Subscribe to PlantaSonya Subscribe to PlantaSonya's comments


  • Fale Conosco


  • Arbustos

    Cuidados com os arbustos – Veja tudo o que se deve fazer.
    As camélias, as forsitias e as hamamelis fazem parte do grupo de plantas que dão flores precoces e que necessitam de ser podadas para retomarem o vigor.

    Elimine os ramos velhos. Suprima um terço dos ramos mais velhos com objectivo de aclara

    Retinospura compacta

    r a ramagem. Corte a 10 cm do solo, por baixo de um nó que assegure a emissão de ramos novos.

    Corte as secundárias – Corte a 10 cm do ponto de nascimento ou por baixo da quarta folha metade dos ramos secundários ou laterais. Deixe a outra metade para o ano seguinte.

    Adube e regue – Durante o Verão, formam-se os futuros botões florais nas axilas das folhas. Ajude o seu crescimento com adubo completo e rega copiosa.
    A maioria dos arbustos não atinge mais de 3 m de altura e é ideal para fazer cerca viva. Geralmente não possui tronco e sim vários caules que saem do solo e se cobrem de folhas e flores coloridas. Algumas espécies gostam de sol, outras preferem sombra ou meia sombra.
    Os arbustos, quando plantados em canteiros, não precisam ser replantados mas, independentemente do local em que sejam plantados, desde pequenos precisam de uma boa poda anual. O corte aumenta o número de ramos. Tire as pontas dos galhos assim que começarem a estragar a forma ou crescerão desordenadamente.
    Algumas espécies como rosas, camélias, hibiscos não se dão bem em vasos ou jardineiras.
    Outras espécies (como a primavera) quando cultivadas perto de uma árvore ou pérgula, espicham seus ramos, alongam os caules e apoiam-se em tutores. Se adaptam a qualquer suporte, desde que sejam presos por amarrilhos. No começo, geralmente não ramificam seus caules, deixando o tutor desnudo. Para que isso não aconteça, dobre o caule para baixo, sem esmagar, forçando a ficar arqueado, através de amarras. Surgirão ramos laterais e o caule principal terá naturalmente uma curva, subindo de novo. Fixe depois os ramos laterais na direção horizontal ou levemente inclinados para os lados. Conseguindo o revestimento lateral do suporte, não faça mais podas. Apenas prenda com amarras os ramos soltos e elimine os galhos secos, folhas e flores murchas. Mas tome cuidado para não machucar as plantas.
    Para ter um jardim bonito o ano todo escolha espécies com épocas de floração diferentes. Read more »

    orquideas

    *  Se você não quer perder aquela orquídea que você ganhou de aniversário, no dia das mães, dos pais, dos namorados, etc…mas quer vê-la florir de novo;
    * Se você não tem a pretensão de possuir nem ao menos um pequeno orquidário, mas apenas possuir alguns poucos vasos;
    * Se você não sabe e não está nem um pouco a fim de saber o que é pseudobulbo, espata, coluna, não quer saber o que significa monopodial ou simpodial, não quer saber o que significa epífita ou rupícola e nem quer saber o que é NPK;
    * Se você não está a fim de se preocupar com fase de crescimento, de maturação e floração;

    Mas… Está a fim de cuidar apenas desta primeira orquídea?

    Aviso – Se você resolveu cuidar apenas desta primeira orquídea não acredite que você vá conseguir manter esta intenção.
    Você até que vai tentar, mas a partir do momento que a primeira florir em suas mãos vai ser muito, muito difícil resistir a aumentar sempre e cada vez mais o seu número de plantas e você vai se ver sempre procurando um cantinho onde possa botar aquela espécie que você viu na exposição e acabou comprando.
    Sabe aquela espécie que você acha atualmente um horror, nem parece orquídea?
    Cuidado, pois você vai acabar querendo ter uma também e saiba que este vício não tem volta. Se apesar deste aviso, você ainda quer insistir em cuidar apenas desta orquídea, então siga as

    Instruções gerais: Você só vai precisar saber o nome da orquídea que ganhou ou comprou (como ela, certamente, está florida anote o mês em que ela floriu), se ela é de clima frio, temperado ou quente, se gosta de sombra ou de muita luz.
    Ao comprar sua orquídea procure comprar num lugar que lhe dê as informações básicas necessárias citadas acima, têm pessoas que dizem os maiores absurdos para vender a orquídea e depois você vê sua planta definhando, morrendo e você nem fica sabendo porquê.

