular, provida de uma reserva de nutrientes; a batata é um tubérculo típico, mas nem todos os tubérculos são subterrâneos.
    Tubular: Em forma de tubo.
    Tufo: Moita e outras formações vegetais caracterizadas pela reunião de estruturas longas.
    Turfa: Substância com a consistência de uma esponja filamentosa e resultante da decomposição de esfagno, outros musgos e vegetais semelhantes.
    Tutor: Haste à qual se ata uma planta para prevenir a prostração de seu caule.

    U
    Umbela:
    Tipo de inflorescência na qual todos os pedicelos (hastes florais) irradiam de um ponto comum. Popularmente chamado de cacho. Ex.: gerânio, hortênsia. Pode-se dizer também que a umbela é um racemo cujo eixo não se alongou: as flores mais jovens situam-se no centro e as mais velhas progressivamente distantes dele.
    Unissexuada ou unissexual: Planta monóica ou dióica em que as flores são ou masculinas ou femininas; flor que não é hermafrodita, mas ou masculina ou feminina.

    V
    Variegada:
    Com pintas ou manchas de cor contrastante com a do fundo ou também diversas entre si. Pode-se dizer também que é o termo que designa a folha listrada ou manchada com outra cor. As plantas de folhas variegadas geralmente necessitam de boa iluminação para preservar a bicoloração. Estacas de certas plantas de folhas variegadas produzem plantas com folhas completamente verdes.
    Veia: Nervura secundária das plantas.
    Vivaz: Perene
    Volúvel: Que dá voltas, especificamente caule que tende a circundar hastes que lhe sirvam de suporte.

    X
    Xerófita:
    Planta de clima seco capaz de conservar água por mais tempo do que as demais, mediante adaptações estruturais como densa pubescência, espessamento epidérmico e revestimentos resinosos que retardam a transpiração. São também xerófitas certas plantas de mangue, que têm a absorção da água dificultada pelo excesso de sal.

    Z
    Zigomórfica:
    Que só pode ser dividida em duas metades iguais ao longo de determinada linha, como as orquídeas.

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    R
    Racemo ou racimo:
    Inflorescência indeterminada, caracterizada por pedicelos que saem do eixo e terminam cada um numa flor.
    Radícula: Raiz do embrião de plantas floríferas.
    Raiz: Parte inferior de uma planta que fica geralmente dentro da terra; serve para manter a planta firme e extrai nutrientes e água do solo. Há dois tipos básicos de raiz: as finas e fibrosas; e as grandes e pivotantes. A maioria das plantas possui um ou outro tipo de raiz; poucas apresentam ambos. Pode-se dizer também que a raiz é o órgão de fixação e de absorção de água e nutrientes, geralmente subterrâneo.
    Raiz adventícia: É a que não provém da radícula; raiz que nasce em partes incomuns da planta, como, por exemplo, nas folhas de algumas plantas suculentas.
    Raiz aérea: Raiz que aparece em nós. Essas raízes costumam ser usadas pelas trepadeiras para subir, mas também absorvem umidade do ar. Muitas só se desenvolvem bem se conseguem prender-se a um meio adequado para enraizamento, como o esfagno. O filodendro, a costela-de-adão e a jibóia constituem exemplos de plantas que apresentam raízes aéreas.
    Ramo: Subdivisão do caule.
    Rebento: Também conhecido como filhote, é uma planta nova produzida pela planta-mãe em sua base, ou em estolhos curtos, em geral destacável.
    Rizoma: Caule rasteiro, na maioria das vezes horizontal e quase sempre subterrâneo, do qual surgem folhas, rebentos laterais e raízes. Normalmente funciona como órgão de armazenamento para permitir a sobrevivência da planta durante um período curto de seca. Ex.: begônia-rex. Pode-se dizer também que rizoma é um caule modificado, subterrâneo ou superficial, caracterizado pelo acúmulo de reservas e pela provisão de escamas e gemas; geralmente emite escapo floral na floração.
    Roseta: Distribuição de folhas que irradiam de um mesmo centro. Ex.: violeta africana.

    S
    Sagitada:
    Diz-se geralmente da folha com forma de seta; de ponta aguda e base fendida, como uma ponta de lança.
    Sangramento: Quando a seiva escorre de um caule danificado ou cortado, diz-se que ocorre o sangramento, ou que a planta está sorando. Isso se observa claramente em plantas como a cora-de-cristo ou a falsa-seringueira, que secretam um látex branco-leitoso.
    Sarmento: Ramo longo, lenhoso, mas flexível, em geral com nós bem pronunciados, como os da parreira; por extensão; caule prostrado, estolho.
    Segmento: Cada uma das partes em que se subdividem certas estruturas vegetais, particularmente cálice e corola. Seiva: Líquido nutriente que circula pelas plantas.
    Semente: Parte fertilizada e madura de uma planta florífera, capaz de germinar e produzir uma nova planta. As sementes variam de tamanho; desde menos de 1 mm até cerca de 20 cm de diâmetro.
    Sempre-verdes: Plantas que mantêm as folhas o ano todo.
    Sépala: Parte externa da flor, geralmente verde, que protege o miolo e as pétalas mais delicadas. Algumas flores como a anêmona, são na realidade compostas de sépalas e não de pétalas; pode-se dizer também que é cada uma das peças do cálice.
    Serrada: Diz-se da folha com margem finamente denteada.
    Séssil: Desprovida de pecíolo (folha) ou de pedicelo (flor).
    Suculenta: Planta que possui folhas ou hastes carnosas que armazenam água; não é um termo de classificação científica, mas mera denominação de conveniência; pode abranger os cactos ou não, conforme o contexto, mas quase sempre designa uma xerófita.

