Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • http://floracoracaoverde.com.br/file_upload/fotos/empresa_10.jpg

    Seja qual for o tipo de atividade desenvolvida num estabelecimento comercial, a natureza tem um papel de destaque em termos de decoração. Mesmo discretas, as plantas dão vida ao ambiente e contribuem para suavizar o cotidiano de um escritório, humanizando as condições de trabalho, com reflexos na produtividade.
    Numa loja, além de embelezar o local, elas podem funcionar como um atrativo a mais, valorizando os objetos expostos e melhorando o bem estar dos clientes.
    Uma escolha correta das plantas, vai depender das condições ambientais. Antes de qualquer coisa é preciso considerar a iluminação, se há ou não ar condicionado e que tipo de ventilação existe. Não são todas as espécies que sobrevivem às adversidades, mas há inúmeras plantas indicadas para interiores. Também é necessário planejar com cuidado a distribuição dos vasos, evitando que funcionem como obstáculos à circulação. Plantas pendentes do teto não devem ficar acima das mesas de um escritório, assim como um vaso frondoso nunca deve atrapalhar a passagem num corredor.

    Vistosas, coloridas ou contra mau-olhado – Se a opção for pelo predomínio do verde, a escolha pode recair se as chamadas plantas de sombra, como scheffleras, raphis, árvore da felicidade, pleomele e dracena arbórea. Por serem plantas grande porte e de formas esculturais, devem ser usadas em pequeno número, colocadas num canto ou lugares de destaque. Há ainda uma imensa variedade de vasos, que podem ser pendurados no teto. É o caso de todas as plantas da família das samambaias, a ripsalis, a renda portuguesa e o chifre-de-veado. As samambaias, por exemplo, gostam de calor, umidade e luz difusa.

    Em matéria de flores, a violeta africana é apropriada por sua durabilidade, a begônia e a azaléia são muito resistentes e o lírio-da-paz tem uma flor de longa duração.
    Outras espécies de plantas que sobrevivem bem em interiores: jibóia, syngonium, filodendro, bico-de-papagaio, costela-de-adão, peperômia e brassaia.
    Como sempre existem pessoas supersticiosas, as plantas conhecidas popularmente como “plantas da sorte” ou “contra olho gordo” podem se transformar num ponto de atração. Essa categoria inclui comigo-ninguém-pode, guiné, arruda e espada-de-são-jorge. Podem ser plantadas juntas e ficam muito bonitas quando colocadas num vaso de vidro com um pouco de terra no fundo e bastante água.

    Água e luz: alimentos essenciais: Por outro lado, a localização dos vasos precisa seguir alguns critérios. Devem ser situados junto às janelas, para receber a maior quantidade de luz natural e ar, e ficar o mais longe possível das saídas de ar condicionado. Se não houver luz natural, é necessário instalar focos de luz perto das plantas ou até colocar lâmpadas especiais, que estimulam a fotossíntese.
    Outro cuidado importante diz respeito às regas: para saber quando as plantas devem ser molhadas, basta colocar o dedo na terra e verificar se está seca. A água nunca deve ser usada em excesso, pois pode provocar o apodrecimento das raízes. Também não há necessidade de troca constante da terra, desde que ela se mantenha no nível ideal. As adubações periódicas são essenciais para a saúde da planta, mas devem ser feitas de acordo com a espécie cultivada. Para prevenir pragas e fungos é conveniente manter o ambiente arejado.Se o local for muito poluído, o que é inevitável nas grandes cidades, é bom lavar as folhas de vez em quando com um pano úmido utilizando uma esponja com sabão de coco.

    Os vasos pequenos, ideais para enfeitar mesas ou estantes, podem conviver num ambiente onde há verde ou tornarem-se as próprias soluções. De qualquer forma, devem estar sempre dentro de um cachepot de madeira ou cerâmica. Para arbustos ou folhagens são muito usados os vasos grandes de cimento, cerâmica ou fibra de vidro.
    As plantas são hoje um componente essencial na decoração. Pesquisas mostram que a cor verde tem um efeito tranqüilizante sobre as pessoas, o que ameniza a rigidez do ambiente de trabalho. Daí a importância de definir um projeto paisagístico junto com a distribuição dos móveis, o que evita contratempos posteriores e ajuda a personalizar o estabelecimento.

    Quase todo mundo tem um jardim ou parte do jardim à sombra. Há sempre aquela enorme árvore do vizinho, ou um muro para atrapalhar. Um corredor que não recebe sol, ou pelo menos um jardim interno mal iluminado. À primeira vista, tem-se a impressão de que estes locais serão sempre desagradavelmente úmidos e sem charme. Mas basta um pouco de atenção com o solo, escolher as plantas certas e a coisa toda muda de figura. Em outras palavras, planejando direito podem-se obter resultados surpreendentes. E já que estamos falando em planejamento, é bom lembrar que, para se ter um bonito jardim à sombra, é importante ficar atento para alguns detalhes, tais como drenagem e textura do solo.

    Comecemos por eles:
    Drenagem ou como evitar o excesso de umidade –
    O sol é um poderoso absorvedor de umidade. Logo, quando ele não incide num local, a tendência natural é um excesso de umidade. Daí é necessário, nos jardins à sombra, recorrermos a alguns truques para permitir uma maior drenagem da água. Uma providência muito acertada é cavar, no meio ou na parte mais baixa do jardim, uma profunda vala em declive. Uma vala de, digamos, 90 centímetros a 1 metro de profundidade. Forra-se o fundo da vala com uma camada de pedrisco (pedra britada ou similar), instala-se sobre ele uma linha de tubos de cerâmica, ou plástico próprio para drenagem (perfurado), cobre-se à tubulação com pedrisco e, finalmente, completa-se o nível com a camada de terra do jardim.
    O princípio de funcionamento é similar àquele de se colocar pedregulhos ou cacos de cerâmica no fundo de um vaso. No caso, o tubo seria o furo do vaso, que precisa, obviamente, ser instalado de tal modo a permitir o escoamento do excesso de água para fora da área que se pretende drenar.