    Ventilação: Coloque o vaso num lugar que tenha ventilação, mas não corrente de ar.

    Luminosidade: Coloque-o onde tenha muita ou pouca luz segundo suas necessidades (você já se informou sobre isto quando comprou). Com poucas exceções, não deixe a orquídea receber os raios solares diretamente, a não ser o das primeiras horas da manhã.

    Adubação: Adube semanalmente ou quinzenalmente com um produto que tenha a formulação NPK 30-10-10 (não vou dizer o que é isto pois você não quer saber. Basta pedir na loja);
    Três meses antes do mês previsto para a floração passe a aplicar uma formulação NPK 10-30-15;
    Depois que ela florir, não aplique mais nada até que comece a brotar de novo, neste caso você aplica a 1a. fórmula e começa tudo de novo;

    Rega: Para regar observe algumas poucas regras imprescindíveis:

    * Se a planta estiver colocada em vaso, regue sempre que o composto (material onde ela está plantada) estiver seco a não ser que se trate de orquídeas terrestres ou de Phalaenopsis e de Cymbidium (que gostam de umidade);
    * Se ela estiver colocada em cachepot de madeira sem composto nenhum, só com carvão vegetal ou pedaços de cortiça, pode ser regada todo dia e em dias de muito calor, de manhã e de tarde;
    * No outono/inverno, reduza o número de regas;
    * Use uma quantidade de água que seja suficiente para escorrer pelos orifícios dos vasos, pois orquídea não gosta de ficar encharcada, portanto não coloque pratinho debaixo do vaso;
    * Regue sempre nas primeiras horas da manhã.

    Composto ou substrato: Com exceção das orquídeas terrestres (normalmente são estrangeiras, as brasileiras são, em geral, espécies de raízes aéreas), elas não gostam de terra e precisam que suas raízes fiquem bem arejadas, portanto não use terra ou pó de xaxim, empregue o xaxim desfibrado, esfagno, carvão vegetal (não serve o de churrasqueira), piaçava, coxim (casca de coco industrializada). Se ela for terrestre, não use terra preta pura, misture-a em partes iguais com xaxim desfibrado (fibra de coco) e areia lavada. Em qualquer hipótese coloque uma camada de pedra brita, argila expandida ou cacos de vaso no fundo para que a água possa drenar rapidamente.

    Uma pequena dica:
    *
    Se você mora em lugar quente, cultive Dendrobium phalaenopsis, Phalaenopsis, Vandas, Renanthera, Cattleya e Oncidium que são indicadas para este clima;
    * Se você mora em lugar de clima frio ou temperado, a variedade é bem maior;
    * Se você mora em lugar de clima frio ou temperado, a variedade é bem maior: Cattleya em geral, Oncidium, Miltonia, Sophronitis, Cymbidium, Dendrobium tipo nobile;
    * Se, apesar destas instruções, mesmo morando em lugar de clima quente, você quiser comprar uma Sophronitis coccinea ou Cymbudium por causa de sua beleza ou, morando em clima frio, quiser comprar um vaso Phalaenopsis ou Vanda teres, nem tente fazê-la florir novamente, dê para alguém que more em lugar frio ou quente conforme o caso ou, na pior das hipóteses, jogue fora quando acabar a floração e compre outra.

    orquídeas

    Para obter bons resultados é necessario ter os utensílios adequados.
    É fundamental ter uma mangueira , fertilizante, sementes e luvas de jardinagem.

    Com o passar do tempo virá a ter necessidade de comprar outros utensílios mas, por enquanto, estes são os suficientes para iniciar.Inicie pelas pequenas coisas. Se não tem a certeza de quanto tempo pode dedicar à jardinagem, comece por plantar em vasos e talvez por algumas filas de flores no jardim.Certifique-se de que plantou as flores nas zonas apropriadas do jardim, com mais ou menos sol.