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    L
    Labelo:
    Membrana mediana da corola de uma orquídea, diferente das duas outras pétalas em forma e em tamanho.
    Lábio: Cada um dos lobos principais de uma corola bilabiada.
    Lanceolada: Com forma de lança.
    Látex: Fluido branco, leitoso, vertido por plantas como a falsa-seringueira e a coroa-de-cristo, quando suas hastes são cortadas ou danificadas.
    Lenhosa: Terma que designa a planta com caules rijos. Ex.: primavera.
    Liana: Cipó; trepadeira de caule lenhificado.
    Limbo: A lâmina de uma folha; a porção terminal e larga de uma pétala, em contraste com a porção basal estreita; a porção superior de um cálice ou de uma corola de certas flores, em contraste com a porção tubular inferior.
    Linear: Diz-se da folha estreita e com bordos paralelos.
    Lobo(ó): Cada uma das projeções arredondadas da margem de certas folhas, como as de hortênsia e da figueira.

    M
    Maciço:
    Conjunto cerrado de arbustos ou herbáceas de porte.
    Margem: Borda de folha ou pétala de flor. Pode ser lobular ou denteada, e também de cor diferente do corpo da flor ou da folha.
    Mergulhia: Técnica de reprodução vegetativa que consiste em guiar um ramo para o solo e enterrá-lo parcialmente, exceto ou inclusive a ponta, para induzir a formação de raízes em pontos da haste onde geralmente se praticam incisões; depois de formadas as raízes; o ramo é destacado da planta-mãe e pode ser plantado como qualquer muda.
    Muda: Planta enraizada, mas ainda não plantada em lugar definitivo.

    N
    Nervura:
    Feixes de vasos que irrigam as folhas, com aspecto filamentoso e ramificado.
    Nó: Junta de haste de onde surgem as folhas. Também é o ponto do qual formam-se as novas raízes de plantas como as heras e os filodendros.

    O
    Oblonga:
    De forma oblongada e algo retangular, mas arredondada nos cantos (folha).
    Olho: Gema, particularmente no tubérculo.
    Ondulada: Designação da margem de folha ou pétala que possui borda ondulada. O termo não se aplica a bordas serrilhadas ou denteadas.
    Oposta: Que forma par (folha) com outra que nasce no mesmo nó, mas no lado oposto.
    Oval: De contorno que lembra o corte longitudinal de um ovo.
    Ovário: Parte basal da flor onde as sementes são formadas. A parede do ovário transforma-se na parede do fruto.

