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  • Uma estufa é uma estrutura que tem como objetivo absorver o calor proveniente do Sol e, mantê-lo condicionado em seu interior.

    A estufa de plantas, além de proteger a planta contra possíveis ameaças externas, mantém a temperatura interna controlada de acordo com a entrada de radiação solar.

    Ela é construída por materiais transparentes, que permitem a passagem de praticamente toda a radiação solar.

    Esta radiação aquece o solo da estufa e, sabemos que todo corpo aquecido emite radiação infravermelha.

    A radiação infravermelha aquece o ar das camadas inferiores da estufa, formando correntes de convecção (massas de ar quente sobe e massas de ar frio descem) que vão levar o ar quente para as camadas superiores da estufa, sendo que, este ar é impedido de se propagar para o ambiente externo.

    A radiação infravermelha também é impedida de se propagar para o ambiente externo pelas paredes da estufa.


    Nome Científico: Clematis x hybrida

    Nome Popular: Clemátis, clematite

    Família: Ranunculaceae

    Porte: De 3 a 4 metros

    Origem: Europa, Ásia e América do Norte

    Ciclo de Vida: Perene

    Flores: Primavera

    A Clematis é um gênero de plantas trepadeiras volúveis ou escandentes e floração muito delicada e bastante vistosa. De textura semi-lenhosa ou herbácea e folhagem que pode ser sempre verde ou decídua, elas são originárias do hemisfério norte e adaptadas ao clima temperado. Ocorrem cerca de 290 espécies diferentes de Clematis, e mais de 500 variedades resultantes de hibridizações e melhoramento genético.

    Suas flores são isoladas ou reunidas em pequenos grupos, mas podem variar muito em forma e tamanho, de acordo com a variedade. Podem ser simples ou dobradas, abertas (planas) ou campanuladas, com pétalas estreitas ou muito largas, nas mais diversas cores e tons em degradê, além de estames longos, como um tufo no centro das flores. A floração estende-se pelos meses quentes.

    Presta-se para o plantio ao longo de cercas e muros ou apoiada sobre treliças, árvores e outros suportes. Exige adubações anuais e podas para estimular o adensamento da planta. Sua folhagem bonita e as flores espetaculares e perfumadas garantem o sucesso da Clematis nos projetos paisagísticos. Apesar de delicada no início, após seu estabelecimento (cerca de 1 ano), torna-se mais rústica e resistente às pragas e doenças.

    Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta delicada e exigente, não tolera secas nem encharcamento. Também não suporta o calor excessivo e aprecia o frio, devendo ser cultivada em clima temperado, subtropical ou tropical de altitude. Multiplica-se por estaquia, mergulhia e alporquia.

    Nome Científico: Cineraria sp.
    Nome Comum: Cinerária
    Nomes Populares: Cineraria, Senécio.
    Família: Asteraceae.
    Origem: Ilhas Canárias, África.
    Descrição: Planta herbácea, vivaz, cultivada como anual ou bianual, de porte ereto, compacto e arredondado, com cerca de 15-40 cm de altura. As folhas de Cinerária ou Senécio são basais, brilhantes, cordiformes, com margens levemente dentadas, de cor verde claro, pubescentes e com nervuras de cor mais pálida. Têm um tamanho de 10-15 cm. As flores Cineraria ou Senécio são agrupadas no cimo da folhagem, formando um tufo de cores vivas, desde o azul, vermelho, rosa, branco, violeta, com o centro de cor contrastante, podendo ser bicolores. Esta espécie também é muito utilizada como planta de interior. Após a floração deve ser trocada ou eliminada, pois é difícil conseguir que volte a florir.