    Controle periodicamente o seu terreno com um kit de medição do pH. Isto indicar-lhe-á se necessita de fertilizante ou de uma nova camada de terra.Descubra quais as plantas que precisam de um cuidado especial em condições climatéricas especiais.

    Uma vez plantadas todas as suas sementes, assegure-se de que pode dedicar pelo menos uma ou duas horas por semana para tratar da sua horta.

    Deve fertilizá-la e regá-la com regularidade.Escreva um memorando das suas actividades anotando as que funcionaram e as que, pelo contrário, ainda devem ser melhoradas para a sua próxima plantação.

    Geralmente na manutenção dos jardins incorre-se em excessos, como:
    - rega em demasia;
    - fertilização excessiva;
    - cortes muito frequentes;

    A jardinagem pode ser trabalhosa mas deve ser relaxante, por isso divirta-se!

    jardineiro-2

    Diversas espécies de flores podem ser cultivadas, desde que ofereça as condições ideais de cultivo.

    É importante salientar que cada espécie tem suas características específicas com relação ao clima, temperatura, umidade, adubação, solo, entre outros, exigindo, neste caso, estudos mais aprofundados relativos às espécies escolhidas.

    Ao receber uma planta em vaso certifique-se que a terra ou xaxim está devidamente molhado ou úmido. Faça essa checagem diariamente regando a terra sempre que necessário e evitando molhar flores e folhas.

    Após molhar a terra deixe-a escorrer para eliminar o excesso de água, evitando que as raízes fiquem diretamente submersas e acabem por apodrecer.

    Nunca coloque a planta diretamente sob o sol durante um grande período de tempo, na maioria das vezes as plantas necessitam de luz direta ou indireta, porém sempre por um curto espaço de tempo e de preferência durante o inicio da manhã ou pelo final da tarde quando o sol está mais brando.

    Para finalizar não deixe sua planta recebendo correntes de ar, a necessidade de um ambiente fresco não significa que sua plantinha deva ficar de frente a ar condicionados ou ventiladores.

    margarida-vermelha

    Estudos científicos comprovam fatos alarmantes: a população dos grande centros urbanos se tornam cada vez mais doentes em virtude dos excessos decorrentes do ritmo diário e o clima esquenta cada vez mais na Terra em virtude da ação predatória do homem durante milhares de anos.

    Segundo relatório divulgado na semana passada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), o planeta entra em uma “nova época climática”, que pode ser mortal, já que até 2099, a temperatura global deve se elevar em até 6 graus.Esta preocupação crescente com a qualidade de vida e conseqüentemente com o planeta vêm provocando reflexões nas sociedades.
    Cada vez mais pessoas aderem a pequenos projetos na tentativa de ajudar a amenizar os impactos no meio ambiente. Segundo especialistas, a situação melhoraria sensivelmente mesmo com pequenas ações pontuais. E ao construir e cuidar de um pequeno jardim a pessoa pode, ainda, relaxar, conhecer melhor a natureza e tirar um pouco do estresse.
    São respectivamente a ecojardinagem e a terapia verde.
    “Cada um pode fazer muito para o meio ambiente sem sair da própria casa.

    Com apenas um vaso, a pessoa já pode conseguir fazer uma ótima terapia e, ao mesmo tempo, focalizar atenção na planta e perceber o que aquela muda pode fazer para o planeta.

    Existe uma interação e é importante que as pessoas saibam lidar com os três lados para evitar o acréscimo do caos ambiental que vivemos hoje.
    Anteriormente, as pessoas construíam jardins aleatoriamente, sem pensar no contexto em que ele estava inserido, sem saber o que ele realmente pretendia com aquela área verde, sem saber o resultado que aquilo poderia dar para ele e para o mundo.