    A textura do solo pode ajudar muito – Existem terras, e terras ideais para um jardim à sombra. Para estes, a melhor é aquela bem permeável, onde o excesso de água escorre rapidamente para o subsolo. Ideal mesmo, seria aquela velha receita de solo para vasos: terra, areia de construção e esterco bem curtido, em partes iguais. Mas, na impossibilidade de ser preciso nas dosagens, misture à terra do canteiro bastante areia e, esterco animal bem curtido ou composto orgânico. Esta adição contribuirá muito para melhorar a textura da terra tornando-a mais permeável.

    Luminosidade é importante – Sombra não é sinônimo de escuro. Quando se fala em jardim à sombra, está se falando em um local onde o sol não incide diretamente, ou onde só bate umas poucas horas por dia. Não em um local escuro. Assim, deve-se procurar ao máximo preservar a luminosidade natural. Às vezes, basta desbastar um pouco uma árvore de copa muito densa, ou uma trepadeira, para se conseguir o dobro de luminosidade. Outras, pintar as paredes próximas em tons claros. Enfim, o importante é você observar o seu jardim em particular, e procurar imaginar os recursos possíveis para dar a ele um pouco mais de luminosidade natural.

    Ajuda do Oriente – Há séculos, os orientais descobriram que o jardim não é um reino exclusivo das plantas. Eles como ninguém, tiram proveito de elementos não vegetais, sobretudo pedras e água para criar belíssimos efeitos paisagísticos. Com isso, conseguem transformar o que era uma simples área verde num verdadeiro jardim, sinônimo de tranquilidade e beleza.
    Faça como eles. Pedras, água corrente, esculturas e vasos combinados com umas poucas plantas podem ser a melhor solução para áreas realmente difíceis. Agora que você já tem as bases para o planejamento, deixe as idéias fluírem e crie você mesmo, seu jardim encantado. Mas cuidado com a manutenção.

    Como manter este belo jardim – Na verdade, os cuidados com um jardim à sombra devem ser redobrados. Num país tropical como o nosso, não podemos esquecer que, se o clima quente e úmido torna o verde mais verde, contribui também para a proliferação de uma infinidade de fungos e bactérias. Portanto, é melhor tomar algumas precauções para evitar que o desenvolvimento das plantas seja prejudicado.

    Algumas delas:
    Mantenha a área sempre bem arejada –
    Evite o encharcamento por excesso de regas. Revolva aterra freqüentemente (o ideal é uma vez por semana), para facilitar a aeração do solo. Fique de olho nas pragas e doenças.

    Sintomas de problemas futuros – Não é nenhum bicho de sete cabeças a identificação dos microorganismos, fungos e bactérias prejudiciais às plantas. Basicamente, o primeiro sintoma é a alteração da cor das folhas. O oídio, por exemplo, caracteriza-se por deixar manchas brancas semelhantes ao mofo. Já a ferrugem, apresenta manchas amarelas e em relevo, enquanto o que a altenáría produz grandes manchas amarelas e pretas. Mas existe uma outra doença, a podridão, cujo sintoma é o surgimento de mofo no colo, e muitas vezes nos ramos da planta. Esta, se não for combatida a tempo, provoca o apodrecimento dos tecidos e a conseqüente morte do vegetal.

    Para combater estes microorganismos, o melhor é: Eliminar a parte afetada da planta. Pulverizar a planta com fungicidas à base de cobre, tipo calda bordalesa. Ou se puder, opte pelos naturais, como o óleo de Nim. Fazer pulverizações preventivas nas plantas vizinhas, com dosagem um pouco mais fraca. Você já viu a maneira certa de planejar, e os cuidados que precisa ter com seu jardim à sombra. Conheça agora algumas das plantas mais recomendadas:

    Plantas para jardins à sombra e meia sombra
    Plantas floríferas –
    Bananeira do mato (Heliconia); Malvavisco (Malvaviscus roseo); Justícia (Wacobinia carnea); Planta-camarão (Beloperone); Hortência (Hydrangea); Afelandra (Aphelandra); Bela-emília (PIumbago); Nandina (Nandina doméstica); Antúrio (Anthuriun); Lírio-da-paz (Spathiphylun); Maria-sem-vergonha (Impatiens)

    Trepadeiras – Lanterna Japonesa (Abutilon); Maracujá (Passiflora); Filodendro (Philodendron); Brinco-de-princesa (Fuchsia); Gloriosa (Gloriosa); Jasmin-de-madagascar (Stephanotis)

    Folhagens -Tinhorão (Caladjum); Dracenas (Dracena); Asplênio (Asplenium nidus); Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

    Samambaias diversas – Cheflera (Schefflera); Samambaiaçu (Blecnum)

    Forrações – Hera (Hedera); Brilhantina (Pilea); Maranta (Maranta ieuconeura); Hera-sueca; (Plectranthus); Grama-preta (Ophiopogon); Planta-pavão (Calathea)

    A beleza que traz equilíbrio A harmonização de ambientes através da disposição de elementos já não é, uma novidade. Atrás de soluções para diminuir o estresse causado pela correria dos dias de hoje, cada vez mais pessoas procuram a ajuda do Feng Shui do chinês “vento e água para transformar lares e escritórios em canais de energia positiva.
    “Os chineses avaliavam a formação do terreno, as montanhas, os cursos de água, a direção dos ventos e só então instalavam suas casas, cidades, população”, diz Nizia Steinlle, que é arquiteta e pesquisadora do Feng Shui. “0 uso da vegetação plantas, flores ou árvores é, sem dúvida, uma das melhores maneiras de equilibrar um ambiente e enchê lo de bons fluidos”.
    Orientada pelo sol, Nizia segue a vertente da Escola da Bússola e a aplica ao hemisfério sul.
    “Uma das muitas vantagens desta Escola é sua aplicação a qualquer espaço. Pode ser uma casa, uma mesa ou um belo jardim”, explica Steirille.

    O importante é saber posicionar corretamente as duas bússolas, a tradicional e o Ba guá, para saber o que deve ser colocado em cada área para potencializá-la. Para isso, a pessoa deve estar no meio do espaço estudado e alinhar os pontos cardeais: o norte do diagrama e o da bússola devem apontar na mesma direção.
    Para cada tipo de planta, assim como para todos os outros elementos, existem lugares que aumentam seu poder de influência no ambiente (veja lista no final da reportagem). “Flores vermelhas, por exemplo, devem ser colocadas na área que rege as perspectivas profissionais.”