    P
    Palmada:
    Termo empregado para designar as folhas compostas de diversos folíolos que se abrem em leque a partir de um ponto comum, adquirindo o formato de uma mão espalmada. Ex.: arália.
    Panícula: Tipo de inflorescência formada por um cacho grande de flores pediceladas (com haste curta); inflorescência composta na qual do eixo principal partem outros eixos secundários que portam flores; um cacho de cachos.
    Parasita: Planta que se nutre da seiva de outra.
    Pecíolo: Haste de ligação entre o limbo da folha e o ponto em que ela se insere no caule ou no ramo; cabo da folha.
    Pedicelo: Haste de sustentação da flor.
    Pedúnculo: Haste que sustenta uma inflorescência.
    Peltada: Que tem o pecíolo inserido fora da margem da folha.
    Perene: Que preserva por mais de dois anos a forma adulta. O mesmo que vivaz. Diz-se da planta que pode viver por tempo indefinido. As perenes podem ser herbáceas ou lenhosas.
    Pérgula: Estrutura de jardim formada por duas filas paralelas de colunas que suportam as traves transversais e que serve de apoio a plantas trepadeiras.
    Pétala: Geralmente a parte mais vistosa da flor. As pétala protegem o miolo da flor e, quando coloridas, servem para atrair insetos polinizadores para os estames e pistilos. Uma flor pode apresentar poucas pétalas (como as flores de diversas trapoerabas, com apenas 3 pétalas) ou muitas (é o caso, por exemplo, das rosas híbridas de chá). O conjunto das pétalas de uma flor chama-se corola.
    PH: Símbolo de conveniência para expressar grau de acidez, numa escala de vai de 0 a 14 e na qual o valor 7 representa a neutralidade (equilíbrio entre ácido e alcalino), valores superiores indicam alcalinidade crescente e valores menores acidez também progressiva. Para se ter uma noção, o vinagre tem pH por volta de 3 e o bicarbonato de sódio pH por volta de 8. Plantas ornamentais geralmente requerem solo com pH entre 6 e 7,5 (cada unidade de pH representa acidez ou alcalinidade 10 vezes superior ao da medida anterior: solo com pH 5 é 10 vezes mais ácido do que o solo com pH 6 e solo com pH 8 é 10 vezes mais alcalino do que solo de pH 7).
    Pina: Seção individual, geralmente conhecida como folíolo, de folha ou fronde bastante segmentada. Emprega-se esse termo na descrição de frondes de samambaias.
    Pinada: Termo empregado para descrever uma folha composta que é dividida em alguns ou diversos pares de pina (folíolos) organizados de forma oposta. Ex.: palmeiras.
    Pistilo: Órgão feminino da flor; compreendendo o estigma, o estilete e o ovário.
    Poda: Técnica de remover por corte, ramos e outras partes de uma planta a fim de eliminar tecidos mortos ou supérfluos, controlar o tamanho e estimular certas reações favoráveis ao desenvolvimento e à preservação.
    Pólen: Pó produzido e contido nas anteras, constituído por diminutos grãos capazes de produzir um tubo que, a partir do estigma em que o pólen adere, percorre todo o estilete e atinge o ovário para nele fecundar um óvulo e dar início à formação de um fruto.
    Pseudobulbo: Porção do caule de orquídeas epífitas que assume um aspecto bulboso no desenvolvimento.
    Pseudofruto: Estrutura que se desenvolve a partir de flores, mas que a rigor não provém de um ovário. Caju, maçã e marmelo são pseudofrutos porque não provêm de ovários; morango, porque provém de diversos ovários de uma única flor; abacaxi, amora e figo porque provêm de várias partes de diversas flores.
    Pubescente: Coberto de pêlos finos, curtos e macios.

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    G
    Gavinha:
    Projeção fina do caule que se enrola em suportes, permitindo à planta ascender, as gavinhas podem ser espirais, como no maracujá, ou bifurcadas; órgão pênsil originário de modificação das folhas e pelo qual as trepadeiras se fixam à outras plantas ou estruturas de apoio.
    Gema: Embrião de caule, folha ou flor imatura. Uma gema terminal localiza-se no ápice de um caule ou ramo lateral; a gema axilar fica na axila do pecíolo. As gemas de crescimento geralmente são protegidas contra danos e temperaturas baixas por escamas ou brácteas superpostas e compactas.
    Gênero: Grupo de espécies afins – geralmente um grupo de plantas de estrutura semelhante e que, provavelmente, evoluíram de um mesmo ancestral. O nome do gênero inicia-se sempre com letra maiúscula. Exemplo: todas as heras pertencem ao gênero “Hedera”; divisão lógica do conjunto de seres vivos e na qual se agrupam formas de vidas com determinadas características semelhantes entre si e diferenciadas das de outros grupos; gênero é um conjunto de espécies e família é um conjunto de gêneros.
    Germinação: É o primeiro estágio do desenvolvimento de uma semente dentro da planta. O sinal visível de germinação é o surgimento de uma plântula. A germinação pode ser rápida (4 a 6 dias) ou lenta (várias semanas ou até meses). Trata-se de uma fase delicada, uma vez que a semente já não está protegida pelo envoltório e as raízes e folhas fortes ainda não se desenvolveram.

    H
    Habitat:
    Lugar onde naturalmente vive uma espécie animal ou vegetal. Em antigos tratados de História Natural, a descrição de cada espécie começava com a palavra ‘habitat’ (”habita”).
    Haste: Órgão que sustenta a flor (pedicelo), a folha (pecíolo) ou a antera (filete).
    Herbácea: Termo geralmente utilizado para designar plantas que não possuem hastes lenhosas, como a begônia e a açucena; diz-se da planta que desenvolve pouco ou nenhum tecido lenhoso.
    Hermafrodita: Flor provida de estames e pistilos.
    Híbrida: Planta derivada de dois pais geneticamente diferentes. A polinização cruzada é comum entre as plantas de espécies diferentes dentro do mesmo gênero. As plantas originadas de tais cruzamentos são chamadas híbridas primárias e em geral possuem algumas das características de ambos os pais, mas que podem se assemelhar mais a um que a outro. A polinização cruzada também é possível, embora rara, entre plantas de gêneros diferentes, como é o caso da Fatshedera, uma híbrida da Fatsia com a Hedera. Esses cruzamentos denominam-se híbridos bigenéricos ou intergenéricos. Diversas híbridas originadas naturalmente são estéreis.
    Horticultura: Cultivo de plantas, em sentido genérico, o trato de hortas, pomares e jardins; pesquisa cultura e produção de plantas utilitárias ou ornamentais (floricultura é o ramo da horticultura que se ocupa exclusivamente de plantas ornamentais floríferas).
    Húmus: Mistura de plantas e outras partes de plantas parcialmente decompostas, usada na mistura de solo para enriquecê-la com nutrientes. O húmus apresenta propriedades bactericidas e torna a mistura de solo mais porosa. Pode ser encontrado sob árvores decíduas ou preparado com folhas em estado de decomposição. O termo húmus também é usado para definir o material formado em parte pela decomposição de restos animais e vegetais, atualmente usa-se a expressão húmus de minhoca para definir a mistura resultante dos excrementos das minhocas e do substrato usado para sua criação – esta mistura é extremamente rica em nutrientes que enriquece e dá porosidade aos solos usados no cultivo de plantas.