    Sementeira: Semear as sementes de Cineraria ou Senécio em local definitivo na Primavera/Verão, quando o solo estiver quente, isto é, a uma temperatura adequada para a germinação. Em estufa ou estufim na Primavera ou final do Verão. Temperatura ótima para germinação de 18-20 Cº.
    Temperatura/umidade: No interior, manter uma temperatura amena, não muito quente, com boa circulação de ar e umidade elevada, pulverizando o ar em volta da planta sem molhar muito as suas folhas e flores.
    Crescimento: Rápido
    Transplantação: Quando oportuno. Espaçamento de cerca de 30 cm.
    Luz: Meia-sombra. A Cinerária prefere luz indireta. No interior colocar as plantas em janelas, varandins ou varandas, com boa exposição á luz indireta.
    Solos: Bem drenados, úmidos.
    Resistência: Não resiste ao frio. Não tolera calor excessivo. Proteger das correntes de ar e das mudanças de temperatura e umidade.
    Rega: Frequente. Manter solo um pouco úmido mas não regar em excesso. Nas plantas de interior colocar o vaso sobre um prato com água para a planta a absorver, evitando assim molhar as folhas.
    Adubação: Caso necessário, adubar de preferência com fertilizante líquido, equilibrado, na altura da floração. Não fertilizar em excesso.
    Floração: Fim de Inverno e Primavera.
    Pragas e Doenças: Afídeos, mosca branca, botrytis, podridão radicular.
    Multiplicação: Semente.
    Utilização: Canteiros, bordaduras, maciços, vasos.

    Na verdade o nome não é muito apropriado para esta trepadeira, tanto pela cor que não tem nada a ver com jade, como também pelo gênero botânico. Ela pertence ao gênero Mucuna diferentemente da trepadeira Jade que pertence ao gênero Strongylodon, apesar de terem várias características em comum como por exemplo o formato das folhas e das flores. Vale a pena lembrar que existe uma espécie Strongylodon siderospermum, Cordem., que produz pequenas flores vermelhas com formato parecido com as da trepadeira Jade tradicional e é nativa das Ilhas Reunião no oceano índico.

    A seguir falaremos sobre a Mucuna de flores vermelhas que é conhecida mundialmente como Jade Vermelha ou Flama-da-Floresta.
    Pertencente à imensa família das leguminosas o gênero Mucuna reúne aproximadamente uma centena de espécies entre arbustos e trepadeiras com ramos geralmente de consistência mole e de crescimento rápido. Ocorrem principalmente em regiões tropicais e subtropicais nos dois hemisférios.
    As mucunas produzem flores vistosas geralmente em cachos pendentes seguidas de vagens recobertas de microscópicos pêlos extremamente irritantes em contato com a pele. Poucas plantas deste gênero apresentam características ornamentais que justifiquem o seu cultivo em parques e jardins.
    Há porém algumas notáveis excessões. Uma delas é a Mucuna bennettii F. Muell. denominada por muitos como trepadeira Jade Vermelha.
    Esta trepadeira originária de Papua-Nova Guiné é de crescimento bastante vigoroso com folhas compostas de três folíolos ovais-alongados bem parecidas com a Trepadeira Jade. Suas flores são grandes e de coloração vermelho-escarlate brilhante e reunidas em enormes cachos pendentes de beleza sem igual. Seu efeito decorativo é realçado quando plantada em caramanchões de estrutura bem forte ou pérgolas que suportem o vigor da planta e para que as flores sejam ostentadas de forma pendente.

    O cultivo desta espécie teve início em 1940 pelo Jardim Botânico de Cingapura através de sementes coletadas nas florestas de Papua-Nova Guiné e desde então, devido à impressionante beleza de suas flores, passou a ser uma das trepadeiras mais cobiçadas por colecionadores. Ainda neste gênero existe a Mucuna novo-guineensis Scheff. também de grande valor ornamental e com bastante semelhança à Mucuna bennettii causando até certa confusão entre os cultivadores, as principais diferenças são notadas nas flores que na espécie novo-guineensis são mais estreitas e bem mais longas que a bennettii, com coloração mais vermelha.

    Para deixarmos bem definidas as diferenças entre estas 2 fantásticas espécies, nós usamos para a Mucuna novo-guineensis Scheff. o nome de Jade Vermelha de Cachos Compridos, cuja propagação é ainda mais difícil que a Mucuna bennettii e é ainda mais sensível às baixas temperaturas. Devido a estas dificuldades o seu cultivo tornou-se ainda mais raro no Brasil.

    Devido ao fato de ser nativa de Papua-Nova Guiné, país de clima equatorial com temperaturas médias entre 21 a 32 graus centígrados e chuvas anuais superiores a 2.000 mm., o seu cultivo em regiões com temperaturas e umidade do ar mais baixas fica dificultoso, principalmente durante o inverno quando chega derrubar as folhas de forma acelerada. É bem menos resistente ao frio que a trepadeira Jade. Uma dica importante para os interessados em cultivar esta trepadeira é plantar a mesma nos meses mais quentes e estimular o seu crescimento com adubações a curtos intervalos para que a planta já esteja bem desenvolvida quando o inverno chegar.