    Dica:
    Árvores na frente da casa devem ser mais baixas que o telhado (as mais altas ficam atrás); heras podem cobrir muros, mas não paredes externas da casa; trepadeiras enroladas nas colunas quadradas suavizam ângulos retos.

    árvores

    A maior parte das mudas plantadas na cidade não vinga em função da depredação e vandalismo provocado pelas pessoas que sentem prazer em quebrar árvores novas ou sacudi-las até deixá-las tombadas (nem mesmo a armação protetora que defende a árvore escapa).

    Outras vezes, por não terem sido plantadas em condições apropriadas para se desenvolverem saudáveis e bonitas.
    Algumas recomendações básicas devem ser seguidas, a fim de se obter sucesso no plantio das árvores. As espécies devem ser adequadas ao espaço disponível, observando porte e tipo de copa da árvore adulta, tipo de raiz e caule, tamanho dos frutos e flores, origem, toxicidade e espinhos, presença de fiação elétrica, largura da calçada, clima, tubulações subterrâneas, etc.
    * A muda deve ter altura mínima de 2,20m.
    * Um espaço mínimo de 1m deve ser deixado para o trânsito de pedestres.
    * Sob fiação, só podem ser plantadas árvores de pequeno porte (até 5 metros de altura).
    * A cova deve ter as dimensões mínimas de 60×60x60cm
    * A muda com o torrão deve ser plantada no centro da cova, a 60cm do meio-fio da rua.
    * O colo da muda deve ficar no nível da superfície.
    * A terra de preenchimento da cova deve estar sem pedras, entulho ou lixo, para o bom desenvolvimento da muda.
    * A muda deve estar presa a um protetor fixado ao solo, por amarrilhos (cordões) de sisal ou similar na forma de oito deitado.
    * O amarrilho utilizado na fixação da árvore ao protetor não deve sufocar a muda, podendo ser retirado após um ano aproximadamente.
    * Enquanto a muda for pequena o protetor deve ser mantido.
    * Assim que plantada, a muda deve ser regada com bastante água, e a rega deve continuar com freqüência de três vezes por semana, principalmente em períodos de estiagem.
    * Nas primeiras semanas a muda pode perder todas as folhas, continue regando, pois ela irá brotar novamente.
    * Quando surgirem rebentos na árvore, a irrigação poderá ser feita a intervalos cada vez maiores.
    * Para facilitar o crescimento da árvore, os chamados “brotos ladrões” que nascem no tronco junto ao chão e nas laterais devem ser retirados.
    * Tratamento de eventuais lesões na casca da árvore devem ser feitos com a utilização de pastas fungicidas, encontradas em casas de artigos para a lavoura.

    33041qarmymnxlc

    borboletas

    Algumas plantas com flores precisam da colaboração de agentes externos que as polinizem. Estes agentes ou vetores que realizam o transporte do pólen podem ser o vento, a água ou seres vivos como pássaros, morcegos e insetos. As borboletas são as que trazem mais vantagens porque, além de ajudar na reprodução das plantas, enfeitam com seu colorido. Aprenda como atraí-las para dar mais harmonia ao ecossistema do seu jardim.
    1 - Ao fazer a distribuição das plantas, escolha partes onde bate sol. Estas áreas devem ter pelo menos seis horas de luz direta diariamente.
    2 - Proteja do vento algumas áreas do jardim. Você pode criar uma proteção natural contra as rajadas de vento plantando arbustos ou outras plantas altas. Outra opção é fazer cercas ou aproveitar as paredes já existentes.
    3 - Diversifique as espécies do seu jardim. Plante muitas flores onde as borboletas possam se alimentar e colocar seus ovos. Saiba que cada espécie de borboleta se alimenta do néctar de um tipo de flor.
    4 - Inclua plantas que florescem em épocas diferentes do ano para evitar que as borboletas tenham de migrar para obter alimento.
    5 ultive plantas com flores vermelhas, laranjas, amarelas e lilás, porque essas são as cores que mais atraem as borboletas.
    - Entre as espécies de plantas recomendadas com flores vermelhas e rosadas estão o gerânio (Pelargonium sp) e os cravos de poeta ou cravinas (Dianthus barbatus).
    - Entre as flores de cor laranja você pode plantar calêndula (Calendula officinalis) e camará (Lantana camara).
    - As flores branco-amareladas são as preferidas pelas borboletas noturnas. Em geral estas flores têm aromas intensos. Você pode optar por araticum ou fruta-do-conde (Annona sp), abacateiro (Persea gratissima), arruda (Ruta sp), tomilho (Thymus mastichina), jasmim (Jasminum officinale) e madressilva (Lonicera caprifolium).
    - Entre as de tonalidade lilás você pode cultivar trevos (Trifolium spp), maracujá (Passiflora sp), viperina (Echium vulgare), sálvia (Salvia officinalis), lavanda (Lavandula vera) e verbena (Verbena repens).
    6 - as épocas em que o jardim estiver com poucas flores, prepare o seguinte alimento: misture em uma xícara com água duas colheres (sopa) de açúcar e 20 gotas de tempero para carne (confirme antes se possui enzimas proteolíticas). Coloque a mistura em pratinhos, camuflando-os entre as plantas.
    7 - Mantenha o jardim com boa umidade. Coloque vasilhas de terra úmida e adicione um pouco de sal. As borboletas chuparão estas superfícies para satisfazer sua necessidade de umidade e minerais.
    8 - Coloque um banco confortável no seu jardim e contemple esse espaço e as borboletas.

    Importante:
    - Não utilize inseticidas. Lembre que as borboletas são insetos e também serão afetadas.

    janela floridona
    Morar em apartamento é, hoje em dia, uma realidade crescente nas grandes cidades e isso tem provocado uma grande procura por empresas e profissionais especializados em criar jardins para varandas e terraços.