    I
    Inflorescência:
    A definição básica para este termo é: grupo de duas ou mais flores numa mesma haste ou pedúnculo. Uma inflorescência pode variar consideravelmente de formato, desde as longas e semelhantes a espigas, como a palma-de-santa-rita, até as grande e arredondadas, como as hortênsias.
    Infrutescência: Agrupamento de frutos resultante do desenvolvimento dos ovários das flores de uma inflorescência, como ocorre com o abacaxi e a jaca.
    Íntegra ou inteira: Diz-se da flor que tem margem contínua, sem recortes nem divisões.

    J
    Jardim-de-pedra:
    Canteiro ou jardim criado em formações rochosas naturais ou artificiais e no qual se plantam geralmente plantas que preferem solo calcário, como os cravos.
    Jardineira: Recipiente para plantio; o tipo mais comum de jardineira é o alongado e relativamente estreito. Móveis para ornamentação floral também são chamados de jardineiras.

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    E
    Eixo:
    Haste longitudinal em que se fixam órgãos vegetais: a linha central hipotética de qualquer estrutura de planta.
    Entrenó: Espaço entre os nós do caule ou do ramo.
    Enxertia: Técnica de reprodução vegetal que consiste em inserir parte de uma planta, geralmente ramo ou caule, no organismo de outra, que passa então a nutri-la.
    Enxerto: Planta inserida em outra por enxertia, a operação de enxertia ou seu resultado.
    Epífita: Planta que cresce apoiada em outra planta, sem ser parasita. As epífitas usam a planta hospedeira apenas como suporte, sem retirar alimento diretamente dela. Diversas bromélias, por exemplo, são epífitas.
    Escama: estrutura seca e laminar que, pelo tamanho e coloração, lembra escamas.
    Escandente: Planta que tende a trepar em um apoio, outra planta, não importando o meio.
    Esfagno: Gênero de musgo que ocorre em terras muito ácidas e cujas estruturas mortas formam um tipo de turfa, usado em jardinagem por ser estéril e conferir ao solo acidez, porosidade, ventilação e capacidade de reter água.
    Espádice: Tipo de espiga pequena que abriga minúsculas flores. Geralmente, a espádice mostra-se circundada por uma espata. Exemplos de plantas que apresentam espádice: antúrio e copo-de-leite.
    Espata: Folha modificada que circunda a espádice (onde ficam as verdadeiras flores). Na maioria das vezes, a espata apresenta estrutura carnosa e, em alguns casos, cores e forma exótica, numa espécie de estratégia usada pela natureza para atrair os agentes polinizadores (insetos e pássaros), uma vez que as verdadeiras flores apresentam-se insignificantes, agrupadas na espádice. Exemplos de plantas: antúrios e copo-de-leite.
    Espatulada: Em geral usa-se para designar a folha em forma de espátula.
    Espécie: Conjunto de plantas que apresentam semelhanças entre si. Em biologia, a espécie é designada por um binômio constituído pelo nome do gênero (em maiúscula) seguido do nome da espécie (geralmente em minúscula), ambos os termos sempre latinos ou latinizados. Ex.: Coleus (gênero) blumei (espécie). Ao agrupamento de espécies dá-se o nome de gênero.
    Espiga: Tipo de inflorescência alongada e sem ramificações, formada por flores que se fixam num eixo único. É semelhante ao racemo; a diferença entre ambos é a ausência de pedicelo nas flores da espiga. Ex.:palma-de-santa-rita.
    Espinho: Estrutura aguda e dura, resultante da modificação de uma folha ou alguma outra parte da planta.
    Esporão: Proeminência aguda, embora não necessariamente rígida, que ocorre particularmente em flores como a capuchinha e a maria-sem-vergonha.
    Esporo: Minúsculo corpo reprodutivo produzido por samambaias e musgos, por exemplo, e que de certo modo corresponde à semente das plantas floríferas.
    Estaca: Parte de uma planta destacada para fins de reprodução vegetativa e que, depois de enraizada, passa a ser muda, a estaca não é necessariamente uma haste ou caule, pode ser uma folha, uma raiz etc.
    Estame: órgão masculino da flor, onde fica o pólen, composto por um filete e duas teças, contendo pólen .
    Estaquia: Técnica ou processo para reproduzir plantas por meio de estacas.
    Estigma: Ponta do pistilo (órgão reprodutor feminino), sobre a qual o pólen se aloja.
    Estilete: Porção filamentosa que sustenta o estigma, mantendo-o na posição correta para a polinização.
    Estolho: Caule rasteiro, superficial ou subterrâneo, que emite raízes e folhas a espaços relativamente regulares; muitos tipos de grama propagam-se por estolhos.
    Estômatos: Poros através dos quais os gases entram e saem da planta. Os estômatos geralmente situam-se na página inferior das folhas.
    Exótica: Diz-se da planta trazida de outra região.