    É fácil conhecer melhor as plantas, suas funções e manejo correto. Cada tipo de planta e de jardim possui intenções e funções diferentes.
    A pessoa precisa saber o que pretende com ele e qual o seu perfil. A partir daí ele constrói ambientes que exigem mais ou menos cuidados”, explica. “Depois o ato de cuidar das plantas se torna rotina e vira terapia, algo muito difundido na Capital”, completa.

    flor39

    De todos os métodos existentes de secagem de plantas, a técnica ao ar livre é a mais simples e natural. A vantagem deste método é preservar a forma e as cores de uma grande variedade de flores e plantas.
    Penduradas amarradas em forma de ramalhetes e até deitadas, as flores preservadas pelo processo ao ar livre mantém uma boa parte de seu aspecto natural: suas formas, bem como suas cores são bem pouco alteradas, tornando-as ideais para a composição de arranjos onde se busca maior naturalidade possível. Para este processo, sugere-se a utilização de espécies que sejam bem resistentes à ação do tempo, como as sempre-vivas, os cravos, estatices, cristas-de-galo ou celósias, primaveras, hortênsias e até gramíneas como aveia e trigo. As gypsophilas ou mosquitinhos também dão excelentes resultados.

    Para fazer a secagem de plantas pelo processo ao ar livre, você vai precisar de um local seco, fresco e com boa circulação de ar. O local, é claro, precisa ser coberto, para que haja proteção contra chuvas e umidade. É possível obter bons resultados até em garagens e armários bem ventilados.

    Com as plantas deitadas… As espécies mais indicadas para este tipo de secagem são as gramíneas. É importante, porém, que as plantas não fiquem amontoadas, para que o ar possa circular bem entre as pétalas e folhas. Se houver acúmulo de umidade, as plantas poderão apodrecer antes de mesmo de secarem completamente:
    - Forre uma superfície plana e lisa com folhas de jornal, papelão ou outro material absorvente;
    - Espalhe bem as plantas sobre esta superfície, de maneira a garantir boa circulação de ar, especialmente entre as hastes, onde há maior acúmulo de umidade. Deixe secando e evite o excesso de manuseio.

    Com as plantas em vasos… Outro processo de secagem bem simples pode ser realizado com as plantas em vasos. Dão bons resultados: gramíneas em geral, papiros, cebola ornamental, estatices, hortênsias, mimosas, esporinhas e gypsophilas.
    - Para obter bons resultados com as hortênsias, mimosas, esporinhas e gipsophilas, coloque-as em um vaso com um pouco de água no fundo (mais ou menos uns 5 cm);
    -As outras espécies devem ser colocadas em um vaso sem água, observando a quantidade de plantas: evite colocar plantas demais em um vaso de boca estreita, pois isso facilita o abafamento das hastes, podendo causar o apodrecimento das plantas.

    Com as plantas penduradas em ramalhetes… Este é o processo mais simples de secagem ao livre. As rosas, sempre-vivas, estatices, mil-folhas e mimosas são as que dão melhores resultados:
    - Comece formando os ramalhetes com poucas plantas. Umas dez hastes são suficientes para cada um. Junte as hastes e amarre-as.
    - Com muito cuidado, separe bem as hastes para facilitar a circulação de ar entre eles.
    Instale alguns varais a uma distância de uns 25 cm entre eles, para evitar que as plantas fiquem acumuladas. Outro fator importante: calcule uma distância de uns 15 cm entre o teto e os varais.
    - Pendure os ramalhetes de cabeça para baixo, mantendo uma boa distância entre eles nas laterais. Use fios de ráfia ou barbantes para amarrá-los.
    - Não é necessário nenhum tratamento especial das plantas antes da secagem ao ar livre.

    flor15

    luz na floresta
    Ao cultivarmos plantas precisamos sempre ter em mente que estamos tratando de um ser vivo, que necessita de condições básicas para a sua sobrevivência, como água, nutrientes e iluminação. Desta vez, vamos falar a respeito da luz.

    Nenhuma planta é capaz de crescer sadia com a ausência de luz, fundamental para o seu desenvolvimento. Algumas plantas conseguem viver com iluminação indireta, enquanto outras precisam de várias horas de exposição ao sol. Uma série de processos e reações que envolvem a sobrevivência de uma planta depende da energia que ela absorve da luz. Dentre estes processos, podemos citar a fotossíntese.

    O tempo necessário de exposição à luz pode variar de planta para planta e o mesmo pode ser dito com relação à intensidade de luz. Plantas suculentas como os cactos, por exemplo, necessitam de luz solar direta pelo menos 5 horas por dia, enquanto que outras nem resistem à exposição aos raios solares diretos.