    Esta dica serve também para a Trepadeira Jade Strongylodon macrobothrys A . Gray que é nativa das Filipinas e já bem mais conhecida que as espécies vermelhas. Seus cachos longos com flores de coloração azul-esverdeado a torna única e incomparável e ainda é uma das trepadeiras mais admiradas e procuradas.

    Informações gerais:

    Nome científico: Mucuna bennettii, F. Muell. Mucuna novo-guineensis, Scheff.
    Nome Popular: Jade Vermelha ou Trepadeira da Nova Guiné
    Familia: Leguminosae-Papilionoideae
    Origem: Papua-Nova Guiné
    Características: Trepadeira bastante vigorosa de ramos moles e crescimento rápido.
    Inflorescência: Inflorescências pendulas, longas, com numerosas flores grandes de coloração vermelho-escarlate.
    Plantio: Plantar em covas bem espaçosas enriquecidas com terra vegetal e superfosfato simples.
    Solo: Evitar solos compactados preferindos os ricos em matéria orgânica e bem drenados.

    Importante: Logo após a muda ter sido plantada nós aconselhamos fazer um sombreamento parcial da planta. Uma boa maneira de se fazer este sombreamento é fincar algumas folhas de palmeiras verticalmente ao lado da muda, após as raízes se estabelecerem ao solo o sombreamento deve ser retirado pois a planta necessita de sol.
    Luz: Pleno sol ou meia-sombra.
    Clima: Tropical e subtropical.
    Regas: Manter o solo levemente umedecido com uma boa cobertura morta .
    Podas: Somente podas das extremidades para controlar o crescimento.
    Adubação: No início da primavera adubar levemente com NPK 10-10-10.

    Dedaleira
    Digitalis purpurea L.
    Scrophulariaceae

    Planta herbácea bienal com caule alto, ereto e terminado por um belo cacho de flores violetas. No primeiro ano apenas se forma uma roseta de folhas; no segundo, a haste que suporta a inflorescência. As flores são grandes, campanuladas, violeta ou brancas, maculadas de violeta no interior. O fruto é uma cápsula. É uma espécie dos prados florestais europeus, também das clareiras, sobretudo em regiões montanhosas.

    É também uma planta ornamental muito apreciada e freqüentemente cultivada nos jardins; para a produção farmacológica, é cultivada nos campos.

    São colhidas as folhas (Folium digitalis purpureae) arrancadas ou cortadas durante o primeiro e o segundo ano de cultivo, com tempo quente e seco. As folhas secas devem ter uma percentagem de umidade tão baixa quanto possível (cerca de 3%) para que as substâncias ativas não sejam degradadas pelos processos enzimáticos.

    Deixa-se que murchem durante vinte e quatro horas à temperatura ambiente, depois são submetidas a uma temperatura mais elevada, até 70ºC.

    Contém importantes glicosídeos com ação cardíaca, os purpureaglicosídeos A e B, fixados num composto açucarado e suscetíveis de serem mais divididos.

    Toda a produção deve ser tratada pela indústria farmacêutica, fornecendo a planta importantes remédios cardíacos que só podem ser usados sob vigilância médica.

    São prescritos no caso de falhas cardíacas, para diminuir a pulsação, regularizar uma atividade cardíaca arrítmica ou insuficiente, assim como em casos de hipertrofia cardíaca.

    As substâncias à base de dedaleira são também diuréticas e têm a propriedade de se acumular no organismo.

    Nome Científico: Dracaena reflexa
    Nome Popular: Pleomele, Dracena-malaia, Pau-d’água
    Origem: Madagascar e Ilhas Maurício
    Ciclo de Vida: Perene