    F
    Família:
    Divisão lógica na classificação dos seres vivos em geral, abrangendo vários gêneros (embora, às vezes apenas um e compreendida numa ordem); termo usado para descrever um grande grupo de plantas que possuem certas características em comum. Vários gêneros constituem uma família, que pode ser designada pelo nome latino ou sua tradução – Compositae ou Compostas, por exemplo, é o nome da família de todas as plantas que possuem flores semelhantes à da margarida.
    Filete: Haste do estame que sustenta a antera.
    Flor: Geralmente a característica mais vistosa da planta, a flor é um órgão composto de partes muito especializadas, relacionadas com a reprodução sexual. Algumas plantas produzem flores que possuem apenas órgão masculino (estame) ou feminino (pistilo). Essas partes em geral são circundadas por um anel de pétalas coloridas e sépalas verdes, embora haja diversas variações desse padrão. Na maioria das plantas, os órgãos masculinos e femininos estão contidos na mesma flor; há algumas espécies, no entanto, que possuem flores masculinas e flores femininas. É o caso, por exemplo, da begônia: as flores masculinas apresentam uma série de pétalas de cor viva com estames repletos de pólen; já as femininas possuem uma grande bolsa de sementes, alada, por trás das pétalas.
    Flor dobrada: Flor que possui no mínimo duas camadas de pétalas. Em geral, os estames e os pistilos no centro da flor são substituídos por mais pétalas. As flores dobradas costumam ser cultivares. Ex.: algumas variedades de rosas.
    Flor semidobrada: Flor com mais de uma camada de pétalas, porém com menos pétalas do que uma flor dobrada. Ex.: algumas variedades de violeta-africana.
    Flor simples: Flor com o número normal de pétalas. Ex:. amor-perfeito.
    Flórula: Flor pequena que, juntamente com várias outras, forma o miolo da flor. Ex.: a maioria das margaridas são formadas por diversas flórulas.
    Folha: Órgão de produção de energia da planta. A luz, ao atingir a parte verde da folha, inicia o processo de fotossíntese (sépalas, pétalas, gavinhas e brácteas são folhas modificadas); estrutura que nasce de um caule ou de um ramo e que tem por função primária a produção de alimento por fotossíntese, tipicamente é constituída por limbo, pecíolo, bainha e um par de estípulas, mas qualquer dessas partes pode faltar.
    Folha composta: Folha dividida em dois ou mais segmentos. Ex.: papiro. (Veja também pinada, palmada).
    Folíolo: Parte de uma folha pinada composta, também chamado pina; folha secundária que faz parte de uma folha composta como a de vários tipos de acácia.
    Fotossíntese: Processo pelo qual o dióxido de carbono é transformado em carboidrato, dentro da folha, a partir da incidência da luz sobre o pigmento verde – clorofila – das hastes e folhas.
    Fronde: Termo usado para designar as “folhas” samambaias com divisões bem marcadas, que possuem esporos e brotam de um rizoma; o termo também é empregado popularmente para designar folhas de palmeiras.
    Fruto: Qualquer ovário adulto contendo sementes maduras. A cobertura externa pode ser macia e carnosa como as bagas ou frutinhos da pitanga, ou seca, como a vagem da prímula-do-cabo; órgão resultante do desenvolvimento do ovário de uma flor, em geral por efeito de fecundação, embora em alguns casos o fruto possa resultar de um desenvolvimento ovariano determinado por outro estímulo que não a fecundação.
    Fungo: Organismo vegetal do grupo dos cogumelos.

    Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estiolada… o idioma “jardinês” está muito complicado?
    Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