    Uma boa forma de estabelecer as necessidades de acordo com o tipo da planta, é observar alguns exemplos. Lembre-se sempre:
    * As plantas tendem a crescer sempre na direção da fonte de iluminação, por isso, para que cresçam de maneira uniforme, o ideal é girar o vaso periodicamente.
    * Plantas bem adaptadas não precisam de mudanças. Evite mudá-las bruscamente de local, tentando manter os vasos sempre recebendo luminosidade uniforme de acordo com suas necessidades, pois as plantas podem se ressentir com as variações de luz.

    borboleta vermelha

    Por que as folhas das árvores se tornam avermelhadas antes de caírem no outono, e por que sua cor é mais viva em alguns anos?
    Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) propõe uma explicação simples para o fenômeno: Os pigmentos vermelhos chamados antocianinas que se acumulam nas folhas funcionam como uma proteção contra a radiação solar intensa.
    Os pigmentos vermelhos protegem o tecido que realiza a fotossíntese.

    Durante o outono, as árvores reabsorvem os nutrientes das folhas; para recolher o máximo de nutrientes antes que as folhas caiam, elas precisam da energia gerada na fotossíntese. Contudo, os sistemas que participam da fotossíntese — muito utilizados no verão — também estão sendo decompostos e absorvidos no outono.

    Além dessa decomposição, a fotossíntese pode ser inibida ainda por uma luminosidade muito intensa.

    Por isso, logo que a reabsorção de nutrientes se inicia no outono, a concentração das antocianinas aumenta na superfície das folhas. “Esses pigmentos absorvem grande parte da luz que chega às folhas”, afirma Hoch. Dessa forma, preserva-se a limitada habilidade das árvores de produzir energia durante o outono.

    Além da luz abundante, baixas temperaturas e outros fatores de estresse também provocam o acúmulo das antocianinas nas folhas.

    A descoberta da equipe de Hoch confirma as observações de que as cores do outono são mais vivas em dias mais claros e nas folhas situadas na parte mais externa das árvores.

    As regiões em que o outono é ensolarado e frio exibem folhas muito vermelhas nessa estação.

    arvore_estacoes

    Nos vegetais, a perda d’água sob forma de vapor é denominada de transpiração. A seiva bruta que sobe da raiz às folhas, é uma solução extremamente diluída de matérias minerais. Penetrando no interior da planta, acarreta a entrada de quantidade maior do que as necessidades do vegetal. Através da folha, pela transpiração, a planta consegue eliminar o excesso, facilitando assim a circulação da seiva.

    Todas as superfícies permeáveis da planta em contato com o ar podem transpirar, mas a atividade maior está nas folhas, pois estas possuem os estômatos que agem como controladores da transpiração e são aberturas microscópicas existentes na epiderme foliar ou caulinar, que se abrem internamente em canais aeríferos e permitem as trocas gasosas necessárias à vida das plantas.

    Os estômatos encontram-se mais freqüentemente só do lado inferior da folha, que é mais protegido contra os raios solares e contra o vento. A transpiração da planta varia de acordo com alguns fatores ambientais como: a temperatura (muitas plantas nas horas mais ensolaradas do dia, fecham completamente seus estômatos para evitar distúrbios que podem ocorrer de uma transpiração excessiva), a luz (diminui muito quando está escuro) e a umidade do ar.
    Até mesmo as correntes de ar que passam sobre a superfície das folhas podem influir,ativando a transpiração duas a cinco vezes mais do que em atmosfera calma. Conforme a espécie, as herbáceas que têm o porte e a consistência de erva, por exemplo, transpiram mais. A idade da planta também influencia na transpiração, variando muito de acordo com a fase em que ela se encontra: se em crescimento ativo, etc..

    Esses fenômenos são facilmente verificados em terrários de vidro. As paredes do recipiente tornam-se embaçadas. As gotas condensadas que ali escorrem, são da água perdida pela planta sob a forma de vapor. A quantidade de água que as plantas perdem durante a transpiração é enorme. Para se ter uma idéia, basta extrairmos uma plantinha do solo e verificarmos logo depois de alguns minutos: ela estará completamente murcha.
    A Bétula, que possui mais ou menos 200.000 folhas, é capaz de transpirar de 60 a 70 litros diários, quantidade que pode subir se as condições forem favoráveis, para até 400 litros. Um pé de milho, durante seu ciclo vegetativo (três meses) transpira 200 litros de água.