    “Quero um jardim na varanda do meu apartamento, com plantas bonitas e flores perfumadas!” – frases deste tipo têm sido ouvidas com freqüência pelos profissionais da área, pois fazem parte da realidade atual dos moradores dos grandes centros urbanos. O medo da violência, a necessidade de novas moradias dentro de um espaço que não aumenta mais, o número crescente de pessoas que moram sozinhas (descasados, solteiros convictos, jovens independentes, etc.) são algumas das razões que explicam a proliferação dos edifícios de apartamentos.
    A “nova realidade” gera necessidades básicas que precisam ser atendidas com rapidez, enquanto que outras, menos urgentes, ficam para depois, mas não são esquecidas. É o que acontece com as plantas. Se não dá para caminhar no parque ou na praça a toda hora, as pessoas querem trazer um pouco da natureza para dentro do apartamento e, então surgem os problemas: Como escolher as espécies certas? Onde colocar? Como cuidar?
    Gradualmente, foi surgindo um novo campo de trabalho: paisagistas, jardineiros, consultores e até decoradores são acionados para criar jardins em varandas e nas salas dos apartamentos. E como as dúvidas são privilégios de quem faz, temos recebido inúmeras consultas sobre este tema. Entre as várias perguntas que recebemos, selecionamos a seguinte questão:

    É possível usar trepadeiras nas varandas ou terraços de apartamentos?
    É perfeitamente possível incluir as trepadeiras nesses projetos, acrescentando um charme muito especial ao ambiente, uma vez que existem várias espécies adequadas, muitas delas com flores perfumadas. Entretanto, é preciso observar que algumas apresentam uma exigência impossível de ser esquecida: aquelas que possuem caules compridos e frágeis precisam de um apoio ou suporte para crescer, como telas, treliças, arames, arcos, etc.
    Antes de falar sobre as espécies mais indicadas, é interessante observar alguns aspectos característicos, pois as plantas devem ser escolhidas de forma a conciliar as condições do local (espaço e luminosidade, por exemplo) e forma como precisam se apoiar:
    * Algumas trepadeiras se sustentam no primeiro apoio que encontram pela frente e vão se enroscando em torno dele, num movimento espiral até atingir o topo, quando, então, caem em ramos pendentes. Espécies que produzem flores costumam resultar num visual surpreendente. Para que a planta não se torne um emaranhado de galhos, é preciso cuidados periódicos que incluem condução e podas. Um bom exemplo é a madressilva (Lonicera japonica), com delicadas flores perfumadas.
    *Existem espécies, como a alamanda (Allamanda cathartica), que emitem longos caules que vão se vergando com o peso das folhas e flores e se estendem procurando apoio no suporte mais próximo que encontram. São plantas que exigem bastante espaço e o uso de amarrilhos para se manterem presas aos tutores (estruturas de arames e treliças são ideais).
    *Certas espécies são chamadas de trepadeiras quando, na verdade, são “arbustos escandentes”. Caso específico da primavera (Bougainvillea) – seus ramos são muito flexíveis, crescem em movimento ascendente mas, depois, tombam com o peso das folhas e dos cachos floridos. A primavera só dá bons resultados em locais bem ensolarados e exige um espaço considerável.

    As boas opções para áreas sombreadas:
    *Costela-de-adão
    (Monstera deliciosa) – também conhecida como banana-do-mato ou banana-do-brejo, apresenta rápido crescimento e suporta bem as variações de temperatura. Recomenda-se conduzi-la sobre uma estaca coberta de musgo para que as raízes aéreas possam fixar-se. Nunca pode as raízes, pois elas levam nutrientes à planta. Requer local sombreado, regas moderadas e poucos cuidados, entre eles, a aplicação de fertilizante líquido na primavera e no verão e a limpeza regular das folhas mais velhas.
    *Jibóia (Scindapsus aureum) - sobrevive bem à sombra, mas precisa de boa luminosidade. Os longos caules, repletos de folhas, resultam num visual muito bonito. Há quem conduza seus caules em fios de nylon, emoldurando quadros ou outros detalhes da decoração. Requer regas moderadas e poucos cuidados.
    *Filodendro (Philodendron sp.) – planta de rápido crescimento, aprecia locais sombreados e não suporta correntes de ar. Se a varanda ou terraço estiverem sujeitos a ventos fortes, o ideal é colocar o filodendro próximo à porta de vidro, mas do lado de dentro do apartamento. Também dá ótimos resultados como planta pendente.

    E para um jardim de cobertura…
    As principais condições que encontramos num jardim de cobertura são sol pleno e ventos fortes e constantes – ambos contribuem para que o solo se resseque rapidamente e as plantas percam água com facilidade. Por essa razão, neste tipo de jardim os cuidados com as regas e adubações devem ser redobrados. As espécies mais indicadas para um jardim de cobertura são:
    *Brinco-de-princesa - (Fuchsia sp.) – indicada para o plantio à meia-sombra, mas tolera bem locais que recebam sol direto poucas horas por dia. Recomenda-se colocá-la no local mais protegido de ventos fortes. Apresenta uma floração abundante e delicada. Para um bom resultado visual, pode tanto ser educada para subir, como ser plantada como pendente.
    *Ipoméia (Ipomea) – Também conhecida como “campainha”, é uma planta resistente ao sol e ventos fortes, sendo ideal para coberturas. Produz flores, em formato de trombeta, apenas sob sol pleno. Por essa razão, deve-se observar bem a insolação do local para escolher a melhor posição. Dá excelentes resultados apoiando-se em treliças.
    *Alamanda (Allamanda cathartica) – Outra planta muito resistente para as condições de um jardim de cobertura. Produz folhas brilhantes e flores graúdas, mas também apenas sob sol pleno – na sombra ela não floresce. Precisa de espaço e de suporte para manter um formato harmonioso. Também resulta num ótimo efeito, apoiada em treliças. Flores nas cores amarela (a mais conhecida), rosa, vermelho e laranja.

    flor219

    Cupressus macrocarpa
    A tuia holandesa (Cupressus macrocarpa), uma espécie conífera, assim como os pinheiros tradicionalmente usados no Natal, é uma boa opção de decoração para o Natal, e ainda apresenta algumas vantagens sobre os modelos tradicionais: por ser uma planta cultivada em vaso desde o início, pode ser transplantada em local definitivo, como jardins e quintais, conservando a aparência e o aroma característico durante toda a temporada natalina.