    C
    Cacto:
    Planta carnosa, quase sempre originária das Américas, comum em desertos, (embora não restrita a eles) e que, com bem poucas exceções, tem as folhas substituídas por espinhos, escamas ou cerdas que emergem de auréolas.
    Cacho: Conjunto de flores ou frutos providos de pedicelos que os unem a um eixo comum; sinônimo de racemo.
    Calagem: Adição de calcário ou outra substância alcalina, para corrigir acidez excessiva de um solo.
    Calcário: Pó de rochas, predominantemente formadas por carbonato de cálcio, e usado na calagem.
    Cálice: Estrutura em forma de taça, constituída por sépalas separadas ou soldadas, geralmente verdes (mas às vezes da mesma cor das pétalas) e que circunda a parte inferior da corola.
    Capilar, ação: Absorção de água por um filamento ou pêlo, também conhecida como atração capilar. Este termo ainda é usado para descrever o modo como a mistura de solo absorve água quando se coloca o vaso em contato direto com um prato com água.
    Capítulo: Tipo de espiga com eixo largo e curto, as flores ficam quase no mesmo plano. É um tipo de inflorescência característico das Compostas, como a margarida e o girassol.
    Caramanchão: Construção rústica e vazada coberta por palha ou por trepadeiras que também podem recobri-la dos lados.
    Caule: Haste geralmente aérea que dá continuação à raízes e que tem por função produzir e sustentar as demais partes aéreas; pelos caules circulam substâncias diluídas na seiva, nos dois sentidos.
    Cavalo: Planta na qual se enxerta outra.
    Cerca-viva: Fila cerrada de arbustos usada para delimitar um terreno ou parte dele.
    Clorofila: Pigmento verde encontrado nos caules e folhas das plantas.
    Colmo: Caule de nós bem demarcados como o do bambu e de outras gramíneas.
    Colo: Parte basal da planta, onde a haste principal encontra-se com as raízes.
    Composta: Subdividida em segmentos (a folha); qualquer planta da família das Compostas.
    Composto: matéria orgânica resultante da decomposição de restos vegetais, às vezes de mistura com outras substâncias de origem animal ou vegetal, inclusive esterco, restos de alimentos, trapos e papéis velhos. De modo geral, tudo que já viveu pode fazer parte do Composto, mas em certos casos é preferível usar composto exclusivamente vegetal.
    Copa: Conjunto de ramos superiores de uma árvore, com forma tendente à convexa.
    Codiforme: em forma de coração.
    Cormo: Órgão subterrâneo de armazenamento, composto de uma haste engrossada coberta por uma casca fina de textura semelhante a papel. No topo do cormo, uma gema produz raízes e brotos; tipo de caule subterrâneo semelhante ao bulbo mas desprovido de escamas carnosas. Ex.: palma-de-santa-rita.
    Coroa: Broto ou centro de crescimento, especialmente de plantas em forma de roseta; parte aérea de uma herbácea; folhagem de uma árvore ou de um arbusto; parte da planta em que se situa a gema apical que a guia e estimula seu crescimento. Exemplo: violeta-africana. A coroa também pode ser a parte basal de uma planta herbácea onde a raiz e o caule se encontram.
    Corola: Nome do conjunto de pétalas de uma flor. A corola pode ser formada por pétalas separadas ou ligadas umas às outras.
    Cultivar: Planta desenvolvida em cultivo e batizada pelo floricultor. O nome dos cultivares aparecem entre aspas, para distingui-los dos nomes científicos.

    D
    Decíduas:
    Também chamadas caducas, são as plantas que perdem as folhas ao final da estação de crescimento.
    Deiscente: Que se abre quando maduro (o fruto seco) para liberar as sementes.
    Denteada: De bordas com entalhes em forma de dentes.
    Descanso: Período do ano no qual a planta permanece inativa, produzindo poucas ou nenhuma folha.
    Digitada: Folha composta em que os folíolos partem todos de um pecíolo comum a eles, num desenho que lembra o dos dedos abertos da mão.
    Disco floral: Porção central de capítulos de Compostas, formado pela cerrada aglomeração de floretas tubulares; o círculo amarelo no centro da margarida é um disco floral.
    Divisão: Técnica de reprodução vegetativa que consiste em cortar em duas ou mais partes um conjunto de raízes, uma touceira, um tubérculo ou outras partes subterrâneas. Como regra geral, toda planta que emite mais de um caule pode ser reproduzida por divisão (corte vertical da touceira).
    Drenagem: Estrutura ou operação para facilitar escoamento da água em vasos, outros recipientes e canteiros.

    Cactos

    opuntia weberi

    Animais e plantas são adaptados aos locais onde vivem pois, de outra maneira, não resistiriam. Os cientistas acreditam que por um processo chamado evolução, os seres vivos se diversificaram e, assim, puderam ocupar os mais diferentes ambientes. Alguns grupos de plantas se tornaram especialistas em viver nas regiões secas, entre os quais estão os cactos – plantas da Família das Cactáceas. Mesmo atravessando longos períodos sem chuvas, eles conseguem permanecer verdes e vigorosos. Suas formas são variadas, a maioria tem espinhos e alguns dão flores muito vistosas, atraindo insetos, pássaros e até morcegos! Quanto aos tamanhos, podem ser pequenos (com dois centímetros de altura, por exemplo) ou ter até dez metros de altura.
    Embora sejam adaptados à vida em áreas secas, no Brasil, podemos encontrar cactos em diversos tipos de ambientes. No Nordeste temos o mandacaru, uma espécie que simboliza a região. Ao longo do litoral, nas restingas, os cactos fazem parte da paisagem, já que resistem ao sol forte e ao calor excessivo das areias nos meses de verão. Há, também, os cactos chamados ‘flores-de-maio’, que são cactos ornamentais encontrados facilmente em floriculturas e que, na natureza, ocorrem em florestas que vão do estado de Santa Catarina até o estado do Espírito Santo

    Já o ‘coroa-de-frade’ (Melocactus macrodiscus) ocorre do México até o Peru e, também, no Brasil. Seu nome foi inspirado no fato de apresentar uma estrutura rosada, formada por pequenas cerdas e minúsculos espinhos, no alto da planta, como se fosse uma coroa. De dentro dessa estrutura é que saem as flores. No Rio de Janeiro, o ‘coroa-de-frade’ quase não existe mais por causa da destruição dos ambientes onde ele costuma ocorrer, como as restingas..