    Algumas plantas, ao invés de transpirar sob a forma de vapor, suam, eliminando água em abundância através de estômatos aqüíferos, ou pelas aberturas, ou pelas pequenas lacerações no caule e nas bordas, ou pela ponta das folhas, fenômeno denominado sudação. Na Calocasia antiquorum, da família das Aráceas, a sudação é muito ativa, chegando cada folha a eliminar 180 gotas por hora. Ao fazer-se um corte no caule de alguns vegetais, como no da videira, na dália ou no fumo, a água escorre em abundância, ocorrência denominada botanicamente de lágrimas ou choro das plantas.

    A Caesalpinia pluviosa dos trópicos verte água de tal modo, que parece chover ao seu redor. A popular Agave americana, durante o dia, deixa escorrer do broto terminal um suco muito abundante. A água que goteja das folhas nem sempre é muito pura, podendo conter matérias orgânicas e minerais.

    Podemos notar em certos vegetais como nas Saxifragaceas (hortênsia, falso jasmim) ou nas Plumbaginaceas (bela-emília, lavanda-do-mar) que o líquido eliminado encerra grande proporção de calcário, o qual, ao evaporar-se, forma uma crosta cristalina nas folhas.

    Fisiologistas têm observado em seus estudos e pesquisas que os vegetais possuem uma faculdade reguladora do processo respiratório bastante influente, maior até do que os dispositivos protetores que existem nas suas superfícies, como pêlos, presença de cera, enrolamentos de folhas, estômatos, etc.

    36

    Como todos os seres vivos, as plantas também precisam de repouso. E é durante o inverno que elas descansam. O sono verde do inverno é uma função biológica que norteia a vida das plantas. O amarelecimento das folhas, nessa época é um dos muitos sinais, dados pelas plantas perenes, de que estão hibernando.

    Nos casos extremos, como das bulbosas típicas (gladíolos, frésias, lírios, dálias e anêmonas), as plantas passam para uma atividade subterrânea e secam completamente suas partes áreas. É nessa ocasião que os bulbos precisam ser arrancados: com um pequeno pincel, retira-se todo o excesso de terra que os recobre e devem ser então guardados em um saco plástico perfurado. Três a quatro meses depois são replantados e a reserva alimentar acumulada nos bulbos transfere-se para o caule fazendo surgir novos brotos.

    Durante o sono ou repouso de inverno, o crescimento, vegetativo estaciona completamente, ou ocorre muito devagar, tornando inútil ou contraproducente qualquer esforço para “puxar pelas plantas” usando adubos ou fórmulas mágicas.

    Menos adubo, menos água, menos interferência na terra é a melhor atitude para atravessar esse período de “hibernação”. Ou seja: deixe a planta repousar em paz.
    Essa regra vale para quase todas as plantas. Uma das poucas exceções, o gerânio, o amor-perfeito, é diferente porque floresce durante todo o inverno. Essa variedade apresenta bonitas folhas em forma de leque semifechado, recobertas por uma certa pilosidade, a nervação em plissê, corrugada. Suas cores são fantásticas e as flores chegam às vezes a ter 8 centímetros de diâmetro.

    Acordadas, florescem -Em meados de julho, em todo o Brasil a maioria das plantas começa a acordar, voltando à vegetação plena em agosto para florir na primavera.
    Algumas espécies não respeitam esse calendário e dormem menos tempo. O seu repouso começa logo após o momento específico da floração. É o caso do ipê e da primavera (bougainvillea spectabilis), cujas flores desabrocham durante os meses frios.

    Para alegrar um ambiente durante os meses frios há uma exceção: as plantas que dispensam o sono. As suculentas, por exemplo, se receberem boa luz e quantidade suficiente de água (sem encharcar o solo) não dão trabalho, multiplicam-se bem partindo de um simples fragmento de folha e apresentam surpreendente vontade de viver.

    corujinhas