    Esta planta é comercializada em vários tamanhos, desde 40 cm até quatro metros de altura. Dependendo do porte, pode ser usada como planta decorativa em ambientes internos ou externos, por toda a vida.
    A espécie comercializada é da família das Cupressáceas, que emana um suave aroma de limão ao ser tocada e pode apresentar diversos formatos: piramidal, bola e coração (obtidos com técnicas de poda e condução manual).

    Principais Cuidados – A espécie é originária da Inglaterra e foi adaptada ao clima brasileiro.
    A fase inicial, chamada de enraizamento da planta, dura cerca de seis meses. Em dois anos, atinge a altura de 40 cm e, em três anos, chega a 1,5 metros. A partir daí, cresce aproximadamente um metro a cada ano.

    Quando atinge cerca de 2 metros deve ser transplantada, para que as raízes tenham mais espaço. O local ideal é à meia-sombra, onde receba cerca de duas horas de sol direto por dia. Em locais de clima ameno, pode ficar sob luz solar direta em tempo integral.

    O cultivo em vaso exige regas diárias e locais bem iluminados.
    Por ocasião do plantio em jardins, é aconselhável fazer uma cova profunda, com cerca de 50 cm de profundidade e 50 cm de largura.

    Antes do plantio, recomenda-se encharcar a cova, para que suas paredes fiquem bem molhadas e facilitem a acomodação da raiz.
    A mistura de solo ideal deve conter terra vegetal e húmus de minhoca. Além disso, é bom lembrar que o desenvolvimento da planta depende de uma boa irrigação.

    Pode ser regada todos os dias, e é preferível encharcar do que regar pouco.

    pinheirinho

    Podocarpo

    podocarpo

    Nome Popular: Podocarpo
    Espécie: Podocarpo
    Família: Podocarpáceas
    Origem: Regiões tropicais do Hemisfério sul
    Altura (em ambiente natural): 12 m

    O Podocarpus maki é um arbusto procedente da China, de folhas lineares, por cima possuem um tom verde escuro e são pontiagudas em sua extremidade. Seus frutos, quando maduros, são arredondados. Na natureza, a árvore adulta pode alcançar até 6 metros de altura.
    Luz: O Podocarpo gosta muito de luz e pode ser colocado no exterior a pleno sol, poupando-o apenas do sol forte do verão. Apesar disso o Podocarpo suporta muito bem a condição de interior, podendo ser colocado ao lado de uma janela muito iluminada. No inverno deve ser protegido de fortes correntes de ar e de temperaturas abaixo de 13ºC.

    Rega: A Maneira correta de regar um bonsai é fazer com que toda a terra que esta no vaso se umedeça. Para isso coloque água distribuindo em toda a área da superfície até que esta saia pelos orifícios do fundo do vaso. Deve-se regar o Podocarpo diariamente com moderação. Em épocas mais frias regar somente quando a terra estiver seca na superfície do vaso. O excesso de água pode causar rapidamente a deterioração de suas raízes. Deve-se também, periodicamente, vaporizar suas folhas.

    Adubação: O Podocarpo pode ser adubado com adubo orgânico de decomposição lenta ou adubos convencionais químicos. Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio ( N ), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes: Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), S (Enxofre), B (Boro), Cl, Cu, Co, Fe….. Melhores épocas para a adubação do Podocarpo: Primavera e Outono. No Inverno adubar pouco.

    Sugestão para adubação:

    AGENDA ANUAL

    Janeiro

    QG

    Julho

    Não adubar

    Fevereiro

    Não adubar

    Agosto

    Não adubar

    Março

    G

    Setembro

    QG + TM

    Abril

    TM

    Outubro

    TM

    Maio

    Não adubar

    Novembro

    FO

    Junho

    Não adubar

    Dezembro

    Não adubar

    QG – Adubo químico de liberação gradual

    TM – Torta de Mamona (Adubo orgânico)

    FO – Farinha de Osso (Adubo orgânico)

    G - Galinaça (Adubo orgânico)

    Troca de Terra: A troca de terra do Podocarpo deve ser feita a cada DOIS ou TRÊS anos, preferencialmente no final da primavera, antes de sua brotação intensa. A mistura aconselhada é de 30% de Argila, 60 % areia e 10% (Opcional) de terra adubada de boa procedência. Na troca de terra podar no máximo 30 % das Raízes. Deve-se eliminar as raízes mais velhas, podres ou motas ( secas). Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

    Poda: A Arte bonsai procura como inspiração, buscar formas existentes na natureza. Essa busca nos leva a um espectro riquíssimo de texturas, formas e cores, tornando nosso hobby um dos mais interessantes e criativos. O objetivo da prática do bonsai (cultivo de arvores em vaso), não é apenas mente-los vivos, mas cada vez mais bonitos. Para isso é necessário que se façam podas regulares para se manter a forma de “mini árvore”. Podar é estilizar a formação de uma árvore. Com a poda, eliminamos os ramos defeituosos ou os ramos desnecessários. Para podar devemos utilizar ferramentas adequadas, como tesouras afiadas e para galhos maiores alicates de corte côncavo, que fazem cortes limpos, precisos e de fácil cicatrização. Quando as feridas da poda são de grande tamanho ( maior que o tamanho do diâmetro de um cigarro ) é conveniente cobri-las com pasta de selagem para garantir sua perfeita cicatrização. Pode-se usar clara de ovo ou tinta PVA. A poda de manutenção do Podocarpo pode ser feita facilmente com uma tesoura afiada cortando-se os galhinhos que saem da zona não desejada do tronco ou da copa, cuja sua melhor forma é a forma de copa triangular. As Podas mais drásticas devem ser feitas no final do inverno.

    Aramagem: A utilização dos arames na estilização de um bonsai pode ser usado para:
    1.Corrigir a inclinação de ramos, permitindo utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
    De certo modo os arames provocarão o efeito do peso dos grandes galhos nas árvores, inclinando-os para baixo.
    2.Direcionar o crescimento de um galho numa direção em que a copa do bonsai se encontra vazia.
    3.Direcionar o crescimento de um galho para a formação de uma copa triangular.