    Nas Américas, os cactos podem ser encontrados desde o Canadá (norte da América do Norte) até a Patagônia (no extremo sul da América do Sul). Ao todo, são aproximadamente duas mil espécies, vivendo desde o nível do mar até em montanhas de 4.500 metros de altitude. Enfim, há cactos em lugares onde cai neve, como no Canadá e nos Andes, e sobre troncos de árvores de florestas, como na Mata Atlântica.

    É interessante destacar que os locais muito frios apresentam também clima seco e a água disponível na forma de gelo ou neve não está no estado que a planta necessita. Logo, nesses locais o cacto também precisa ser um especialista em driblar a sede para resistir. No caso das espécies de cactos que vivem nas florestas, vale a pena lembrar aquela velha história de que em toda regra há exceção. Isso quer dizer que, embora a família das Cactáceas seja melhor adaptada a ambientes áridos, existem espécies que não resistem à muita seca e por isso são mais adaptadas a ambientes florestais. Mas, no caso dos cactos que vivem no alto das árvores, existe também a exposição ao sol e ao vento, o que também torna o ambiente hostil.

    Os cactos são mais adaptados a ambientes muito secos, em geral, em solos formados por cascalho e areia, onde a água escoa muito rapidamente. Além disso, preferem ambientes abertos e com muita insolação, em regiões também de clima seco.

    Uma das adaptações do cacto para viver nesta situação é apresentar raízes superficiais, muito longas e ramificadas, permitindo o aproveitamento de uma grande área de solo que permanece úmida por pouco tempo quando chove. Há espécies que têm uma raiz principal muito grossa para acumular um bom volume de água e substâncias nutritivas. Muitas vezes, essas raízes são mais grossas que a parte aérea da planta.

    Os cactos podem ter forma globosa, que são os redondos; colunar, que são os compridos; ou achatadas, como as palmas – cujo nome científico é Opuntia – que costumam servir de alimento para o gado no Nordeste. Essas palmas em especial não têm espinhos, assim não machucam o gado ao serem mastigadas. Porém, os parentes selvagens dessa espécie apresentam muitos espinhos para se protegerem.

    E como se dá o acúmulo de água no corpo que faz a planta resistir a longos períodos de seca? A pele, ou cutícula, dos cactos é espessa e apresenta uma cera que ajuda a evitar a perda de água por transpiração. A planta tem também estômatos – estruturas semelhantes aos nossos poros -, que durante o dia, sob sol forte, permanecem fechados para evitar a perda da água na forma de vapor.

    Os espinhos são uma característica marcante dos cactos. Na verdade, eles representam folhas que se reduziram no processo de evolução dessa planta. Essa é uma outra maneira de reduzir a perda de água, porque sem as folhas eles evitam ainda mais a transpiração. Os espinhos também protegem o cacto contra predadores e podem, ainda, ser importantes na dispersão da plantas. Alguns animais podem ter partes de cactos, como as palmas, ou mesmo plantas inteiras aderidas a seus pêlos e, assim, transportá-las para outros locais, onde poderão brotar.

    Como cultivar cacto
    Em vasos

    Os cactos necessitam de sol, ventilação e não suportam excesso de umidade. Isso é o básico para quem deseja cultivar cactos. A exceção fica por conta dos minicactos (aqueles que encontramos até em supermercados, em pequenos vasinhos) que, em geral, têm menos de três anos. Como ainda são bem jovens, os minicactos apresentam menor resistência à exposição direta dos raios solares. Neste caso, é melhor colocá-los em áreas claras e arejadas, mas longe da luz solar direta.