    A pleomele é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e amplamente utilizada no paisagismo e na decoração de interiores. Seu caule é ereto, ramificado e atinge uma altura média de 2 a 3 metros, embora possa atingir 6 metros no seu habitat de origem. As folhas são simples, coriáceas, ligeiramente onduladas, de cor verde-oliva escuro, dispostas em espiral ao longo do ramos. Ocorrem ainda outras variedades, com destaque para duas cultivares variegadas: a “Song of India”, com folhas de margens cor verde-limão, e a “Song of Jamaica”, de margens cor branco-creme. As flores pequenas e brancas surgem no final do inverno reunidas em inflorescências terminais e, assim como os frutos, não têm importância ornamental.
    Planta tropical muito vistosa e de crescimento moderado. No jardim ela pode ser plantada isolada, em grupos ou em renques.São rústicas e quando podadas corretamente podem formar ótimas cercas vivas. Envasadas, elas podem ser utilizadas em ambientes internos, onde são muito apreciadas na decoração por sua beleza e tolerância às condições de baixa luminosidade. No entanto, esta tolerância deve ser sempre testada e é sabido que as pleomeles não variegadas são um pouco mais resistentes que as formas variegadas. Na dúvida o crescimento da planta deve ser monitorado, pois caso ela comece a perder as folhas e estiolar (crescer muito rápido em altura) é sinal de que está faltando luz.

    Deve ser cultivada sob sol pleno, meia-sombra ou luz difusa, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A pleomele é tipicamente tropical, apreciando o calor e a umidade. Apesar de crescerem sob sol pleno em regiões subtropicais, elas preferem condições de luz filtrada ou meia-sombra, principalmente quando cultivadas em regiões mais quentes e ensolaradas. Ela deve ser fertilizada quinzenalmente durante a primavera e verão. É sensível ao frio intenso, a geadas e a salinidade de regiões litorâneas; e tolerante a curtos períodos de estiagem. Quando mudada bruscamente de ambiente, ela pode se ressentir, perdendo parte das folhas. Multiplica-se facilmente por estaquia de ramos lenhosos, semi-lenhosos e ponteiros.

    Nome Popular: Veigela, Veigélia
    Família: Caprifoliaceae
    Origem: China e Coréia
    Ciclo de Vida: Perene

    A veigela é uma planta arbustiva, bastante ramificada, com ramagem ereta a arqueada e florescimento decorativo. Seu porte é grande, atingindo de 1 a 3 metros de altura. As folhas são ovaladas, opostas, decíduas, brevemente pecioladas, de margens serrilhadas, glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Há cultivares com folhas verdes e outros de tonalidades mais avermelhadas. As flores surgem na primavera, solitárias ou em pequenos cachos, nas extremidades da ramagem. Elas são pequenas, apresentam corola campanulada e podem ser róseas, amarelas, brancas ou vermelhas, de acordo com a variedade. O fruto é do tipo cápsula seca e contém numerosas sementes.

    A veigela é um arbusto gracioso, de aspecto informal e textura média, que encanta seja pela folhagem bonita seja pela floração abundante. No paisagismo ela pode ser aproveitada na forma isolada, em grupos irregulares, formando maciços ou em renques. Rústica, exige pouca manutenção, que restringe-se às adubações e podas anuais. A floração exuberante desta espécie atrai abelhas e beija-flores. Ocorrem ainda cultivares de folhas variegadas de branco, formas mais compactas e formas anãs, além de combinações destas com flores de diferentes cores.

    Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A veigela aprecia o clima frio e a umidade, não tolerando o calor tropical ou períodos de estiagem. Em climas subtropicais ela se adapta melhor à meia-sombra. Fertilizações ricas em fósforo no início e final da primavera, estimulam intensas florações. No final da floração, deve ser podada em até 1/3 os ramos mais velhos. Multiplica-se por sementes e por estaquia dos ramos lenhosos e semi-lenhosos.

    Nome Científico: Alstroemeria hybrida
    Nome Popular: Astromélia, astroméria, alstroeméria, lírio-peruviano, madressilva-brasileira,
    Família: Alstroemeriaceae
    Origem: Brasil, Chile e Perú
    Ciclo de Vida: Perene

    A astromélia é uma planta florífera, herbácea e rizomatosa, bastante difundida como flor-de-corte. Ela apresenta raízes carnosas e fibrosas, às vezes tuberosas, como as raízes das dálias. Os caules são eretos, ramificados na base, em geral com 20 a 25 cm de altura. As folhas surgem no topo dos ramos, são oblongas a elípticas e têm um comportamento muito raro em botânica: elas fazem uma ressupinação, isto é, elas são torcidas na base e, o que parece ser a página superior da folha é, na verdade a face inferior.