    Tempo de permanência dos arames: Três meses

    Melhor Época para Aramação: O ano todo
    De maneira geral o arame deve ser travado no tronco, travando-o, depois nos ramos sem apertar demais para não deixar marca na casca do bonsai. O ideal é que o arame fique relativamente frouxo. Como os ramos engrossam devido ao seu crescimento, devemos tirar o arame antes que se crave na casca. Pode-se usar qualquer arame, preferivelmente o arame de alumínio, que é mais flexível e resistente. A grossura do arame dependerá da força necessária para se vergar o ramo. Não esqueça que é de suma importância que os arames não deixem marcas na casca, se for o caso proteger a casca com ráfia. Estes arames geralmente ficam na árvore por um período não maior que oito meses. O Podocarpo pode ser aramado em qualquer período do ano.

    Informações adicionais:
    Temperatura:
    Gosta de calor úmido
    Vento: Sensíveis
    Vaporização: Em dias de calor
    Ritmo de Crescimento: Muito Lento
    Vaso: Profundo
    Freqüência de troca da terra: Dois ou três anos

    Doenças e Pragas mais comuns: Caso o Podocarpo receber muita água, suas folhar adquirirão um tom acinzentado e logo secarão e cairão; se faltar luz, suas folhas crescerão em excesso e a árvore ficará debilitada. As pragas mais freqüentes são a aranha amarela, cochinilhas e pulgões. Pode-se evitar a maioria destes problemas inspecionado-se o bonsai com freqüência e retirando manualmente. Ataques de pulgão ou cochinilhas podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais. Não esqueça que existindo um problema, este deve ser solucionado com brevidade para evitar a debilitação do bonsai. A BONSAI KAI possui Defensivos adequados, Pronto Socorro ( gratuito) e até Hospital para sua segurança.

    Ervas aromáticas em casa

    As ervas aromáticas plantadas em vaso, além do mais, são decorativas. Semeie agora seguindo os nossos conselhos.
    Se pretender cultivar algumas das aromáticas mais populares (alecrim, lavanda, tomilho, salva, entre outras), da família das Lamiáceas, deve preparar uma zona com Sol do terraço ou da sala.
    Pode no entanto, cultivar outras espécies, por exemplo, da família das Asteráceas, como a santolina. Da família das Umbelíferas, destacamos o anis e a salsa e da família das Mistáceas, o cravo e a murta. Todas estas plantas apresentam grande resistência aos parasitas. As suas células modificadas mantêm afastados pulgões, lagartas e cochonilhas.

    1. PREPARAÇÃO
    Tudo o que necessita para começar –
    Para fazer sementeiras, o objecto chave é o tabuleiro de multiplicação, que pode ser de metal, plástico, polietireno ou madeira como na imagem. Também vai necessitar de substrato desinfectado, especial para sementeiras e um coador.
    Como ferramentas de mão, um instrumento para fazer pequenos buracos e outra ferramenta para extrair as plantinhas. A terminar, recipientes para as futuras plantas e sacos de sementes.

    2. APLIQUE AS SEMENTES
    Faça-o sem as amontoar –
    As sementes têm diferentes calibres que dependem da espécie. As grandes sementes do loureiro ou do eucalipto nada têm a ver com as minúsculas do tomilho, anis ou menta.
    Quer num caso quer noutro, nunca devem ficar amontoadas na superfície do substrato da bandeja. Como regra geral, é preferível a escassa densidade entre sementes a ficarem amontoadas.

    3. ENTERRE POUCO
    Suavize o substrato com o coador –
    Depois de deitar as sementes sobre o substrato deve enterrá-las. Para germinarem, necessitam calor e umidade em local escuro, por isso são enterradas. A forma mais prática é espalhar sobre a superfície e com as mãos uma capa de substrato que deve suavizar de forma muito meticulosa com o coador. A capa de substrato ideal é de meio centímetro ou menos em sementes muito pequenas.

    4. REGUE BEM
    O suficiente apenas para umedecer a terra –
    Não deite muita água. A rega das sementeiras serve para as sementes germinarem, não para que as raízes, ainda incipientes, absorvam água e nutrientes.
    Deve regar apenas para umedecer o substrato sem encharcar.
    Utilize um regador de ralos finos para não soltar as sementes do local com a força da água.

    5. ALISE A SUPERFÍCIE
    A melhor forma de o fazer –
    Uma vez tapadas as sementes, impõe-se apertar o substrato para que fique liso. Pode pressionar com uma pequena prancha ou com as palmas das mãos. Também pode utilizar uma caixa com a superfície plana como a da imagem. O objeto deve estar seco para não se pegar à terra.

    6. COMO SECAR E CONSERVAR
    Os procedimentos mais adequados –
    Para secar as plantas, até em raminhos as lenhosas ou de folhas grandes (salva, loureiro). Pendure voltadas para baixo. Se apenas necessita de poucas folhas ou ramos secos, coloque-os bem estendidos entre as páginas de um livro grosso.
    Prepare sacos com ramos pequenos de aromáticas secas para conservar. Guarde numa caixa hermética em local seco e escuro. Retire as folhas dos ramos depois de secas. Coloque-as em recipientes herméticos de vidro, afastados da umidade, da luz e do pó.

    Jardineira de ervas aromáticas – É muito fácil montar uma jardineira de ervas aromáticas e ter sempre à mão temperos fresquinhos e deliciosas ervas para chá.
    Vamos lá! Você vai precisar de:
    · 1 vaso grande ou, de preferência, uma jardineira (as de plástico são mais leves);
    · seixos rolados;
    · terra;
    · húmus de minhoca ou torta de mamona;
    · mudas de ervas de boa procedência