    Água- Este é talvez o fator mais importante para o sucesso no cultivo de cactos. A quantidade de água necessária para a manutenção destas plantas depende de outros fatores (terra, drenagem, temperatura, etc.), sendo difícil determinar uma periodicidade exata para as regas. Mas, dá para chegar numa média, de acordo com os períodos do ano. No verão, as espécies com mais de três anos devem ser regadas a cada 5 ou 6 dias; já os minicactos a cada 4 dias. No inverno, os cactos mais velhos devem receber água a cada 12 dias e os jovens a cada 8 dias. Toda a terra ao redor deverá ser molhada, mas não encharcada. Deixe que a água seja absorvida antes de colocar mais água.
    Terra e fertilizante – A mistura de terra indicada para o cultivo de cactos pode ser obtida misturando partes iguais de areia e de uma boa terra para plantas caseiras. Para fertilizar, recomenda-se, uma vez por mês, substituir a água da rega por um fertilizante líquido básico para plantas verdes diluído na proporção indicada pelo fabricante.
    Replantio – Uma questão que sempre se levanta é o replantio dos cactos: geralmente, o cacto deve ser replantado quando o vaso estiver pequeno demais para a planta, lembrando que a mistura de terra do novo vaso deve conter terra vegetal e areia (dessas usadas em construção), para garantir a boa drenagem. Além disso, para retirar o cacto do antigo vaso é preciso muito cuidado, pois os espinhos podem machucar. Uma boa dica é usar folhas de jornal dobradas várias vezes, em forma de tira, para envolver o cacto e desprender suas raízes com a outra mão (basta torcer levemente o vaso), sem forçar muito, para não quebrar a planta. Depois de solto, é só encaixar o cacto no novo recipiente. Com uma ferramenta de jardinagem pequena, pressione a terra do vaso, para firmar bem a planta.

    Em jardins

    O plantio de cactos em jardins pede outros cuidados. O principal deles é escolher o local adequado para evitar acúmulo de umidade. Não se deve escolher um local baixo ou em desnível, para evitar que a água das chuvas forme poças ou fique parada. Como já foi explicado, a água em excesso causa o apodrecimento dos cactos e pode até matá-los. O ideal é escolher um local mais alto ou até fazer um morrinho, amontoando terra e apoiando com pedras. O aspecto visual fica bem interessante.

    Prepare as covas: para espécies que chegam a mais de dois metros de altura, faça covas com cerca de 40 centímetros de profundidade; para espécies menores (as mais comuns) faça covas rasas, com cerca de 15 centímetros. Coloque no fundo das covas, uma camada de pedrinhas (tipo brita) e, por cima, coloque a mistura de terra (pode-se usar a terra retirada do buraco, misturada à areia de construção e terra vegetal, tudo em partes iguais).

    Plante os cactos usando a dica de segurá-los com a faixa de jornal. Em volta dele, por cima da terra, espalhe outra camada de pedrinhas, para auxiliar na drenagem. Para fertilizar cactos de jardim, siga a mesma periodicidade indicada para os cactos de vasos.

    É importante lembrar que para conseguir um bonito efeito com cactos em jardins é necessário saber escolher bem as espécies, que devem ter a resistência necessária à exposição direta aos raios solares, à chuva e ao vento constante. Uma boa idéia é consultar um produtor ou especialista na hora da compra, para ter certeza de escolher os tipos de cactos adequados ao seu jardim.

    Curiosidades sobre os cactos

    A origem do nome: o termo ‘cactos’ foi usado há cerca de 300 anos antes de Cristo pelo grego Teofrastus. Em seu trabalho chamado Historia Plantarum, ele associa o nome cacto à plantas com fortes espinhos. Embora os cactos possam ter formas diversas, ainda hoje associamos a idéia de que são plantas com muitos espinhos.
    * Nem todas as plantas que mantêm água dentro da sua estrutura são cactos. Essa característica também é comum às plantas suculentas. A diferença é que os cactos têm apenas caule e espinhos e as suculentos também têm folhas e nem sempre espinhos.
    * Todos os cactos florescem, porém algumas espécies só dão flores após os 80 anos de idade ou atingir altura superior a dois metros. Depois da primeira floração, todo ano, na mesma época, as flores voltam a aparecer.
    * Algumas espécies dão frutos comestíveis. É o caso do cacto mexicano Opuntia Ficus-indica, que produz o conhecido figo-da-índia.
    * Cactos podem viver até 200 anos e alcançar 20 metros de altura (como o Cornegia gigantea, originário dos EUA e México). Mas também existem espécies minúsculas. A menor conhecida é o Blosfeldia liliputana, dos Andes bolivianos, com apenas 0,5 centímetros de diâmetro.
    * Apesar de 92% de sua estrutura ser composta por água, a presença do cacto indica sempre um solo pobre e seco.
    * No mundo, existem mais de duas mil espécies de cactos catalogadas. Só no Brasil, são mais de 300 tipos.
    * Os cactos reproduzem-se tanto por sementes quanto por estacas.

    Hatiora_salicornioides

    Habitat: Mata Atlântica
    Tamanho da planta: Cresce até 1 mt
    Tamanho da flor: 1 cm
    Clima: Moderado.
    Planta rupícola de lugares ensolarados.
    Grau de dificuldade para cultivo:
    Fácil
    Sugestão de substrato: Vaso com fibra de coco desfibrado misturado com folhas secas, podendo acrescentar um pouco de sphagnum e pedras no fundo para drenagem.

    É um cacto epífito do Brasil. Sendo tropicais necessitam parcialmente de sombra e umidade. A irrigação pode ser um pouco mais abundante do que em outras espécies de cactos, na época do verão devem ser pulverizadas de vez em quando.