    As inflorescências são terminais e compostas por um número variável de flores tubulares. As flores da astromélia podem ser de diversas cores e são adaptadas à polinização por abelhas. Elas apresentam seis pétalas idênticas ou quatro pétalas iguais e duas pétalas diferentes, que sinalizam o pouso para os polinizadores. Suas flores são semelhantes às flores dos lírios. Razão pela qual diz-se que são lírios em miniatura. As astromélias podem ser cultivadas em maciços e bordaduras, mas são mais conhecidas como flor-de-corte. As sementes produzidas são pequenas, duras e arredondadas.
    As espécies mais importante produção de variedades e híbridos comerciais são Alstroemeria aurantiaca, A. psittacina, A. caryophyllae, A. pulchella, A. haemantha e A. inodora.

    Algumas variedades de astromélias têm raízes feculentas e comestíveis, que podem ser utilizadas na fabricação de farinhas, mas deve-se ter cuidado já que algumas podem ser tóxicas. É também considerada planta invasora, devido à rápida dispersão.
    Deve ser cultivada sob pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil, ligeiramente ácido, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia adubações freqüentes, oferecendo intensas florações.

    Não tolera geadas, mas podem tolerar o frio e curtos períodos de estiagem. Há variedades para diversos tipos de clima, com comportamento anual ou perene, sendo mais ou menos rústicas. Algumas variedades necessitam de refrigeração dos rizomas no período de descanso.

    Multiplica-se por sementes e por divisão da planta.

    Nome Científico: Moluccella laevis
    Nome Popular: Sino-irlandês, molucela, morucela, sinos-da-irlanda
    Família: Lamiaceae
    Origem: Turquia, Síria e Cáucaso
    Ciclo de Vida: Anual

    Apesar do nome popular, o sino-irlandês não é originário da Irlanda, mas da oeste da Ásia. Ela é relacionada botanicamente com a Hortelã (Mentha sp) e com a Lavanda (Lavandula sp). Seu caule é herbáceo, ereto e pouco ramificado. As folhas são simples, arredondadas, com longos pecíolos, nervuras salientes e margens serrilhadas. As inflorescências são longas espigas, com cerca de 30 cm de comprimento, de onde surgem as flores brancas, discretas e perfumadas, mas protegidas por grandes e vistosos cálices em forma de sino, de cor verde-esmeralda. As sementes são pretas e triangulares.

    O sino-irlandês é adequado para a formação de maciços e bordaduras, apresentado um belo efeito monocromático verde luminoso. É excelente para combinar com flores de outras cores, principalmente arroxeadas, a que é complementar. Após o final do ciclo, a planta vai adquirindo uma cor branca-creme desde à base até ficar completamente seca, mas que ainda assim é muito decorativa. O sino-irlandês pode ser plantado em vasos e jardineiras também. Diz-se que trazem muita sorte e talvez este seja mais um dos motivos, além do perfume e da beleza, para que seus ramos floridos sejam aproveitados em arranjos florais frescos ou secos.

    Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. O sino-irlandês aprecia temperaturas amenas e desenvolve-se melhor quando plantado em países de clima subtropical, temperado, mediterrâneo e tropical de altitude. Não tolera o calor excessivo, umidade elevada ou encharcamentos. Adubações mensais estimulam a formação de espigas florais altas e densas. Multiplica-se por sementes, postas a germinar no final do inverno cobertas com uma fina camada de terra, em bandejas ou diretamente no canteiro definitivo.

    arália

    Nome comercial: Aralia, Aralia-elegante, Falsa-aralia
    Nome botânico: Dizygotheca (Aralia) elegantissima
    Espécie: Araliaceae
    Categoria: Sementes de plantas ornamentais
    Família: Araceae

    É uma planta ornamental, nativo da Oceania – Nova Caledônia, cultivada do litoral do estado do Rio de Janeiro até Santa Catarina na região da Mata Atlântica. A Dizygotheca, plantas semelhantes às do gênero Aralia, contam-se entre as plantas de interior cultivadas pela sua folhagem, que apresentam um aspecto mais delicado, com folhas divididas em numerosos folíolos dispostos de forma aproximadamente circular na extremidade de delgados pecíolos. Em interior estas plantas tropicais raramente excedem 1,80m de altura, com uma largura de cerca de 50 cm.

    Gosta de luz intensa mas não da incidência direta dos raios solares. O calor é essencial (temperaturas mínimas mesmo durante o período de repouso : 16ºC), bem como umidade.

    Frutifica nos meses de agosto, setembro e outubro contendo em um kg de sementes aproximadamente 310.000 unidades. A germinação ocorre em 20-40 dias, dependendo do substratos ou mistura de propagação adotado.