    Regra nº. 1. O jardim é seu. Use os vasos que quiser ou que tiver. Os vasos de barro são fáceis de encontrar, em diversos tamanhos e formatos, com preços acessíveis. Os vasos de plástico ou de cimento também podem ser utilizados, sempre de acordo com o seu gosto. Observe que o vaso deve ser do tamanho suficiente para receber as plantas, e ter drenos suficientes para que o excesso de água possa sair.
    Regra nº. 2. Muito poucas plantas não se dão bem em vasos. Isto inclui obviamente, as árvores e plantas de grande porte. Não se limite a usar, nos arranjos, plantas comuns. Experimente. Misturar diversos tipos de plantas num mesmo vaso pode trazer um resultado decorativo muito interessante. Flores, folhagens e plantas ornamentais podem ser combinadas à vontade, bastando observar algumas de suas características básicas, com quantidade de água e de iluminação que cada uma requer. Plante nos mesmos vasos as que têm características semelhantes.
    Regra nº. 3. Depois que plantar as plantas nos vasos, não deixe de cuidá-las sempre. Periodicamente adube os vasos, garanta a rega na freqüência adequada, verifique sua posição em relação ao sol da manhã ou da tarde. Estes cuidados básicos devem ser complementados com a limpeza e com a observação de eventuais pragas. Mudar a posição dos vasos entre si também pode trazer melhores resultados no desenvolvimento conjunto das plantas.
    Regra nº. 4. Os vasos podem ser colocados juntos, pois agradam muito mais assim do que separadamente. Novos vasos podem ser incluídos no seu jardim, mudando seu aspecto geral e fornecendo novas combinações, de acordo com as estações do ano e com sua vontade. Se desejar, substitua as plantas do vaso que já não apresentem um bom aspecto, por outras novas.
    Regra nº. 5. Plante plantas perenes, mas combine-as com plantas de estação. Apesar de dar um pouco mais de trabalho, é uma alternativa interessante, já que você estará renovando seu jardim com novas flores, por exemplo. Para facilitar a manutenção, você pode plantar cada tipo de planta em seu respectivo vaso e combinar os vasos entre si.

    Cuidados:
    · Mantenha regas regulares, mas nunca encharque a terra.
    · Retire folhas velhas, amareladas e secas e verifique periodicamente se não há ataques de pragas. Nesses casos, evite produtos químicos e use apenas inseticidas naturais (calda de fumo, calda de sabão, etc.), pois as ervas serão utilizadas como tempero e no preparo de chás.
    · Adube a cada 3 meses, com húmus de minhoca e torta de mamona.
    · Na hora se escolher as ervas, procure selecioná-las segundo as exigências de luminosidade. Lembre-se que elas estarão no mesmo vaso.

    Nossos antepassados cultivavam a lavoura e faziam jardinagem utilizando os elementos de colheita que não serviam, como palha e folhas, enterrando para servir de adubo.
    Com o uso de fertilizantes químicos muito deste uso parecia obsoleto, mas tem sido resgatado com este novo conceito de agricultura orgânica que se espalhou pelo mundo.
    O que nossos avós faziam e que agora tentamos repetir é a confecção de composto orgânico para uso no solo para reposição de nutrientes e um melhor desenvolvimento das plantas.

    O que é composto orgânico? Do que é feito? O que denominamos composto é uma mistura de resíduos oriundos de diversas fontes, aparentemente sem uso ou valor que pode ser reunido para a formação de um adubo.
    A compostagem pode ser feita de resíduos vegetais de lavoura, aparas de grama e restos de vegetais oriundos da cozinha, esterco de animais vegetarianos, bem como de muitos outros materiais.

    O que acontece no processo de compostagem?

    Os materiais que tem os mais diversos tamanhos, formas e composição são misturados e colocados para decompor e passam por processos bioquímicos.

    Estes processos são realizados por microorganismos que utilizam este material como fonte de energia, absorvendo os ingredientes minerais e carbono.

    Ocorre a degradação deste material em presença de oxigênio e o produto é gás carbônico, água, calor e matéria orgânica utilizável pelas plantas. Nesta atividade microbiana o material aumenta a temperatura, ficando entre 50 e 70ºC.

    O processo, conforme o manejo destes resíduos, leva em torno de 90 dias até 1 ano. Quanto mais revolvido for o material mais ar entrará na pilha e se a umidade estiver correta mais rápido será o processo. Também em climas quentes e no verão o tempo diminui pela maior atividade microbiana. A nível de propriedade rural é feita em grandes leiras, em geral revolvidas com trator.

    Mas para quem deseja fazer em seu quintal, uma caixa de 1,0 x 1,0 x 1,0 metros sem fundo, direto no solo é mais do que suficiente.

    Quem não tem muito espaço pode adquirir uma lata de lixo plástica grande e retirar boa porção do fundo para escoamento da água. Para cobrir, use uma lona ou chapa de papelão.

    Passo à passo do preparo da compostagem:

    Colocar os resíduos, alternando os vegetais com excrementos de animais herbívoros como gado, cabra e aves.

    Usa-se restos de cascas de cozinha bem picados, aparas de grama, pó de café e folhas de chá, erva mate, o papel de filtro do café, guardanapos de papel usados, cascas de ovos bem trituradas, papel branco bem picado, papelão de caixa de ovos bem desmanchada, correspondência descartável de papel branco.

    Cinzas de lareira ou fogão, também podem ser colocadas mas em pequena quantidade.

    Quem tem tanque ou açude com plantas aquáticas, poderá aproveitar o excesso, pois estas dão excelente contribuição de nutrientes.

    Cascas, folhas verdes de hortaliças, frutas, aparas de poda e estercos são considerados materiais verdes e são ricos em nitrogênio e carbono.

    Já os materiais do tipo papelão de embalagem de ovos ou de tubos de papel toalha ou higiênico rasgados, papéis brancos, ramos de poda e pó de serra são chamados de materiais marrons, têm mais lenta decomposição, mas contêm muito carbono.

    A proporção recomendada pela Embrapa é de uma relação de 75% de restos vegetais dos dois tipos para 25% de esterco animal.

    Com tábuas e sarrafos pode construir uma no seu quintal. Um dos lados fica aberto e pode ir adicionando tábuas à medida que a pilha crescer. Facilita o revolvimento e a retirada depois do composto. Não pode ter fundo, a pilha fica em contato com o solo. Se quiser ajudar na percolação das chuvas e da água do composto, faça uma cama de areia de construção embaixo, antes de começar a colocar os materiais para compostagem.

    Quando colocamos materiais de pedaços muito grandes, a aeração da pilha será maior, com mais oxigênio, mas também levará mais tempo.

    Pedaços menores decompõem mais rápido. A mistura de tamanhos será então mais benéfica.

    A cada camada colocada, adicionar areia ou terra em camada fina, para evitar a proliferação de moscas.

    Umedecer a mistura sem encharcar, para que os microorganismos comecem a trabalhar. Cobrir sempre é bom, evita molhar demais com chuva e também a não dissipar odores. O teor de umidade deverá ficar entre 40 e 60%, isto é, levemente molhado.

    Não use:

    Comida cozida que contém sal, carnes cruas ou cozidas de gado, peixe ou aves, sebo, papel toalha usados para fritura, sementes de tomate, cascas de batatas, sementes de moranga e abóbora, sementes de inços, excrementos de cães e gatos, a areia do banheiro do gato, revistas, folders coloridos de propaganda. Também cinzas oriundas de churrasqueira por causa do sal e porque o carvão contém substâncias que podem prejudicar as plantas.

    Jornais e papel branco podem ser usados, bem como folders brancos e cartas descartáveis de propaganda, não esquecer de rasgar fino. No entanto, se a quantidade de material for muito grande, considerar o destino dele para a reciclagem.

    Na primeira semana recomenda-se revolver bem a mistura todos os dias e depois pelo menos uma vez por semana. Se o material ficar seco, irá esfarelar na mão, será necessário umedecer a pilha. Se por acaso começar a escorrer água, será necessário revolver bem, deixando arejar e ficar sem molhar por um tempo. Também a adição de materiais secos, como papel picado ajuda.

    Quando sabemos quando o processo está decomposto ou curtido?

    O produto final é o composto orgânico, de consistência fina, úmida e suave ao toque, com cheiro de terra e cor escura. Conforme o material compostado terá nutrientes minerais de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, zinco, cobre, manganês e boro.  O índice de acidez do composto fica em geral com pH acima de 6,0.

    Para plantas que apreciam solos ácidos, como gardênias e azaléias se recomenda também a adição de turfa que tem pH muito baixo para um melhor equilíbrio.

    O que acontece no solo com a adição de compostos?

    1. As plantas se desenvolvem melhor, com maior quantidade de raízes e portanto com maior capacidade de absorver nutrientes e água do solo.
    2. As águas de chuvas e regas penetram melhor no solo por causa da adição de composto orgânico, não ocorrendo os perigos da erosão superficial com a perda de nutrientes.
    3. A temperatura do solo no verão mantém-se mais estável por causa da presença de matéria orgânica e também mantém estáveis os níveis de pH. Isto quer dizer que o calor do sol não afetará as raízes igual ao que acontece em solos arenosos com pouco composto.
    4. Sementes de inços e invasoras não germinam no composto por causa da elevação da temperatura, então seu aparecimento será esporádico, trazido por pássaros ou mudas de plantas adquiridas.
    5. A presença deste material orgânico aumenta a atividade benéfica de microorganismos que favorecem as plantas.
    6. Quando o composto é feito da maneira como recomendamos, isto é, com o processo esquentando o material, os fungos que ocasionam as doenças das plantas em geral não sobrevivem.
    No entanto, se o jardineiro reparar que a planta está obviamente doente, não colocar na compostagem, será melhor queimá-la para evitar a contaminação do produto.

    Dicas para o preparo de compostagem:
    1. Estou fazendo composto e apareceram formigas, o que faço?
    Formigas são atraídas pelos restos de vegetais de frutas e algumas folhas, usam no seu processo de fabricação do fungo de que se alimentam. Irão cortar mais fino o material da pilha, o que será benéfico pra a aceleração do processo. Também é um sinal de que a pilha está com pouco teor de umidade, regue mais seguido. E ignore as formigas, estão ajudando no trabalho.
    2. O composto poderá atrair ratos? Na primeira fase do processo de decomposição o material esquenta e dificilmente atrairá ratos. Talvez numa etapa posterior, quando já não há tanto calor e o composto entra na fase de maturação. Os ratos poderão fazer ninho dentro da pilha, principalmente se estiver meio seco. Regue mais frequente.
    3. Posso colocar plantas tóxicas ou venenosas, o composto não irá prejudicar minhas plantas depois? As toxinas das plantas também sofrem decomposição e dificilmente estarão presentes no produto final. Mas se tiver grande quantidade deste tipo de material, melhor descartar.
    4. Apareceram moscas de diversos tipos voando do composto – O aparecimento destas moscas é parte do processo de decomposição, atraídas pelas cascas ou partes de frutas presentes. Revolver a pilha, umedecer bem e tapar com papelão ou tampa. E nada de passar spray com veneno nelas.
    5. Nada parece acontecer na pilha e está sem calor também – A. Pode haver poucos elementos com nitrogênio, coloque materiais ricos neste elemento, como excrementos de gado ou aves, aparas de grama ou cascas de frutas e umedeça, sem água nada acontecerá.
    B. Folhas e aparas de grama não estão decompondo. A pilha tem pouca aeração ou falta de mistura. Evitar camadas grandes de um material só. Muitas folhas secas ou papel. Revolva bem a pilha e umedeça.
    6. A pilha cheira a ranço, vinagre ou ovos podres – Não há oxigênio suficiente, a pilha está com umidade demais ou muito compactada. Misturar os materiais para melhor aeração. Se for muita umidade adicionar palha ou pó de serra secos. Para diminuir o cheiro, coloque materiais secos no topo da pilha, como maravalha e terra comum.
    7. A pilha cheia a amônia (cheiro de urina) – Muito nitrogênio, falta carbono. Adicione materiais marrons, como folhas, maravilha e papel ou papelão rasgado.

    Coisas a evitar:
    1. Excesso de cascas de citros (laranjas, limões). Deve picar em tiras finas, mas evitar o excesso, pois além de atrair uma considerável quantidade de moscas também diminui o pH final do produto.
    2. Se houve uso de defensivos agrícolas em gramados ou cultivo de lavoura, estes resíduos vegetais de aparas e palha de não podem ser adicionados ao composto.

    Dos benefícios do composto orgânico no equilíbrio ecológico das cidades – Fazer composto dá trabalho.
    Mas o jardineiro terá sua recompensa quando colher belas hortaliças na sua horta e suas plantas estarão mais bonitas, saudáveis e produzirão mais flores.
    Além disto, estará contribuindo para diminuir a coleta de lixo municipal, diminuindo os lixões.